Confira a tradução da entrevista que Manson deu ao site Noisecreep.com

 

Marilyn Manson nunca cansa de gerar controvérsia na mídia do mainstream, que é devido a sua aparência subversiva, suas associações controversas e sua música pontapé-na-virilha. Nós falamos com o Manson – que é Brian Warner em seus documentos legais e para sua mamãe – durante a meia-noite da véspera do lançamento do seu mais novo álbum, ‘The High End of Low.’
Ele estava falante, engraçado e altamente inteligente, falando sem hesitação sobre sua volta com o Twiggy Ramirez, o término com a atriz Evan Rachel Wood, passando os feriados a la carte e como ele se sente sobre sua música inspirando atos aleatórios de violência. Ele se posicionou como um vilão e não está com vergonha de endereçar qualquer tópico que colocamos em seu caminho.
 

O quanto essa seu reencontro com o baixista Twiggy Ramirez influenciou no processo criativo desse CD?

É sobre eu percebendo a importância da perda, eu mesmo digo, ‘Vou te ensinar sobre a perda.’ Há vários degraus de coisas indo na minha vida e quando você volta com um amigo, você percebe o vazio que isso criou, que é quando está junto novamente. Foi como se o tempo não tivesse passado. Separadamente, nós fizemos muito em nós próprios e ambos podem se apoiar em nosso próprio. O que fizemos juntos nesse álbum, ninguém mais pode fazer. Esse é o álbum que quisemos fazer, no tempo certo, como amigos. Nós precisamos um do outro. Nós fomos através de emoções paralelas com relacionamentos e não tínhamos um ao outro enquanto melhores amigos para dizer, “Quero ir através desse tormento.”

Ele veio para a lâmina com essa música, na qual soou como eu queria ter dito. Foi intimidador, para mim, eu tive que pegar em um nível e fazer e dizer algo que não tinha dito antes. Minha parte como o cantor e letrista pegou espaço entre Novembro e 5 de Janeiro. Eu acabei no meu aniversário. Eu parei de morar com meus pais como todos fazem, para começar uma banda, ir em turnê, morar em hotéis e entrar e sair de diferentes relacionamentos. Então em Novembro, o último que relacionamento que terminei comigo vivendo sozinho e isso tornou o processo. Eu passei, por escolha, os feriados sozinho!

Você não parece ser o tipo de cara de ‘grandes celebrações no feriado’!

Não sou grande em feriados, mas passei o Natal, véspera de Ano Novo e meu aniversário totalmente sozinho. Voltei ao estúdio, fiz as três últimas faixas. Acordei pensando, ‘tenho que cantar essa música e finalizar o álbum,’ que não é sobre desistir do que você é. É sobre ver o que não está funcionando, odiando todo mundo e tentar destruir isso.
Sem esse sentimento, a música ‘Devour’ não existiria. É sobre um assassinato/suicídio que quase aconteceu e a música é o porquê disso não ter acontecido. Então começa o álbum.
A pessoa que escreveu aquela música, não é a mesma que escreveu ‘15’. Eu mudei, pessoas cometem erros. Agora, vejo que mostrar afeto e amor não deveria ser confundido com fraqueza. Não estou desesperado por amor; é algo que decidi em conseqüência. Eu poderia ter terminado sendo nulo, como o [Psicopata Americano] Patrick Bateman, sem nenhum sentido de realidade ou contato com a humanidade. A faixa ‘15’ é como se você saísse do cinema, depois dos créditos finais e o que você não esperava acontecer... aconteceu.

Quanto esse álbum tem a ver com a dissolução de seu relacionamento com a atriz Evan Rachel Wood?

No que dissolvido, eu estava descobrindo o que eu presumia ser. Meu último álbum, ‘Eat Me, Drink Me’ era sobre uma pessoa quebrada, reconstruindo e romântica. Era muito Shakespeariano. Enquanto o relacionamento ia, correu sua maldição, eu lutei desesperadamente para segurar. Eu estava segurando o pedaço de mim que não existia, que eu pensei que existia. Eu cometi vários erros pela pessoa que escreveu ‘Devour’, não a faixa ‘15’. Todos que me conhecem bem, choram quando escutam. Eu tenho o número 15 tatuado atrás da minha orelha. É o novo número da besta.

Há vários ‘fucks’ no primeiro vídeo, “Arma-Godamn-Motherfuckin-Geddon”.

É intencionalmente o maior excesso de profanação em um álbum que eu já fiz. Nos meus álbuns, embora tenha o ‘parental advisory’ nele. Mas quando eu digo, ‘et cetera’, é a parte mais importante da música. Tenho visto nas notícias, histórias sobre morte, estupro, assassinato e eles sempre usam o ‘et cetera’, que me choca e me diverte. Coisas terríveis acontecem e transformam a mundana e reduzem as pessoas ao ‘etc...’ Tenho ‘et cetera’ tatuado no meu pulso. Se eu cortar meu pulso, cortaria através do ‘etc...’, que é triplamente irônico.

Você soletra “et cetera” ou vai pelo “etc.”?

Etc. Sou tudo sobre abreviações.

Controvérsia não é nada nova para você, mas como você está lidando com isso em 2009?
Começando com Columbine... está voltando aos Beatles com ‘Helter Skelter’ em 1969. Foram culpados por violência. ‘Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon’ não sou eu sendo engraçado. É sarcástica e pode ser interpretada como engraçada, mas quando você está no álbum, é obscura. Mas como toda a controvéria, então eu quero crédito pelo pedágio da morte, tenho sido culpado por mais tiroteios em escolas que qualquer um na história, então acho que quero o crédito.
Não perdoo ou encorajo nada disso, mas fica a pergunta: “Se as pessoas estão preocupadas com o que a música faz, por que elas não estão preocupadas com o que vou fazer?” Culpe os Cristãos. Eu os culpo por eu não poder ficar nu em frente de mulheres e estar confortável com isso. Acredito em espiritualidade, mas como um artista, você faz merda, coloque no mundo. Arte é o ponto de interrogação, não a resposta e isso é o que eu escolhi.

Você definitivamente se faz ser o cara que tem prazer do fato de que choca as pessoas...

É uma escolha que fiz para me afirmar na posição de vilão. É uma grande responsabilidade [dá de ombros]. Pessoas sempre perguntam às celebridades, ‘Oh, como você se sente fazendo o papel de modelo?’ Que tal o papel de violão? É muito mais difícil. Uma modelo posa. O vilão pega a merda feita.










Cry Little SisterTattooed in ReverseKILL4MESAY10We Know Where You Fucking LiveMarilyn Manson - Prêmio de Ícone pela Alternative Press (2016)


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