Manson foi entrevistado mais uma vez pelo jornal Australiano Herald Sun. A transcrição pode ser vista abaixo.

 

Amargura com volta criativa



Um rompimento doloroso levou ao seu álbum mais obscuro e vitriólico até agora, mas Manson diz à James Wigney que isso o ajudou a alcançar o ápice criativo.

É justo dizer que a animação do Natal era pouca na casa do Marilyn Manson ano passado.

O controverso hard-rocker estava vivendo sozinho pela primeira vez, entocado com “pacotes de cocaínas pregados na parede, rodeado por rascunhos de letras” para uma nova música de seu mais novo álbum, The High End of Low.

Manson tem estado em um lugar obscuro desde que terminou com a atriz Evan Rachel Wood e por algumas semanas durante o Natal, ele chegou ao fundo do poço.

“Foi bíblico, como quando alguém estivesse indo para o deserto e ficando isolado,” diz Manson.

“Me autorizou a canalizar e focar na estória que eu queria contar. Eu finalizei as três últimas músicas do álbum do dia 3 a 5 de Janeiro.”

A escrita foi feita na parede figurativamente, antes foi literalmente.

Por volta de um mês antes, Manson diz que ligou para Wood 158 vezes em um dia, cada vez se cortando com uma gilete. No Natal, se sentindo traído, ele veio com a música Into the Fire, contendo a letra “It’s better to push something when it’s slipping, than to risk being dragged down/If you wanna hit bottom, don’t bother trying to take me with you.”

“A escrita (das) minhas letras na parede começam com, primeiro, a simples incapacidade de achar uma caneta e um papel e então, abrangendo que minha casa estava cheia de luzes de cinema,” Manson diz.

“Eu não estava sendo dramático. Eu queria me lembrar todo dia quando eu acordasse e visse na minha frente a letra da música Into the Fire.”

“Eu tive que me afastar e preferi viver sozinho, do que ter pena ou estar em alguma noção Shakesperiana fútil de “Se o mundo não nos ama, vamos morrer juntos” porque agora é uma questão de que se você disser “Te amo até morrermos” e você fugir disso, corra, porque você vai morrer.  Você não vai querer fazer um pacto comigo, a não ser que você cumpra.”

Mas se Wood tem participação na Into the Fire, não é nada comparado ao que ela recebe na I Want to Kill You Like They Do in the Movies.

A versão de nove minutos que aparece no álbum é confrontante o bastante, mas a música começou com uma versão de 23 minutos com uma explosão lírica da consciência gravada em uma única tomada no meio da noite.

“Foi completamente cantada do que veio na minha cabeça e eu não editei meus pensamentos. E eu a cantei no dia que toda essa besteira de relacionamento e rompimento vieram à tona na imprensa.” diz Manson.

“Eu classificaria a primeira versão como ameaçadora. A que está no álbum eu classificaria como amarga.”

É difícil saber o quão sério dá pra levar o Manson às vezes.

Seus shows acima da média e imagem enfeitada dá um toque mais teatral e fantasioso sobre eles, mas não há como negar que o vitríolo e o mau humor tem sido seu estoque no comércio nos álbum de hits, incluindo Antichrist Superstar e Mechanical Animals.

Ele recentemente saiu do sério com um jornalista Americano que o retratou como um paranóico viciado em cocaína e ameaçou em seu blog no MySpace a ir até a casa dos jornalistas que fizeram declarações espontâneas sobre ele para descobrir o quanto eles acreditam em sua liberdade de expressão.

Da mesma forma, Manson pega o problema com aqueles que culparam sua música por atos de violência, do famoso caso do massacre no Colégio Columbine à um incidente esse ano, na qual um estudante atirou em sua professora que se recusou a dizer “Salve Marilyn Manson!,” antes de atirar nele mesmo (ele sobreviveu).

“Para mim, a ironia, a raiva e a amargura veio do fato de que (os assassinos em Columbine) Harris e Klebold não eram fãs. Eles provavelmente pensavam que eu era muito comercial. E eu fui culpado e isso se tornou completamente destrutivo para minha inteira percepção de responsabilidade, financeiramente, carreira, turnês foram canceladas e ninguém queria falar comigo,” ele diz.

“Fui crucificado e minha vida ameaçada enquanto embora eu tivesse feito algo pessoalmente. E agora, para mim, é um caso de que se você está preocupado com o que minha música faz, você deveria se preocupar com o que eu faço. Porque eu tenho mais na loja para você se você foder comigo do que qualquer um que escuta a minha música – então não faça isso.”

Um positivo na vida do Manson é o retorno à banda de seu baixista e melhor amigo, Twiggy. O par se separou em 2002, mas voltaram com a amizade e parceria criativa depois de um encontro em um hotel em Los Angeles.

Manson admite  que ter seu parceiro de banda de volta ajudou a romper seu relacionamento com Wood, “junto com o fato de que sou casado com o que faço.” Criativamente, embora, Manson diga que está melhor que nunca.

“Esse tempo que passou acho que é apenas a química minha e do Twiggy estando de volta, que realmente muda tudo e talvez faça um encaixe,” ele diz.

“Quando estivermos na Austrália, eu pensaria que será verdadeiro o que as pessoas (que) nunca nos viram juntos antes, queriam ver.

“Estamos tocando músicas que amamos como fãs das coisas que fizemos juntos. Somos melhores amigos com o dom da habilidade de fazer música que as pessoas escutam e não estamos cansados disso. Estamos animadíssimos e você não pode apagar esse fogo.”


The High End of Low está nas lojas.

Marilyn Manson toca no Festival Hall, dia 10 e 11 de Outubro (já esgotado).

1. Intro
2. We´re from America
3. Disposable Teens
4. Pretty as a Swastika
5. Little Horn
6. Irresponsible Hate Anthem
7. For Rusted Horses (Opening Titles Version)
8. WOW
9. Leave a Scar
10. The Dope Show
11. Running To The Edge Of The World
12. Rock is Dead
13. Sweet Dreams (Are Made of This)
14. Rock n´Roll Nigger
15. The Beautiful People

Infos adicionais:

_ Um trecho da mOBSCENE, Dried Up, Tied and Dead to the World e I Want to Kill You Like They Do in the Movies foram tocadas na passagem de som.
_ Manson tocou a segunda guitarra da Sweet Dreams (Are Made of This) com uma SG Preta.

Vídeos

Four Rusted Horses (Opening Titles Version)

Pretty as a Swastika

Leave a Scar

We´re from America

PS: O show do dia 4 em Boise, Idaho teve o mesmo setlist e o show foi bom, de acordo com o @basetendencies. Mas não tem registros em vídeo.

Manson postou duas fotos no MySpace da banda, e uma delas com uma legenda intrigante:

Essa última contém a seguinte legenda:


"Isso faz parte do próximo vídeo. Você não quer saber o que acontece aqui, mas você saberá..."


Próximo clipe em breve? Veremos.

Tínhamos colocado a entrevista que o Twiggy concedeu para o site nrv-tv.com no Youtube logo que ela saiu, mas tivemos que tirar por problemas com os direitos autorais. Mas agora parece que está tudo bem e colocamos novamente! Portanto, se você já assistiu e quer assistir de novo ou ainda não teve a oportunidade de assistir, confira agora o vídeo abaixo!

 

1. Intro
2. We´re from America
3. Disposable Teens
4. Pretty as a Swastika
5. Little Horn
6. Irresponsible Hate Anthem
7. Four Rusted Horses (Opening Titles Version)
8. WOW
9. Leave a Scar
10. The Dope Show
11. Running to the Edge of the World
12. Rock is Dead
13. Sweet Dreams (Are Made of This)
14. Rock n´ Roll Nigger
15. The Beautiful People

Vídeos

Rock is Dead

Sweet Dreams (Are Made of This)

The Dope Show

Four Rusted Horses (Opening Titles Version)

página: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 | 31 | 32 | 33 | 34 | 35 | 36 | 37 | 38 | 39 | 40 | 41 | 42 | 43 | 44 | 45 | 46 | 47 | 48 | 49 | 50 | 51 | 52 | 53 | 54 | 55 | 56 | 57 | 58 | 59 | 60 | 61 | 62 | 63 | 64 | 65 | 66 | 67 | 68 | 69 | 70 | 71 | 72 | 73 | 74 | 75 | 76 | 77 | 78 | 79 | 80 | 81 | 82 | 83 | 84 | 85 | 86 | 87 | 88 | 89 | 90 | 91 | 92 | 93 | 94 | 95 | 96 | 97 | 98 | 99 | 100 | 101 | 102 | 103 | 104 | 105 | 106 | 107 | 108 | 109 | 110 | 111 | 112 | 113 | 114 | 115 | 116 | 117 | 118 | 119 | 120 | 121 | 122 | 123 | 124 | 125 | 126 | 127 | 128 | 129 | 130 | 131 | 132 | 133 | 134 | 135 | 136 | 137 | 138 | 139 | 140 | 141 | 142 | 143 | 144 | 145 | 146 | 147 | 148 | 149 | 150 | 151 | 152 | 153 | 154 | 155 | 156 | 157 | 158 | 159 | 160 | 161 | 162 | 163 | 164 | 165 | 166 | 167 | 168 | 169 | 170 | 171 | 172 | 173 | 174 | 175 | 176 | 177 | 178 | 179 | 180 | 181 | 182 | 183 | 184 | 185 | 186 | 187 | 188 | 189 | 190 | 191 | 192 | 193 | 194 | 195 | 196 | 197 | 198 | 199 | 200 | 201 | 202 | 203 | 204 | 205 | 206 | 207 | 208 | 209 | 210 | 211 | 212 | 213 | 214 | 215 | 216 | 217 | 218 | 219 | 220 | 221 | 222 | 223 | 224 | 225 | 226 | 227 | 228 | 229 | 230 | 231 | 232 | 233 | 234 | 235 | 236 | 237 | 238 | 239 | 240 | 241 | 242 | 243 | 244 | 245 | 246 | 247 | 248 | 249 | 250 | 251 | 252 | 253 | 254 | 255 | 256 | 257 | 258 | 259 | 260 | 261 | 262 | 263 | 264 | 265 | 266 | 267 | 268 | 269 | 270 | 271 | 272 |









14.11 @ Annexet
15.11 @ Hal 14
16.11 @ Sporthalle
18.11 @ Zenith
19.11 @ Tip Sport Arena
20.11 @ Gasometer
22.11 @ Pala Alpitour
23.11 @ Samsung Hall
25.11 @ Velodrom - UFO
29.11 @ Mitsubishi Electric Halle
[ ver mais ]

Marilyn Manson - Prêmio de Ícone pela Alternative Press (2016) Third Day of a Seven Day BingeThe Mephistopheles of Los AngelesManson fala sobre o ”The Pale Emperor” (2015)Manson dá suas impressões sobre o Natal (2014) Deep Six


ver +

facebook.com/marilynmanson
marilynmanson.com
twitter.com/marilynmanson


2008 - 2017 ® Marilyn Manson Brasil | Todos os Direitos Reservados