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Intro/We´re from America

08/11/2009 @ Spektrum, Oslo, Noruega

Fonte: OsloSpektrum.no

 

“É, estou em Kansas,” diz Marilyn Manson, com uma voz sexy – sim, você leu certo – e cordial. “Na cidade.” Ele especifica, com uma risada, “Que não é em Kansas – infelizmente – é em Missouri.”

Quando você é Australiano e nunca esteve em Kansas, você imagina Dorothy, Toto, casas voadoras. Não dá para reconciliar completamente a imagem de um cavalheiro impressivo – com o rosto todo pintado, um olho estranho – uma jaqueta toda de couro batendo por trás dele,  esperando no meio de uma vasta pradaria. O homem às vezes conhecido como Brian Warner ri, “É, é um pouco assim. De fato, estivemos nessa parte do mundo porque acabamos de tocar em Denver, o que é sempre, sabe, um evento para mim desde Columbine.”

O “evento” de Marilyn Manson em Denver normalmente significa algumas milhares de pessoas protestando sua existência nos anais do mainstream, fazendo história e citando sua influência diante de um definitivo tiroteio em uma escola, enquanto outras milhares de pessoas congregam em seu apoio, e no apoio de um conceito bizarro: respeitar as próprias crianças, ao invés de deixar um estranho fazer isso através de uma música.

Onde uma vez houve tragédia – e ainda é uma angústia – a experiência de Marilyn daquela posição geográfica agora é mais otimista, e durante o andamento da nossa conversa, fiquei feliz que minhas suposições sobre ele estavam certas. Ele é um cara otimista. O alegado Satanista e negociante da morte diz, “Acho que foi a melhor parte da turnê. Foi ótimo ver as coisas girar; que o mundo percebe o que é a arte. É para fazer as pessoas sentirem algo, não tira as coisas fora do mundo.”

“Se eu for culpado por tiroteios em escolas, então eu quero, sabe, algum tipo de prêmio, porque acho que fui culpado mais do que qualquer um,” ele diz em um tom nem um pouco absurdo, tingido com humor e ironia. À parte, ele adiciona, “O ano que eu nasci, os Beatles escreveram Helter Skelter, provavelmente o primeiro exemplar de música que já foi associado com o ato de violência. E, claro,” ele suspira confuso com um sarcasmo mais sutil ainda, “está relacionado ao Marilyn Manson.”

“Não há objetivo em tentar fazer eles apurarem,” ele diz calmamente, “parte de ser o vilão ou o anti-heroi é desfrutar da estupidez daqueles que acham que são os heróis. [Para perceber] que quando você senta e assiste a um filme ou lê um livro e você vê o quão fúteis os moralistas são, primeiro, você provavelmente nunca poderá mudar suas mentes.”

Criando essa percepção, é claro um sem-cérebro para o Marilyn, mas renunciando-se a isso, é um jeito fácil que ele quase não consegue tomar. “Parte de mim – como alguém que quer colocar coisas no mundo, como um artista – eu pelo menos tento colocar alguma dúvida em suas mentes. Eu pelo menos gosto de mudar seus jeitos de pensar.” Ele conclui que é possível redirecionar o pensamento de alguém porque, “Alguém fez isso comigo em um ponto e isso é por que mudei meu jeito de pensar. Eu estava indo para a escola Cristã, memorizando versos da Bíblia... os supostos,” ele lança uma leve risada, “oficiais religiosos que estavam preocupados com minha alma eterna decidiram tocar alguns álbuns do Led Zeppelin ao contrário. Aquilo foi o que eles fizeram errado, porque achei legal.”

Algo de um homem do renascimento, Manson também é um pintor e produtor de filmes, com um filme sobre Alice no País das Maravilhas, do autor Lewis Carroll nos projetos. Como ele decidiu em qual ambiente apresentar suas ideias? “É bem instintivo [e] também muito prático. Gosto de pintar no chão. Coloco um cobertor que tive por anos, que é coberto em manchas – sei como isso soou... manchas de tinta,” ele deixa claro antes de continuar alegremente, “Eu pinto no chão. Não é contundente [estar em turnê no] hotel Ritz Carlton e eu realmente não posso, ao mesmo tempo, ter tanto espaço e tempo necessário para escrever música enquanto estou em turnê, então torna-se um tempo e espaço para tudo. A única coisa que eu sempre posso fazer é escrever.”

Eu pergunto, “Você acha que já falou muito? Você gostaria de manter algo privado? Não é para dizer que você não tenha pensamentos privados que ninguém ainda tocou...” Ele interrompe com uma risada à ideia de alguém tocar seus pensamentos privador antes de responder, “Eu escrevi meu livro antes de estar realmente famoso, então eu contei tudo para todos. Eu acho, não quero que ninguém tente e me faça sentir mal sobre o que eu sou em qualquer maneira. Quero começar no fundo absoluto com absolutamente tudo conhecido. Então apenas tenho mais.”

Ele confessa que aquela teoria deu resultado. Ele achou que realmente houve um lugar abaixo que ele pensou que fosse o fundo. O lugar o deu boas-vindas depois de uma espiral declinante de relacionamentos terminados – platônicos e românticos – fizeram o rumor de batalhas firmes e, presumo, a pressão de apenas ser Marilyn Manson. Ninguém gera protestos de fúria apenas por ir trabalhar.

“Acho que a única verdade de alcançar o fundo é quando você não se importa que é o fundo. Eu sobrevivi à experiência de perceber isso.” Com sorte, Marilyn se importou que ele estava no fundo. É apesar  – ou talvez por causa – disso que ele decidiu se impor o tempo “eu” que estava em ordem e optou por viver sozinho pela primeira vez. “Outras pessoas têm me equivoado – no passado – por não estarem aptas a viverem sozinhas. Eu gosto de estar sozinho. Não quero dizer emocionalmente, sabe. Gosto de estar comigo mesmo.”

“Para mim soa, eu não sei, para outros humanos, parece totalmente normal ter passado através daquela experiência, [mas] eu fui de morar com meus pais, começar uma banda, ir em turnê, morar com meu melhor amigo [Twiggy], então fui através de uma série de longos relacionamentos, vivendo com... as garotas que eu estava.”

Em retrospectiva, ele se pergunta se a perda que ele sentiu depois de seu “rompimento” com o Twiggy não foi evitável, “porque não estávamos putos, apenas não entendíamos como lidar com uma luta, porque nunca tivemos uma.”

No legado de seu relacionamento mais recente, entretanto, ele se encontrou no fundo acima citado e, curiosamente, entrou em contato novamento com seu melhor amigo, Twiggy Ramirez (Jeordie White) – uma parte integral da formação original da Marilyn Manson, além de ser a força criativa, e agora, como parte integral do lançamento mais recente de Marilyn, The High End of Low.

Esperançosamente, sua reuinão irá significar um “revival” permante de seu relacionamento criativo e profissional, mas mesmo se sua queda falhar, um catalisador também foi criado para auto-reflexão, percepção e otimismo para Marilyn. Não para mencionar, um sílex para fazer faísca de ideias criativas para o novo álbum.

Com seu velho parceiro de volta, Marilyn forçou-se dentro de uma solidão, desabastecendo diante dos feriados e trabalhando direto para finalizar o disco em seu aniversário, 5 de Janeiro, por isso o título da última faixa, Fifteen. (faz sentido se você pensar).

Enquanto Marilyn é simplesmente muito inteligente para estar alto na ideia do feliz-para-sempre, e sua personificação musical é obscura demais para mudar, como um homem (amável e engraçado até então) ele está pronto para encarar adianta e pensar sobre as coisas boas que esperam por ele.

“Há muitas razões para estar feliz. Enquanto eu consegui as pequenas coisas que tenho, vou lutar por elas. Mas não preciso de mais nada. Descobri que posso sobreviver sem ninguém ou nada. Mas,” ele assinala, “não significa que eu queira.”

 

FasterLouder.com.au

Foram adicionados mais cinco artigos na nossa seção "Por Trás da Música," entre eles, dois já falando sobre o The High End of Low! Os cinco artigos colocados são:

 

Marilyn Manson | Logo Celebritarian Corporation

Logo do coração entrelaçado Eat Me, Drink Me

Eat Me, Drink Me - Logo Garras do Vampiro

The High End of Low - Pretty as a $

The High End of Low - Referências Líricas (Obrigado novamente ao Rafael pela tradução)

 

E também gostaríamos de avisar que nosso primeiro artigo traduzido já foi publicado também no Nacktkabarett! Para ver, clique aqui.

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Little Horn

 

The Dope Show

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