Créditos ao omegaman, membro do Babalon.

 

     

     

     

 

Você sabe tudo que precisa saber sobre o Marilyn Manson.

Uma olhada para o cara – O longo cabelo preto que está um pouco desbotado, as roupas pretas, olhos selvagemente coloridos e maquiagem ainda mais selvagem. Os palcos de shows sexualmente sugestivos, música adornada em profanidade – e você sabe que ele é louco, o anticristo, o demônio, o manipulador malvado das crianças que os colunistas conservadores e religiosos criticam.

Diga a ele quando ele está de bom humor e ele deve concordar com você – tipo da criança durona na escola que se gaba, então você não pode perceber seus medos.  Manson tem sido conhecido por dar entrevistas que são designadas a chocar. Ele fala sobre auto-mutilação. Ele fala sobre escrever as letras do seu novo álbum nas paredes de sua casa. Ele fala sobre a história sexual de uma certa cantora.

Mas continue a conversa, e você descobrirá algo a mais. Ele é inteligente. Ele é engraçado. E também parece extremamente vulnerável; o verdadeiro estranho. Que empurra as pessoas para longe e, ao fazer, torna-se mais isolado. Ele diz ao Jay Leno que se ele fosse outra criança na escola e se visse, teria batido. É fácil ver por que as mulheres querem protegê-lo.

“Eu vivo minha arte,” ele explica. “Que às vezes é muito difícil para as pessoas entenderem... meu trabalho como artista é estar lá fora, mostrando às pessoas diferentes maneiras de olhar para as coisas.”

Às vezes não é muito fácil. Especialmente para ele.

O solitário confesso, que é tímido e se isola das pessoas com medo de machucá-las, sofreu o maior desgosto de todos quando sua, agora ex-mulher, a artista burlesca Dita Von Teese, o deixou. E, no pior pesadelo de todos, todo o término foi publicado em tablóides e televisão.

O público pareceu não entender muito bem o drama e vários comentaristas usaram pontos para sublinhar o que diziam do Manson ser estranho, apesar de seus amigos (incluindo sua ex-namorada, Evan Rachel Wood) o defenderem.

“Ele vive em uma cidade de Halloween, mas ele também é apaixonado e torturado, ele é romântico e apenas quer fazer algo lindo,” disse Wood à YRB em 2007.

Talvez essa seja uma razão que o término de Manson com Von Teese tenha sido uma surpresa. Os dois artistas pareciam almas gêmeas, e algumas partes de seus três anos de namoro poderiam ser cenas de um romance de novela. Quando Manson a pediu em noivado, ele se ajoelhou e presenteou Von Teese com um diamante de corte Europeu de sete quilates.

Depois de um pouco mais de um ano, Manson, então com 36 anos, e Von Teese, então com 33, casaram. Verdadeiro na forma romântica que foram, na verdade, duas cerimônias em uma semana. A cerimônia mais pública, a segunda, no dia 3 de Dezembro de 2005 foi um elegante casamento no fim da tarde, na casa de um amigo Irlandês. Contou com várias celebridades, incluindo Ozzy e Sharon Osbourne.

Mas, quase tão cedo quanto o casamento acabou, o então conto de fadas, tornou-se mais um pesadelo para Manson e Von Teese.

Ela o acusou de um abuso extravagente de substâncias e infidelidade. Embora os dois tenham estado juntos por mais de cinco anos quando eles casaram, ela disse que não tinha percebido que a vida dele era tão caótica – que nunca mudaria.

Manson mantém que Von Teese sabia sobre seu estilo de vida, que inclui trabalhar a noite inteira e dormir o dia inteiro. Quando eles casaram, Manson disse que Von Teese queria mudá-lo. Mesmo depois do divórcio, a amargura continuou enquanto Manson trabalhou para garantir que Von Teese não poderia clamar por ajuda esponsal. Qualquer que seja a verdade do casamento, uma coisa é certa: O término deixou Manson destruído e humilhado.

Apesar de seu relacionamento apaixonado com Wood, ele parecia publicamente consumido por dúvida e não conseguia trabalhar. O homem, uma vez nomeado “O Último Rockstar” pela revista Spin pareceu perigosamente perto de se auto-destruir.

Não foi até um amigo sugerir que ele trabalhasse um pouco de sua dor na música, que ele começou a escrever as músicas que tornaram-se o The High End of Low. Agora ele chama a composição de uma aparente phoenix nascendo do fogo, talvez alguns de seus melhores trabalhos já lançados.

Muitos creditam a volta do membro e co-produtor do álbum, Twiggy (que, antigamente, usava o nome Twiggy Ramirez, adotado dos nomes da modelo dos anos 60 e o serial killer Richard Ramirez) com a energia do Manson nas músicas novas. Vários críticos de rock nacionais aclamaram o The High End of Low como o álbum mais poderoso – e engraçado – do Manson em uma década.

“É verdadeiramente uma parte de mim,” diz Manson, um ex-jornalista de música que indefere preocupações de que talvez seja difícil de escutar. “É quase como Geração Y Jornalismo.”

Para colocar isso em termos de filme, é paralelo à Scarlett O´Hara segurando um monte de sujeira e proclamando, “Enquanto Deus como minha testemunha, eu nunca terei fome de novo.” Agora que Manson tem sua vida – e seu conhecido groove musical – de volta, ele não sairá dos trilhos de novo.

O álbum segue a verdadeira forma do Manson – um comentário na vida, mas pegando as percepções das pessoas e lançando-as. Considere sua música quase um estudo na arte abstrata, designado a guiar as pessoas da complacência sobre ideias e preocupações.

“É sempre sobre ser você mesmo,” ele diz. “Isso é o que eu sou. É o que todos deveriam ser... Mas você pode olhar às coisas de vários ângulos diferentes.”

Se alguém se pergunta se essa é a razão para tantas pessoas repudiarem o Manson, quase como uma diferente geração que repudiou Andy Warhol. Sim, ele cobre sua timidez com excentricidade chocante – e, em equidade, ganhou milhões de dólares no processo – mas ele também não se desculpa por suas escolhas. O mesmo foi declarado verdade do Warhol.

“Eu sou tudo sobre ficar de pé e ser quem você é,” ele disse. “Naquele ponto [quando a Dita o deixou] eu quase desisti, e isso me assustou pra caralho. Foi uma época estranha na minha vida...”

Apenas uma escutada no álbum de 15 faixas, e você pode quase sentir sua dor, suas frustrações e seu renascimento. Mas não pense que esse é só um disco emo. O The High End of Low é o Manson na sua mais alta energia, com letras gráficas no álbum, como “I Have to Look Up Just to See Hell.”

“Você pode me pegar
A sepultura pode me pegar
A Terra está esperando para nos comer vivos
Eu adoro seu ferimento
Preciso de destroços humanos
Eu tenho que olhar para cima apenas para ver o Inferno”

Se você acha que esse álbum é como o Manson terapeuta, você está certo. E está bem para o Manson.

“Eu posso rir de mim uma vez que os pontos estão feitos.” Ele diz. “Não me incomoda.”

Talvez a confiança do Manson naqueles pontos estivesse em lugar algum, mais evidentes do que durante a entrevista televisionada com o apresentador conservador, Bill O´ Reilly. Transmitida dia 7 de Janeiro de 2006, a entrevista mostra Manson argumentando calmamente e logicamente o que O´ Reilly clama que ele tem um efeito corrosivo nas crianças. Em argumentação ao que O´ Reilly clamava, o que incluiu Manson encorajando a promiscuidade dos jovens, Manson chamou os pais para terem responsabilidade com as ações dos filhos, enquanto revelava que perdeu sua virgindade aos 16 anos.

“Qualquer coisa pode ser mal interpretada. As pessoas podem olhar para o Cristo na cruz e dizer que é assassinato...” Manson disse para O´ Reilly. “Te respeito por me desafiar e é por isso que vim ao programa.”

Todo mundo que tem uma suspeita sobre o trabalho do Manson – e muitos que provavelmente não – sabe que, com frequência, é cheio de profanidade, que Manson tem dito que às vezes é necessário usar como ferrementa para fazer um ponto. Esse álbum, que inclui uma música chamada “Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon” – não é diferente. O que é interessante, é que Manson não usa profanidade quando conversa, mas usa nas letras. Ele considera como uma ferramente para fazer um ponto e, de novo, aliciar as pessoas à ouvir sua mensagem.

Considere a música acima citada com letra que inclui:

“Primeiro você tenta foder
Depois você tentar comer
Se não aprendeu seu nome
É melhor você matar antes que o vejam”

Fora do contexto é apenas profanidade, mas coloque na música com ganchos arrebatadores e uma batida infecciosa, que funciona.

“Eu vivo pelos simples prazeres, daonde quer que eles venham, mas você tem que ser você mesmo, se aceitar,” disse Manson chamando o álbum de prova de sua ressurreição. A vida tem que ser preenchida, ou você morre. E eu não quero morrer.”

Só uma correção: Dissemos que esse show seria o primeiro da turnê solo da banda na América do Norte, mas, na verdade, esse foi o último do Mayhem Festival. A turnê solo começa nesta sexta-feira, 21/08, em Las Vegas.

Vídeos

Irresponsible Hate Anthem

Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon

Sweet Dreams (Are Made of This)

The Beautiful People

1. Intro
2. We´re from America
3. Disposable Teens
4. Little Horn
5. Irresponsible Hate Anthem
6. Four Rusted Horses (Opening Titles Version)
7. Arma-Goddamn-Motherfuckin-Geddon
8. The Dope Show
9. Rock is Dead
10. Tourniquet
11. Sweet Dreams (Are Made of This)
11. The Beautiful People

Vídeo

 The Beautiful People

Esse foi o último show fazendo parte do Mayhem Festival. A partir do show de hoje, 16/08, em Oklahoma, começa a turnê "solo" da banda.

Processo de salvação

Entrevistas com o Marilyn Manson não são um compromisso fácil. Enquanto o mestre da provocação dificilmente autorizou qualquer conversa com a mídia sobre seu último álbum, “Eat Me, Drink Me,” dessa vez há pelo menos a possibilidade de uma entrevista por telefone, de Los Angeles, onde Manson gerencia todas as relações públicas de sua propriedade. Depois de vários adiamentos na primeira tentativa, o que finalmente acabou em outra negação, além de mais demoras na segunda tentativa (Manson tende a exceder suas entrevistas), o Americano número um em criar situações embaraçosas finalmente está no telefone e pronto para falar sobre seu novo álbum, “The High End of Low” – ele está fazendo isso como uma tempestade, sem parar uma vez se quer, cheio de entusiasmo. Depois de tudo, Manson tem estado em uma drástica crise privada, que ele segurou com sucesso através de seu novo álbum. Embora o nome “Evan Rachel Wood” não tenha sido mencionado uma vez durante essa entrevista, é fato que o rompimento com a atraente atriz, que ele amou apaixonadamente no vídeo da “Heart-Shaped Glasses,” deixou grandes marcas, que – com o apoio da arte – tiveram que ser digeridas.

A entrevista começa com uma pergunta sobre o último álbum, “Eat Me, Drink Me,” que mostrou Manson de um lado reduzido e incomum e não foi exatamente bem-vindo por muitos fãs, e revela a primeira controvérsia. “Eu prefiro considerar o “The High End of Low” ao “Eat Me, Drink Me” como um álbum de rock n´ roll mais discreto, mesmo que seja desconsertante caracterizar suas próprias produções, porque um artista ou produtor nunca é realmente imparcial,” diz Manson que, imediatamente, procede do lado musical para o lado pessoal. “É muito difícil para mim escutar ao “Eat Me, Drink Me” hoje em dia, desde que eu não estive envolvido nesse álbum do mesmo jeito que estou com o álbum atual – especificamente em 100%. De uma maneira similar eu não estava muito envolvido na vida no geral naquela época. Realmente não sei como olhar para esse álbum em retrospectiva. Assumidamente eu gosto do álbum, algumas músicas são fantásticas, mas outras me fazem chorar ou eu não as entendo mais, porque não sou mais a mesma pessoa. Você pode avaliá-lo como um álbum de rock n´ roll. Mas não acho que contenha nenhuma daquelas emoções dolorosas que eu tentei expressar. Essa é a grande diferença para o “The High End of Low””

Outra diferença impressiva entre o “The High End of Low” e “Eat Me, Drink Me” é a formação, considerando que o último álbum foi composto, produzido e gravado com o Tim Skold, dessa vez o ex-membro Twiggy Ramirez voltou à banda e ajudou Manson – uma reunião que Manson declara como sua maior sorte dos últimos anos.  “Não hesitei por um momento, como Twiggy e eu profeticamente nos encontramos ano passado,” ele explica. “Foi insignificante e fútil que eu tenha deixado ele sair da banda e então deixei Skold como substituto. Mas eu o trouxe de volta imediatamente, conversamos sobre a possibilidade de fazer música juntos novamente após a um longo tempo. Foi a hora para acontecer.”

Mas a separação não foi de todo o mal, desde que Ramirez, cujo nome verdadeiro é Jeordie White, ganhou experiência valiosa entre 2002 e 2008, quando tocou com o A Perfect Circle, Nine Inch Nails e Goon Moon. “Durante nossa separação, Twiggy fez várias coisas de que ele é orgulhoso. Ele aprendeu muito e tornou-se uma pessoa diferente musicalmente. Ele era guitarrista no passado e então tocou baixo na banda. O que a maioria das pessoas não sabem, é que ele costumava gravar as guitarras da banda no estúdio. Entretanto, acho que ele não estava apto a mostrar ao mundo – ou pelo menos para mim – seus passos até agora.”

A nova harmonia encontrada entre Manson e Ramirez é refletida de uma maneira inconvencional de composição, que foi caracterizada por um grande espírito de otimismo e, ao mesmo tempo, pela atitude “foda-se” que caracterizou a banda nos anos anteriores. “Começamos diretamente a composição para o “The High End of Low” depois de tocarmos alguns shows juntos, sem mesmo ter tirado as coisas das nossas malas,” o cantor relembra. “Tentamos abordar tudo que fizemos anteriormente – sem maturidade, ressentimento ou inteligência, o que frequentemente nos prendia depois. Percebemos que há várias pessoas que rondam os artistas apenas porque é sua maneira principal de fazer dinheiro com eles. Eles não estão interessados em criatividade ou arte. Isso não faz deles maus, mas eles destroem tantos bons artistas, e muitos artistas também se destroem assim. Dessa vez não quisemos prestar atenção a quem está nos pagando. Haviam apenas algumas guitarras e microfones, e casualmente começamos a escrever músicas. Twiggy tocou exatamente a música que eu queria ouvir. Fora disso, o álbum que nós sempre quisemos fazer de repente saiu, e não entendíamos mais por que não fizemos sempre desse jeito.” A vida pode ser muito fácil.

Em consideração de completar isso, tem que ser mencionado que o “The High End of Low” não foi um puro projeto-de-dois-homens.
“Chris Vrenna também estava envolvido, ele que foi o “adulto” da situação, já que o Twiggy e eu somos completamente caóticos.” Manson nos deixa saber. “Chris também escreveu músicas e estava apto a nos segurar um pouco, porque jogamos no mar todas as regras, por exemplo, em termos de modo de produção. Um bom exemplo é “Four Rusted Horses,” uma música que fica no lugar de oito ou nove faixas no álbum. Todas elas foram gravadas exatamente como soam agora. O álbum é bem cru e eu gosto disso, não é super produzido. Tivemos a ambição de gravar a música crua, que contei o tanto de primeiras tomadas possíveis do que todos os detalhes corretos que outros contam como erros, mas na minha opinião representa o charme e a personalidade do álbum.

Você frequentemente é manipulado pelas gravadoras, porque artistas passionais tendem a ser influenciados por outros. Essas não são coisas que vão completamente contra o seu gosto, mas se você vai dormir à noite, você pensa, todavia, que essa não é mais a visão que você tinha – se você apenas fez desse jeito ou do outro. Nos shows, você sempre observa a diferença e percebe que a música da banda contém mais espírito, poder, fúria ou sexo quando tocada ao vivo. Dessa vez percebi bem rapidamente o que perdemos, porque acabamos de voltar de uma turnê.”

O álbum foi produzido pelo Sean Beaven, que já tocou a maior parte do sucesso do “Antichrist Superstar.” Mas anteriormente foi necessário achar um conceito. “Eu não sei se todos os músicos fazem isso quando escrevem um álbum, mas nós nos fechamos e tentamos interiorizar que tipo de história queremos contar e como queremos fazer isso,” o artista refere depois e reconta como música, letra e um filme imaginário em sua cabeça tornaram-se unidos. “Comecei filmando minha casa e tentei reconciliar os eventos: Em uma mão, a reconstrução da relação com o Twiggy e na outra mão – ao mesmo tempo, mas não necessariamente relacionado – a resolução do romance com minha ex-namorada e a confusão que foi mão em mão com isso. Eu não sabia mais se eu era o diretor do filme ou apenas um ator.” E se você acredita no Marilyn Manson, sua casa, sem dúvida, parecia um set de filmagem durante o desenvolvimento do álbum. “Eu tinha máquinas de fumaça e luzes de filme na minha casa,” ele garante. “Elas parecem ótimas nas fotos e filmes, mas também na vida real. Eu sei que não é normal e ridículo e é exatamente o que você esperaria de mim. Mas é real. Sim, eu pareço ser completamente insano para algumas pessoas, mas você não pode tirar isso da forma de criatividade sem o desespero e a paixão que tenho dentro de mim.

E como aquele conceito por trás do “The High End of Low” pareceu concreto?

O Twiggy teve experiências parecidas, como eu, e tentamos descobrir como podemos achar nosso lugar nesse mundo. Quis fazer um álbum sobre nós, caindo do paraíso e então se encontrar na vida. É também sobre como alguém como eu pode sempre encontrar amor nesse mundo. De novo e de novo as pessoas cometem o erro de desistir de sua independência. É como a história de Lúcifer. Ninguém vai te amar se você não for você mesmo. Não é fácil de ver isso quando você está escrevendo, porque a distância da sua própria vida está faltando.”

Então o “The High End of Low” é como seu antecessor, um álbum completamente autobiográfico, talvez o álbum mais pessoal da discografia do Manson, porque é sobre os últimos dois turbulentos anos da vida privada do músico. “O álbum é a história,” ele diz. “Se alguém me perguntar o que aconteceu comigo nos últimos anos, vou dizer sobre os eventos no álbum. Mas eu os falo de um modo diferente do que fiz no “Eat Me, Drink Me,” porque, dessa vez, os acontecimentos são retratados de um jeito estranhamente canalizado.” Muitas coisas ocorreram através do isolamento e solidão que Manson teve que levar após o rompimento com a Evan Rachel Wood. “Eu ia ao quarto de gravação toda noite, de Novembro até Janeiro, e gravava meus vocais.” Ele relembra. “Esse foi o primeiro período da minha vida que eu estava vivendo completamente sozinho. Isso talvez não seja nada especial para algumas pessoas, mas eu saí da casa dos meus pais para começar uma banda de rock n´ roll, estar em turnê e morar em hotéis na maior parte do tempo. Então eu estava morando junto com meu melhor amigo, Twiggy, mas eu o perdi.

Depois disso tive 3 longos relacionamentos com mulheres, então estava em uma situação que era completamente nova para mim. Fui confrontado com muitas coisas. Mas acho que a escuridão vem antes de cada noite” As últimas três músicas no álbum descrevem esse período em épica amplitude. O final é introduzido com o título significativo, “I Hate to Look Up Just to See Hell.” “Começa com o amargo conhecimento, que é impossível achar amor nesse mundo,” Manson diz. “Você tem que olhar para o mundo e o programa de televisão. Tudo é uma merda aqui na América. Vai com a raiva que eu deixo entrar, que eu desisti de tudo. Eu, que comecei a carreira mijando na cara das pessoas.” Ele está falando sobre “Into the Fire,” uma quase-balada dramática com piano, que não é normal para uma música do Manson. “Precisou de um toque musical do Ginger Fish, que tocou bateria nas outras 14 músicas, mas nessa foi piano e, Chris, Twiggy e eu precisamos para expressar isso. Não foi um típico final feliz de Hollywood, mas é bem cinematográfico e eu não poderia imaginar um final mais dramático para o álbum. Na minha opinião – e acho que muitas pessoas vão concordar – o solo de guitarra que o Twiggy toca nessa música, é o solo mais excitante que eu já escutei. Mas não vou falar isso pra ele, se não seu ego vai inflar muito (risos). Estou muito orgulhoso dele, e pensei que depois dessa música, o álbum estava completo. Foi dia 3 de Janeiro, acho. O final não estava muito esperançoso. Eu decidi, ok, vou sobreviver à esse tempo difícil. Mas não tenho que destruir tudo porque estou mais forte agora. Vou ser frio e não terei mais sentimentos. Então quis dizer para todos como segurei essa crise. Esse é o meu orgulho, minha raiva e isso sou eu – como eu estava no começo, só mais cruel e sem esperança.”

Mas depois de um tempo, Manson não quis deixar o final sem mudar. “Então eu escutei a música de novo e notei que eu não estava dizendo isso. Enfim, agora estou sentado no meu quarto e olhando para a letra da “Into the Fire,” que está escrita na minha parede com batom. A maioria está manchada e eu não lembro como subi tão alto para escrever ali, acho que eu estava apoiando em algo. Passei a véspera de Natal e Ano Novo completamente sozinho. A única coisa que eu estava en contato, era com a minha gata, a única mulher que eu amo e tenho meu relacionamento dos sonhos (risos). Ela também é a única mulher que não é uma besta. Então há estranhamente uma mulher morando comigo que ainda é virgem.” De novo e de novo Manson perde a linha de raciocínio e fala coisas confusas. Mas está claro, ele queria formar o final do “The High End of Low” diferente, então fez a música “15,” que é bem experimental. “Havia algo faltando, e no dia 4 de Janeiro – o dia anterior ao meu aniversário – eu fui ao estúdio por volta das 23:00 para gravar algo mais. A conclusão desse filme musical não poderia soar mais dramática, mas realmente aconteceu assim. “15” é uma música sobre salvação, e se você percebe isso, você tem sua independência de volta. O número 15 é muito significativo por vários motivos. Meu ano de nascimento é 1969, e 6 e 9 é igual a 15, meu nome, Brian Hugh Warner, tem 15 letras, e 15 simboliza a carta do demônio no tarô. As primeiras palavras que sairam de mim estão no álbum – a melodia e as palavras estavam simplesmente ali. Minha abordagem era que a história não deveria acabar comigo reclamando e chorando. A história que começou com o “Eat Me, Drink Me” e eu esperava ser romântica e duradoura até a morte. Eu estava de saco cheio e queria desistir se eu não pudesse ter o amor que eu queria. Mas quando eu gravei/cantei “15,” eu não era mais essa pessoa. Eu não queria que esse história fosse toda/só sobre mim, eu queria contar isso como um autor, embora não tenha uma melhor personagem que possa ser baseada além de mim e as pessoas em torno da minha vida. Porque foi uma real oportunidade e uma real transformação, que não poderia ser comparada a nada que eu tenha falado ou escrito. E eu não tenho que explicar, porque quero que as pessoas escutem isso e associem às suas próprias experiências. É uma história que pode acontecer com qualquer um. “ Então esse final alternativo teve o alvo para fazer as músicas universalmente acessíveis e não um processo de um relacionamento falido. “No final do álbum eu quero contar a uma pessoa, que sente-se machucada em sua vaidade, que isso não é sobre ela – embora ela me machuque e vice-versa.” Manson diz e você pode imaginar a qual ex-namorada ele está se referindo. “Com “15” eu quero ter certeza que sobrevivi a esse drama do meu jeito e que não vou chorar. Quero contar uma história e uma esperança, que as pessoas sintam algo com isso. Não tinha feito isso antes e estou bem orgulhoso. Quando escuto o álbum agora, me sinto bem.”

Depois que Manson falou sobre seu propósito para a criação de seu novo trabalho, a entrevista oficial está acabada. Mas autorizada está a questão se um shock rocker rebelde pode criar música digna de confiança aos 60 anos, ou se ele tentaria outros tipos de arte, como escrita ou quadros. “Há dois aspectos na música e eles relacionam ao que eu disse sobre a criação desse álbum: composição e performance,” Manson diz. “Não sei se isso sempre será parte do meu papel nessa vida. De novo e de novo eu pego em um ponto onde eu faço coisas que são possíveis nos meus próprios limites e força. Então crio coisas que eu amo fazer assim. Se for adequeado (para mim) performar aos 60 anos, porque amo isso e é o que quero fazer como um artista, eu farei. Mas de jeito nenhum vou me manter longe da música. Você pode ser um compositor sem apresentar as músicas ao vivo. “ Verdade, especialmente que ele se sente forte e motivado como nunca, depois que ele resistiu à crise e, novamente, ele quer realmente saber? O Manson de 40 anos não parece senil. “Posso assegurar que isso, o que as pessoas veem em mim hoje e o que as pessoas viram em mim no passado, está de volta. Quero dizer, o ânimo que tive por causa da reunião com o Twiggy e a criação desse álbum.  O poder divino de fazer música que as mulheres bonitas gostam. Agora eu vou ser o que era no começo da carreira, só que melhor. Nunca vou ser completamente feliz, mas tenho minha fé de volta, que os bons e maus momentos se balanceiam. E isso me anima. Nunca estou contente, porque nunca alcanço um ponto onde eu acho que não poderia fazer melhor.”

E antes do Manson ir para a próxima entrevista por telefone, perguntamos a ele se seu consumo de álcool aumentou por causa de sua própria linha “Mansinthe.” “Para ser honesto, eu bebo mais outro absinto do que meu próprio, porque acho que é muito forte pro meu estilo de vida.” É uma resposta surpreendente. “Eu bebo muito absinto e o “Mansinthe” tem o conteúdo mais forte de vermute – então crianças com menos de 3 anos não deveriam bebê-lo (risos). Acho que deveria ser usado para propósitos criativos. Aprendi algo que você não pode aprender em um sofá de psiquiatria ou em um encontro de alcoólicos anônimos. Beba e use drogas quando você está de bom humor, mas não quando você não está bem! Isso faz sua vida melhor. É bem simples, mas efetivo. Sábias palavras de Marilyn Manson.” Ele diz, ri e deixa um estranho silêncio na linha.

Setlist indisponível.

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Intro/We´re from America

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10.01 @ Van Buren
12.01 @ House of Blues
13.01 @ House of Blues
16.01 @ Fox Theatre
19.01 @ The Complex
20.01 @ Fillmore
23.01 @ Aztec Theatre
24.01 @ House of Blues
26.01 @ Shrine Mosque
27.01 @ Brady Theatre
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KILL4MESAY10We Know Where You Fucking LiveMarilyn Manson - Prêmio de Ícone pela Alternative Press (2016) Third Day of a Seven Day BingeThe Mephistopheles of Los Angeles


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