Ontem (11) a banda tocou em Denver. O setlist continuou o mesmo.

1. Intro
2. Deep Six
3. Disposable Teens
4. mOBSCENE
5. No Reflection
6. Killing Strangers
7. Sweet Dreams (Are Made of This)
8. Cupid Carries a Gun
9. Rock is Dead
10. The Dope Show
11. Third Day of a Seven Day Binge
12. Personal Jesus
13. This is the New Shit
14. The Mephistopheles of Los Angeles
15. The Beautiful People
16. Irresponsible Hate Anthem
17. Coma White

Deep Six

Disposable Teens

Sweet Dreams (Are Made of This)

The Dope Show

The Beautiful People

No comecinho do ano, o pai de Marilyn Manson deu a ele um presente de aniversário que chocou até mesmo ele: seus  boletins escolares da escola cristã. "Eram sempre notas 10", diz o cantor, sentado em um restaurante em luz baixa, em um hotel de luxo com a vista pro Central Park, tarde de uma noite de domingo. Mais surpreendente que suas notas, no entanto, eram os recados escritos pelos professores. "Brian é um jovem atencioso, sensível e sério," dizia um deles. Outro dizia, "Brian mostra um entusiasmo pela bíblia e é muito respeitoso com seus colegas de classe." Manson ri.

Quando tinha 15 anos, o jovem Brian estava cético quanto à religião. Desde as primeiras séries, seus professores em Canton, na Escola Cristã Patrimonial de Ohio estavam o martelando com visões do Anticristo iniciando o fim do mundo. "Não aconteceu," ele diz, tratando as lições como promessas quebradas. "Então a desilusão causou amargura.". Na mesma década, Brian Warner viraria Marilyn Manson, o auto-proclamado Deus da Foda, o Anticristo Completamente Americano, o Nascido Vilão.

Poucos artistas continuaram com suas convicções iconoclastas por tanto tempo como Marilyn Manson, agora, com 46 anos. Desde que surgiu como o bode expiatório favorito do mundo nos anos 90, com hinos agressivos como The Beautiful People, e rumores de shows aterrorizantes em que ele se cortava e rasgava bíblias no palco, o cantor se tornou um herói para os oprimidos e um inimigo para a América moral. Agora, com uma confiança recentemente encontrada, que vem em parte por agitações recentes na sua família, Manson gravou um profundo e melancólico álbum que poderia mudar até mesmo a mais cautelosa percepção de seus ouvintes.

The Pale Emperor - nome baseado no primeiro mandante Romano a negar Deus, Manson diz alegremente - encontra-o em seu mais vulnerável estado, cantando sobre estar se sentindo sozinho (The Mephistopheles of Los Angeles), de como a morte é inevitável (Odds of Even) e as repercussões da violência (Killing Strangers). A música não dá uma porrada nos ouvintes com ritmos industriais e riffs de metal bombando, mas, graças às guitarras góticas e fúnebres, e arranjos musicais espaçosos feitos pelo co-produtor e co-escritor Tyler Bates (conhecido por ter feito a trilha sonora de 300 e Guardiões da Galáxia), ele passa suas mensagens com sutileza.
Mas isto não quer dizer que ele perdeu sua sagacidade. Quando eu o digo que sua cara pálida vai estar na capa da ''Beliefs'', ele rapidamente me corta, dizendo "Lie* está bem no meio dessa palavra"

*Lie = mentira, beliefs = crenças foi um jogo de palavras feito pelo Manson.

Está perto da hora de fazer bruxaria, e Manson está aproriamente vestido, completamente de preto, tomando conta de uma vodca dupla que ele escolheu pela luz fraca. Tinha acabado de terminar a sessão de fotos para esta edição, ele limpou a maioria da maquiagem de seu rosto, deixando penumbras escuras ao redor dos olhos. Enquanto ele fala, surpreendentemente de forma quieta, ele pula de um tópico ao outro - esculhambando aqui, fazendo trocadilhos acolá - na velocidade da luz.

Ao que parece, as visões de Manson são as mesmas de sempre. Quando o tópico da religião emerge, ele encosta na cadeira e se lembra de 1996, o ano de seu disco Platinum, Antichrist Svperstar. "Eu tinha tesão em ir contra as religiões organizadas," ele diz. "Eu acho que isso não me deixou ainda, mas eu o expresso de outra forma. Eu sei com 100% de certeza que tem uma causa e um efeito para todas as ações que você faz, e liberdade de expressão não vem junto de um plano odontológico."

Modern Love, do David Bowie, ecoa pela sala. "Esse é um ótimo disco," Manson diz, antes de voltar pra sua linha de pensamento em forma de labirinto: "É bem arrogante da parte do homem de criar Deus e dizer que Deus criou o homem e então esperar que o mundo não acabe. Eu acho que isso é muita tolice dos homens. Mesmo que você saiba as respostas para a vida, você diria a todos? Essa é a pergunta eterna: ser ou não ser um idiota." Ele para e começar a cantar com Bowie. -- Sem religião. "Eu adorei o fato de que essa é a trilha sonora pra nossa entrevista," ele diz.

Embora ele esteja azedado da religião desde a época do colégio, Manson tem a mente aberta para coisas sobrenaturais. "Eu acredito em coisas além de nossa compreensão: aliens, anjos, demônios, o que quer que sejam." Ele diz que a casa que ele ficou enquanto fazia o The Pale Emperor estava assombrada ("A porta fechava nas minhas costas, e eu ouvia coisas quicando no andar de cima") mas, do jeitinho do Manson, ele acrescenta, "Eu não tenho medo de fantasmas." Ele vê o amor como uma energia positiva, e ele acredita em déjà vu, alquimia e projeção astral, embora ele diga que não gosta de tocar nesses assuntos com a imprensa. "Você senta e fica fazendo círculos com pentagramas e velas?" ele diz. "Isto é para os não-iniciados. Para os tolos."

O dedo anelar da mão direita do Manson tem um anel com um pentagrama em um oval preto. "É de Angel Heart [filme]," ele diz, encolhendo os ombros, referenciando o filme de 1987 de Mickey Rourke. O homem que ingressou na Igreja de Satã no começo de sua carreira então diz, "Eu posso ter esse anel; mas Satanismo, coisas assim, é meio que tanto faz." Mas isso não o empata de pegar o seu celular e tocar um áudio de um aplicativo que analisa frequências sonoras, para mostrar que sua voz possui cinco tons - impossível de fazer auto-tune - o que mostra um pentagrama visível na tela. O amigo que o mostrou isso disse, "Isso é a prova empírica de que sua voz é do Diabo''.

O tour do Manson chamado "Hell Not Hallelujah" mostra-o em um set bem simples. Não tem mais as pernas de pau, nada de freak-show, nem os pódios para fazer seus discursos de décadas atrás. No Terminal 5, em Nova Iorque, alguns dias depois de nossa entrevista, Manson fez sua entrada de uma fumaça, como um espectro. Seus truques e objetos usados foram simples: bombas de glíter, um microfone de faca, banners com sua cruz de Lorraine ("Assim na terra, como no inferno"). Ele até mesmo faz piadas entre as músicas e até canta um pedaço de uma música do Justin Timberlake antes de This is the New Shit. Mas primariamente, ele dança em suas músicas novas com luzes vermelhas saturadas.

Embora os vestígios do Manson do passado ainda estejam presentes ("Tem uma coisa que aprendi na reabilitação, foda-se Jesus!", ele diz) ele claramente entrou em uma nova e madura fase.

"Eu sou um rockstar; não uma celebridade," ele diz no hotel. "Tem uma diferença, e essa é a definição que estou tentando deixar claro no álbum."

Para sua própria apreciação, a razão pelo qual Manson repaginou seu estilo foi por que ele queria uma mudança. Quando nossa conversa é sobre musas - algo que Manson acredita, embora pessoas que se chamem de musas são ''succubae e harpias'' - ele diz que não olha pra sua namorada, fotógrafa e modelo Lindsay Usich, como uma. "Eu não diria tanto uma 'musa' [inspirou o cd] mas sim que eu estava tentando me ganhar novamente," Manson diz. "Foi um ano romanticamente difícil no sentido de que, quando eu virei de cabeça para baixo, foi difícil pra pessoas muito próximas de mim - por que um dia eu disse, 'Amanhã eu vou mudar minha vida completamente.'"

Conformemente, ele mudou seu horário de vampiro para acordar pela manhã, parou de beber absinto e começou a treinar ("pra bater em alguém, se eu precisar"). "Eu gostei do poder de ter controle sobre minha vida,", ele diz. "Eu não tenho que ser torturado pra ser um artista. Este ano, eu não estava torturado."

Ele mostra uma foto de Usich no seu celular e faz o trocadilho, ''amusing.''*

Amusing = divertido, mas tem 'muse' no meio, que era o tópico que estavam falando.

Uma coisa que pesou bastante para o Manson quando ele estava fazendo o The Pale Emperor: A morte de sua mãe, Barbara Warner. Por anos, ela sofria de demência; ela faleceu em Maio de 2014. Ele disse que a última música do disco, Odds of Even, veio de sua morte, e em nossa conversa ele chama-a de epílogo, um lembrete de que "você morre sozinho." A família parece importar mais agora do que nunca, para o Manson.

No fim das contas, a morte da mãe dele o aproximou do pai, Hugh Warner. Quando eu digo ao Manson que eu o vi em Denver, em 2001 - o primeiro show pós-Columbine, que geraram milhares de ameaças de morte e protestos - ele lembra, "Todo mundo que eu conheço, incluindo Hunter S. Thompson, disseram 'Não suba no palco.'" Ele tinha trazido 40 policiais com ele e decidiu tocar de qualquer forma. "Meu pai falou de uma forma incrível: 'Se eles quisessem te matar, eles não te avisariam que o fariam,'" Manson me disse. "E ele saberia, por que ele lutou no Vietnã."

Quando Manson fala do pai, ele exala felicidade e empolgação. Ultimamente, o shock-rocker tem falado muito mais com seu velho pai, sobre seu serviço militar e "várias coisas que nunca tínhamos falado antes." Por anos, Manson vem tentando persuadir seu pai a vir morar em Los Angeles para ficar mais perto dele; conseguir um papel em Sons of Anarchy, o seriado favorito do Papai Warner, o fez conseguir. Agora eles compartilham conversas profundas e Manson está aprendendo coisas novas sobre sua família. Seu pai dirigiu até Los Angeles, por exemplo, para jogar as cinzas de sua mãe na Rota 66 - o lugar favorito dela, "que eu nunca soube."

Em nossa sessão de fotos, o pai do Manson coloca a maquiagem do cantor. "Isso é um bom Ghost of Christmas Future,"* Manson diz, rindo. "Quando vejo fotos do meu pai, eu penso, ele parece comigo. A primeira vez que vi meu pai de maquiagem foi, ironicamente, o segundo show que eu fui na vida. Ele se vestiu de Gene Simmons e me levou para a turnê 'Dynasty' do Kiss, quando eu tinha 11 anos. E as pessoas estavam pedindo autógrafos ao meu pai."

*referência a um filme chamado Ghost of Christmas Yet To Come

(Eu interagi uma vez com Hugh. Quando Manson e eu saímos da entrevista, o pai do Manson me disse "Quer saber, esse cara saiu do meu saco.'')

Perto de duas da manhã, o empresário de Manson o lembra que, pela sua nova rotina, ele precisa acordar cedo no dia seguinte, o que faz Manson rir. Apesar de todas as suas controvérsias passadas, Manson agora parece estar em paz, liderando sua própria vida e impregnado com algo que você seria desculpado de chamar valores de família. "Eu vi a mortalidade em minha família," ele diz. "Eu acho que encontrei uma responsabilidade ali, comigo mesmo. Eu não queria que a história terminasse de forma horrível. Eu apenas não queria ser menos do que eu realmente deveria ser."

Fonte e entrevista original: Paper Magazine

O show de ontem (09) aconteceu em St. Louis e o setlist permaneceu sem alterações.

1. Intro
2. Deep Six
3. Disposable Teens
4. mOBSCENE
5. No Reflection
6. Killing Strangers
7. Sweet Dreams (Are Made of This)
8. Cupid Carries a Gun
9. Rock is Dead
10. The Dope Show
11. Third Day of a Seven Day Binge
12. Personal Jesus
13. This is the New Shit
14. The Mephistopheles of Los Angeles
15. The Beautiful People
16. Irresponsible Hate Anthem
17. Coma White

The Mephistopheles of Los Angeles

Manson faz parte do elenco do filme Street Level, que será lançado ainda este ano. Não há informações sobre o seu papel no longa, mas, pelo trailer (que pode ser assistido abaixo), é possível notar a presença de vários atores que integraram o seriado Sons of Anarchy, onde ele esteve presente na última temporada. O filme, inclusive, foi escrito e dirigido por David Labrava, que fez o papel do Happy, um dos membros da SAMCRO.

Fonte: Provider Module

Ontem (07) a banda tocou em Milwaukee. O setlist continuou o mesmo.

1. Intro
2. Deep Six
3. Disposable Teens
4. mOBSCENE
5. No Reflection
6. Killing Strangers
7. Sweet Dreams (Are Made of This)
8. Cupid Carries a Gun
9. Rock is Dead
10. The Dope Show
11. Third Day of a Seven Day Binge
12. Personal Jesus
13. This is the New Shit
14. The Mephistopheles of Los Angeles
15. The Beautiful People
16. Irresponsible Hate Anthem
17. Coma White

Disposable Teens

Third Day of a Seven Day Binge

Coma White

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10.01 @ Van Buren
12.01 @ House of Blues
13.01 @ House of Blues
16.01 @ Fox Theatre
19.01 @ The Complex
20.01 @ Fillmore
23.01 @ Aztec Theatre
24.01 @ House of Blues
26.01 @ Shrine Mosque
27.01 @ Brady Theatre
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KILL4MESAY10We Know Where You Fucking LiveMarilyn Manson - Prêmio de Ícone pela Alternative Press (2016) Third Day of a Seven Day BingeThe Mephistopheles of Los Angeles


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