Nos anos 1990, o surgimento provocador do rock industrial de Marilyn Manson na cena causou alguma histeria nas partes mais conservadoras da América. Seus shows epônimos traçaram ameaças de bombas dos militantes Cristãos antes de o colocarem como bode expiatório para o massacre de Columbine em 1999; o clamor puritano forçou muitos adolescentes a esconderem suas cópias do disco Antichrist Svperstar de 1996. O novo milênio provou-se esburacado para o auto proclamado "Mefisto de Los Angeles," tanto pessoal como criativamente. Mas falando em um telefone em um hotel em West Hollywood o cantor de 46 anos soou otimista, falante e até absoluto borbulhante (bem, borbulhante para seus padrões, pelo menos). Esse já tem sido um bom ano para a carreira de Marilyn Manson. Algumas reviews do The Pale Emperor, seu primeiro disco em três anos, o classifica como o melhor trabalho desde os anos 1990. Falamos com homem cujo o RG lê Brian Warner sobre todas as coisas de Marilyn Manson e descobrimos que, enquanto ele não é mais tão controverso como antes, ele ainda é bem estranho. Louve Satã por isso.


Para o The Pale Emperor, você colaborou com Tyler Bates, que é mais conhecido por fazer a trilha sonora para o filme Guardiões da Galáxia e outros. O quão diferente foi o processo de gravação em comparação à experiências anteriores?

Normalmente era um saco para todos que trabalhavam comigo me arrastarem até o estúdio por volta das três da manhã para gravar os meus vocais. Para esse disco, eu acordava e ia correr, não da polícia ou de alguma mulher, só correndo como um exercício e iria cantar depois, normalmente, quando o sol estava nascendo. Tyler sentava na minha frente com sua guitarra e amplificador. Nós não conversávamos sobre quais músicas seriam. Eu diria, "Apenas toque, me dê o microfone, vai." Claro que depois nós elaboraríamos, mas para a maior parte, as tomadas de guitarra e vocal são as originais, tipo, as primeiras. Se eu errasse ou ele errasse, começaríamos novamente e faríamos juntos.

Seus trabalhos mais recentes como ator tem sido menos você fazendo você mesmo e mais você fazendo, bem, alguém que não seja você. Isso é um indicativo de um maior interesse em atuar?

Bem, a única parte real foi, basicamente, Sons of Anarchy. Isso começou comigo ficando amigo do Shooter Jennings. Eu era fã da música dele, sem saber que ele era fã da minha, e eu o conheci. Essencialmente, eu só queria ter uma música no seriado. É o seriado favorito do meu pai. Eu estava literalmente na casa do meu pai após minha mãe falecer, e a ligação chegou enquanto eu estava sentado à mesa conversando com meu pai e ele estava muito doente na época. Ele teve um tipo de infecção e as pernas dele ficaram parecendo como se ele tivesse no The Walking Dead. Eles definitivamente o matariam em dois episódios. Estava ruim nesse nível. Então eu recebi uma ligação dizendo, "Você está no Sons of Anarchy," e falei para o meu pai e isso o deixou feliz pra caralho. E meu pai, na noite do meu aniversário, ficou completamente chapado de maconha com, potencialmente, alguns dos atores. Não quero incriminar nenhum deles. No primeiro dia eu apareci e o diretor, Paris [Barclay], ele é negro, e eu tive que dizer algumas coisas muito racistas no primeiro episódio. A coisa que mais aprendi foi que eu tendia a falar muito com as minhas mãos, e eu tinha que sentar bem calmo. A direção de Paris era, "Apenas faça ser tudo relacionado aos momentos entre o que você diz, e está tudo no seu rosto." Eu perguntei ao Charlie [Hunnam], porque a maioria das minhas cenas eram com ele, havia uma parte que eu tinha que dizer, "Sinto falta dos meus cachorros," e eu não conseguia descobrir como eu queria entregar isso. Ele disse, "Por que você não faz como se você fosse louco, mas não sabe disso, como na vida real?"

Temos que perguntar: Como você e a Courtney fizeram as pazes?

Nós nunca tivemos um desentendimento. Sempre fomos estranhos um com o outro porque ela dormiu basicamente com todos os meus amigos, supostamente. Mas não comigo. Ela, uma vez, me disse que estava brava comigo porque eu não quis transar com ela e eu era mais inteligente que ela. Eu disse, "Bem, você meio que provou seu próprio ponto ali." Mas foi legal. Não trabalhamos em nenhuma cena juntos [em SOA], mas eu a vi no tapete vermelho. O vestido dela rasgou e eu disse, "Você está bem? Sua boceta não ficou aparecendo, ficou?" e ela disse, "Não," e eu falei, "Graças a Deus! Teria sido horrível!" Essa foi a única vez que zoei com ela. Fora isso, estou de boa com a Courtney. Foi engraçado porque eu fui até o Billy [Corgan] e muita gente pensou que houvesse um tipo de desentendimento. Foi porque ele escreveu uma carta enorme sobre como a Rose McGowan iria arruinar minha vida e minha carreira se eu continuasse com ela, o que foi um bom conselho, e ele escreveu isso como uma carta, o que foi bem educado. Há um tipo de código de caras que eu cumpro onde ele ofereceu totalmente seu conselho, e ele estava genuinamente querendo o meu bem. Eu não o via há 15 anos. Tinha esquecido o quão próximos nós éramos. Ele que me ensinou a tocar guitarra, se é uma merda ou se é bom, a culpa é dele.

Várias manchetes na internet colocaram que você inventou o termo "grunge" enquanto escrevia uma review do Nirvana. Me pergunto se talvez o intuito fosse ser um trocadilho?!

Sim, deixa eu explicar. Eu não disse que inventei a palavra. Disse que cunhei, que popularizei. Acho que na verdade escrevi "grungy." Mas foi bem legal que tenha virado uma manchete. Sou tipo o Furby. Você pode me apertar, e então seu som sai, e então você tem a manchete. Então, para deixar claro, eu meramente disse que popularizei a palavra, o que não é muito certo, considerando a distribuição do periódio que eu escrevia. Mas eu gosto de auto expandir.

Como você acha que deveria ser a manchete deste artigo?

"Marilyn Manson merece ter seu pau chupado por criar a palavra 'grunge', e também por deixar o rock n' roll cool novamente, porque ele é um hooligan."

Entrevista original, para o site Esquire, aqui.

Ontem (30) o show ocorreu em Pittsburgh. O setlist foi o mesmo.

1. Intro
2. Deep Six
3. Disposable Teens
4. mOBSCENE
5. No Reflection
6. Killing Strangers
7. Sweet Dreams (Are Made of This)
8. Cupid Carries a Gun
9. Rock is Dead
10. The Dope Show
11. Third Day of a Seven Day Binge
12. Personal Jesus
13. This is the New Shit
14. The Mephistopheles of Los Angeles
15. The Beautiful People
16. Irresponsible Hate Anthem
17. Coma White

Disposable Teens

The Dope Show

Ontem (29) a banda se apresentou em Nova York. O show era para ter acontecido na Segunda-Feira, dia 26, mas por causa da tempestade de neve que ocorreu na cidade, foi adiado para ontem. O setlist foi o mesmo.

1. Intro
2. Deep Six
3. Disposable Teens
4. mOBSCENE
5. No Reflection
6. Killing Strangers
7. Sweet Dreams (Are Made of This)
8. Cupid Carries a Gun
9. Rock is Dead
10. The Dope Show
11. Third Day of a Seven Day Binge
12. Personal Jesus
13. This is the New Shit
14. The Mephistopheles of Los Angeles
15. The Beautiful People
16. Irresponsible Hate Anthem
17. Coma White

Intro/Deep Six

mOBSCENE

Sweet Dreams (Are Made of This)

Third Day of a Seven Day Binge

The Beautiful People

A entrevista original pode ser lida aqui.

A Entrevista: Marilyn Manson

Para Marilyn Manson, o papel de um artista é provocar; fazer as pessoas pensarem. Não só como um ícone musical, mas também um controverso artista (assim como um ator de sucesso e habilidoso pintor), ele nunca deixou de desafiar as pessoas e preconceitos, raramente falhando em incitar alguma reação.

Durante a década de 1990, Marilyn Manson (cujo o verdadeiro nome é Brian Warner) foi visto como a personificação dos medos da “América Cristã”. Durante anos, ele tem sido feito de bode expiatório para a prevalência dos problemas sociais no país. Já havia sido chamado de doente, sua teatralidade vista como grotesca e ainda foi culpado por eventos catastróficos como o massacre de Columbine, em 1999. Mesmo assim, o comprometimento de Manson com sua arte raramente vacilou: “Você se mantém de pé, se mantém naquilo que você acredita, e fica bem com isso. Se alguém tentar foder com isso você derruba eles.

Eu pessoalmente já fui aterrorizado com esse ícone cultural (em grande parte por sua escolha de lentes de contato). Para muitos, Manson sempre tem sido um ponto de interrogação, acreditando fortemente que não se deve tentar explicar sua arte: “Eu acho que quando você começa a explicar o que você faz para viver e não deixa o que você faz ser a explicação para você, é quando você falha."

Agora, apenas tímido depois de duas décadas de lançamentos que realmente deixaram sua marca como Mechanical Animals e Antichrist Svperstar, será interessante ver se ele está definitivamente fora da linha de fogo. Será que a América terá algo a dizer sobre The Pale Emperor (que é lançado hoje)? Ou os críticos estão preocupados demais com Miley e seu dedão de espuma, Nicki e sua grande “traseira”, para se preocupar com letras como as de Killing Strangers ou The Devil Beneath My Feet? Em 2015, teria a conversação desviado a música a incitação à violência, para focar mais nas formas que contrariam o feminismo?

Quando eu entrei no quarto eu encontrei ele sorrindo, segurando um animal de pelúcia dado a ele por um jornalista anterior. Ele está em seu traje completo, “metal grill” e batom. Antes que ele se senta ao meu lado, em um pequeno veículo de dois lugares, ele circula pela sala, desligando todas as lâmpadas exceto uma. Em resposta a esse comportamento estranho, seu agente vira para mim e ri: “Não tenha medo!” antes de deixar o quarto. Ele se senta ao meu lado, pega minha mão com suas duas, se inclina, e diz brincando : “Então... Vamos realmente ficar conhecendo um ao outro”. A voz dele é baixa e suave (tanto que eu estou realmente preocupado que o ditafone não pegue alguma parte da entrevista). Suas histórias são cheias de referências a cultura de nicho e muitas vezes e difícil dizer se ele está dizendo a verdade ou só está zoando. Ele, como muitos antes já relataram, é charmoso e aconchegante. Ele é engraçado, e mesmo quando tocando em temas da conversa que podem ser ameaçadores (ou seja, aquela vez que ele colocou uma arma na boca de alguém), sua conversa parece mais como uma hipérbole, todas as partes de desempenhar seu papel de Marilyn Manson que, graças a suas aparições em programas como Sons of Anarchy e Eastbound & Down, estamos começando a conhecer seus lados diferentes. Conhecido por monopolizar as conversas, ele deixa poucas pausas para os jornalistas interagirem. Normalmente, tal entrevistado seria um pesadelo, no entanto seus monólogos são tão estranhos, que, embora eles não sejam fáceis de seguir, eles são completamente cativantes. Dessa forma, nossa entrevista é colocada de forma diferente do habitual – nós deixamos Manson monopolizar o microfone, fazendo o que ele fizer com ele...

Eu começo perguntando sobre o título do novo álbum (que ele diz não ser uma referência a ele mesmo, embora possa parecer). Manson começa me contando que foi inspirado por um presente de seu melhor amigo, Johnny Depp, a quem ele se dirige pelo seu nome completo...

Eu não digo Johnny, e depois você vem “Johnny who?” e isso é pior do que errar o nome. [O título do álbum] foi inspirado em um livro de Antonin Artaud que [ele] me deu em 2000. Foi uma biografia do imperador romano Heliogábalo [...] aconteceu que eu o peguei durante a criação do album. Eu mostrei o álbum para Johnny e ele ficou bem impressionado com The Mephistopheles of Los Angeles, que seria originalmente o título do álbum. Normalmente eu não faria o título sem fazer o álbum mas aconteceu de no dia que eu estava me mudando pra uma casa nova eu achei esse livro, e me lembrei que foi o primeiro presente que ele me deu. Eu o abri e senti como se ele definisse sobre o que o album é.

Desde o início, a nova oferta de Manson dá impressão de ter sido influenciada pelo blues. Então, o que o levou a ir nessa direção?

O album é sobre o blues em um sentido. Mas é mais sobre mim. Se você pegar o tema de Fausto, [esta ideia] que eu criei uma espécie de quadrado para mim, onde no início da minha carreira eu vendi minha alma ao diabo para ficar famoso, como Robert Johnson na história do blues, a mitologia disso... Acho que nos últimos anos eu estive escutando [começa a mexer a perna para fazer um som de batida no chão] na minha porta, demônios no meu caminho estavam dizendo “é hora de nos pagar, você nos deve”. Isso talvez fui eu para mim mesmo, ou meus fãs para mim, ou talvez pessoas que eu nem conhecia, ou talvez, se ali houvesse um demônio... Esse album é o meu troco, o pagamento do que era devido. Eu tinha tentado fugir... Você pode fugir do seu clichê mas não pode fugir dos seus demônios. Eventualmente você tem que lidar com eles, e eu acho que esse álbum está me dizendo que não era, como pessoa, que eu deveria ser. De acordo com meu próprio código de regras que eu deveria resgatar. E para resgatá-lo eu deveria me tornar o imperador pálido, suponho. Eu tinha que me tornar uma pessoa que foi imperador de um reino que na verdade nunca existiu.

Então o album foi concebido como uma ruptura de seu passado?

Bem, eu queria mudar tudo sobre minha vida. Eu tive que virar tudo de cabeça pra baixo. Eu gravei a maioria do áalbum nas horas de Sol do dia, o que é estranho, porque era muito difícil me levar pro estúdio, eu não estaria lá até 2:00 ou 3:00 da manhã. Mas se você pensar sobre isso, quem quer ficar preso num cubículo de vidro com um notebook tentando cantar uma música que acabou de ouvir pela primeira vez? Então ao invés disso, Tyler Bates de eu, e eu acho que ele provavelmente me entendeu de uma forma... ele realmente me alfinetou, me encorajou a fazer isso, ou pelo menos a fazer a primeira música. Ele foi persistente. Eu lembro quando eu estava dirigindo da minha casa pro estúdio dele, que era uma corrida de uns 20 minutos, e eu mandei mensagem pra ele no telefone dizendo que eu tinha acabado de ver Fire Walk With Me e eu estava me lembrando da cena onde o quarto rosa era muito [começa batida de tambor], The Cramps misturado com algum tipo de estranho, hipnótico, Robert Johnson.

Foi nesse ponto que Manson partiu para falar sobre como os eventos atuais em sua vida pessoal que foram o que proporcionou a ele fazer um album de blues inconscientemente.

Eu realmente não entendia o blues, e não era como se eu sentasse e lesse sobre. Acabei finalmente descobrindo, tendo que voltar para casa e minha mãe morrendo depois que eu tinha gravado o álbum, depois de eu ter cantado aquelas músicas, isso era o blues. Meu pai dirigiu de Ohio até Los Angeles, que é uma viagem de 4 ou 5 dias. Eu não sabia porque ele não veio voando. Ele disse que era porque ele queria espalhar as cinzas da minha mãe na Rota 66, o que é simbólico de todo o pacto com o diabo e Robert Johnson. Ele disse que era o lugar favorito da minha mãe quando nós saímos em férias quando eu era pequeno. E eu não sabia disso, e eu pensei, “Uou, isso é muito...” de alguma forma eu não percebia que eu estava pisando em algo que eu não entendia o que eu estava fazendo, porque a parte inconsciente da minha mente que estava comandando o show, e o subconsciente do consciente é apenas eu simplesmente fazendo o que me parecia natural, o ritmo, e a música estavam interagindo comigo cantando de um jeito que nunca tinha ocorrido antes, foi estranho. Gosto de ouvir esse disco e de ouvir ele com pessoas diferentes, porque quando eu o ouvi com meu pai soou realmente como se ele fosse sobre minha relação com meu pai e guerra com sua experiência no Vietnã, mas seu ouvisse ele com minha garota... ela provavelmente se sentiria triste porque soa como um album sobre alguém insatisfeito ás vezes, eu acho que a primeira review disse que “é igualmente viciante e depressivo”. Mas eu acho que o álbum pra mim ultimamente é sobre a tomada sobre o mundo e a realização que ao longo do caminho você pode ter altos e baixos e você pode finalmente conhecer alguém que queira ser aquele Bonnie e Clyde, aquele Mickey e Mallory.

Depois de mencionar a música Birds of Hell Awaiting, Manson começa detalhando os diferentes encontros que teve com aves antes de escrever essa canção...

Antes de gravar a primeira música eu ainda não tinha decidido se eu ia comprar essa casa que antes tinha sido a casa do ator que acidentalmente matou Brandon Lee de The Crow. Eu conhecia ele e já estive num filme com ele que se chama Lost Highway, que não é meu filme favorito de David Lynch, que é uma porcaria, porque... bem, talvez isso prove que eu não sou completamente egoísta e narcisista como muitos talvez acreditem... ele tem duas das minhas músicas e eu estou nele, nu. Eu estava tentando explicar pro meu empresário quem ele era, e disse “viu esse cara, Michael Massee, de Lost Highway” e falei sobre Brandon Lee. Isso foi estranho pra mim. Então esse tema de corvos e aves, além de Edgar Allan Poe, que eu sempre fui muito obcecado – eu pintei ele e tenho um corvo de pelúcia, há um monte de corvos do lado de fora da minha casa [faz barulho de corvo] CAW CAW. E então, com Sons Of Anarchy, há SAMCRO. Há essa prevalência de aves, então eu escrevi Birds of Hell Awaiting. Eu estou no estúdio do Tyler uma vez e precisava urinar e ele tinha a trilha sonora de The Crow 2 que ele estava envolvido, de ouro na parede. Nesse ponto eu falei “Eu vou comprar aquela casa e então terei de viver nela”. Mas eu ainda não tinha certeza se eu deveria deixá-lo ficar ou não. Mas isso veio junto de uma forma estranha.

Tyler Bates é o prolífico compositor nascido em Los Angeles cujos notáveis créditos recentes incluem a trilha sonora de filmes como Killer Joe, 300 e Guardians of the Galaxy, e também do videogame God of War: Ascension. Pergunto sore o processo de escrita em conjunto, e como o álbum evoluiu...

Quando fizemos o álbum não foi o caso de Tyler escrever canções perguntando “você gosta disso?”, era ele sentado na minha frente com sua guitarra e seu amplificador. Com Birds of Hell, por exemplo, eu tinha cantado pela primeira vez, eu nem sabia onde essa música estava indo. A maior parte disso vai soar como se eu estivesse descrevendo um filme pornô homossexual, mas nós fizemos isso juntos e no final acabou dando em alguma coisa; nós tivemos essa química repentina, e todas as músicas aconteceram de uma forma tão natural. Cupid Carries a Gun foi a primeira música que eu escrevi liricamente para o album, (no entando a última a ser gravada). Nós pensávamos que tínhamos completado o album, eram 9 músicas, e eu pensei “Então, nós meio que deixamos de lado o elemento mais importante, o primeiro que eu escrevi”. Quando eu leio as letras do álbum para mim mesmo, estou olhando o meu notebook e está tudo no pretérito, “she had”, “it was”, mas depois ocorreu de ter o presente com Cupid Carries a Gun, parecia que era a parte do livro ou filme onde chove, algo terrível acontece, é um catalizador de mudança. E foi o fim da história. E foi quando eu percebi que precisávamos fazer essa música. E depois acabou que ela fez parte do programa de TV Salem [um programa sobre julgamentos de bruxas do século 17]. É por isso que eu sempre checo se as meninas tem farpas no meio das suas perna, pra ter certeza que elas não estavam andando de vassoura.

Em seguida, pergunto sobre sua recente atual em shows, papéis que já vi Manson pegar e depois dissolvê-los em personagens irreconhecíveis. Ele está finalmente confortável com o mundo vendo esse novo lado?

Há algo muito imediato e livre sobre a atuação que eu não tinha percebido depois de fazer 17 ou mais videoclipes onde você está se apresentando para a câmera, porque você está se apresentando para as pessoas que estão assistindo. Quando você está atuando, você não tem consciência da câmera ou onde ela está, por isso não há vaidade ou algo do tipo; você não pode pensar sobre isso. Eu quis ser o personagem que me foi dado mesmo ele sendo bem ou mal-encarados, bonitos ou feios; isso que meu trabalho era e eu gostava de fazer coisas que eu não estava acostumado a fazer. Eu acho que me livrei de quaisquer inibições fazendo esse album e perdendo o medo de fazer algo que eu já estava acostumado a fazer. Nunca cantei na maioria dos tons do álbum e é por isso que soa diferente. Eu acho que fez de mim um cantor melhor. Apenas aconteceu, como atuar, eu não sabia se seria confortável ter um cavanhaque, que é o contrário de batom. Eu curti poder expressar partes diferentes da minha personalidade. Pintando, ou atuando, ou fazendo música. Mas eu amo cantar ao vivo, é o que me deixa mais feliz.


Olhando para trás em você mais novo, que sentimentos isso conjura? O que você diria pra você mesmo?

Eu diria “eu não tenho espelho retrovisor no meu carro”.

Não olhe para trás?

Esse é um bom filme, Don’t Look Back. Umm, eu acho que tenho uma tendência a acreditar em não ter arrependimentos. Tudo faz de você o que você é. Cicatrizes, dor, felicidade, diversão, experiências: prisão, cadeia. Sorte que eu nunca fui pra prisão, só cheguei a ser preso na TV. Já fui pra cadeia (uma prisão pequena, tipo uma delegacia). Eu não seria... digo, especialmente agora, eu seria um alvo fácil na cadeia e eu não quero que isso aconteça. Eu gosto de proteger as coisas que eu amo e que eu acredito, esse é meu único código moral. Então se alguém tenta foder com o que você acredita, eles vão acabar se fodendo. Não foda com outras pessoas a não ser que você queira um problema, você teria um, e eu não iria ficar pra baixo nisso. Ás vezes eu fui muito irracional no passado. Colocar uma arma na boca de alguém é provavelmente irracional. Entanto se alguém estivesse tentando machucar alguém que eu me importo, eu não hesitaria por um segundo em fazer alguma coisa, eu não o colocaria uma arma na boca, eu atiraria na sua cara, sem antecipação, sem preliminares. Eu não quero nunca mais estar nessa posição, apenas quero proteger aquilo com o que eu me importo.

Você recentemente apareceu no palco com o Die Antwoord, bem como apareceu em seu vídeo Ugly Boy. O que o atraiu para trabalharem juntos?

Eles estão nisso como eu estou para ser o caos, como um movimento surrealista, como Dali, não é para ser explicado, está destinado a ser um ponto de interrogação. Eu acho que uma vez que você começa a explicar o que você faz para ganhar a vida e não deixa o que você faz ser a explicação para você, você falhou, e eu acho que eu não estava fazendo o que eu feveria fazer tão bem quando eu deveria estar fazendo, e quando você tenta explicar o seu jeito de fazer algo ruim, você soa como um babaca e se fode. Eu acho que eu não me considerava contemporâneo em alguma era – quando eu estava começando, ou agora. Eu nunca senti meu tempo em uma agenda, eu não tenho relógio, eu não acredito em calendários, nesse sentido eu não acho que sou imortal ou eterno, eu só acho que eu não sou muito bom com festas nem em cumprir outras agendas, eu gosto de ser rápido porque é importante ter boas maneiras. Eu também gosto de ser bom no que eu faço, essa é minha lista de afazeres diários: estar na hora certa, ser excelente, foder com qualquer um que foda com você. Fim. E PS. Além disso, lembrar de ser charmoso.

Ontem (28) a banda se apresentou em Boston. O setlist não sofreu alterações.

1. Intro
2. Deep Six
3. Disposable Teens
4. mOBSCENE
5. No Reflection
6. Killing Strangers
7. Sweet Dreams (Are Made of This)
8. Cupid Carries a Gun
9. Rock is Dead
10. The Dope Show
11. Third Day of a Seven Day Binge
12. Personal Jesus
13. This is the New Shit
14. The Mephistopheles of Los Angeles
15. The Beautiful People
16. Irresponsible Hate Anthem
17. Coma White

This is the New Shit

Coma White

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12.11 @ Ice Hall
14.11 @ Annexet
15.11 @ Hal 14
16.11 @ Sporthalle
18.11 @ Zenith
19.11 @ Tip Sport Arena
20.11 @ Gasometer
22.11 @ Pala Alpitour
23.11 @ Samsung Hall
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