Marilyn Manson tem estado bastante ativo ultimamente, dividindo seu tempo entre terminar seu novo álbum, The Pale Emperor, e aproveitar um papel recorrente na última temporada de Sons of Anarchy. Recentemente, Manson tirou um tempo para falar com o apresentador do Loudwire Nights, Full Metal Jackie, sobre ambos os projetos e você pode conferir a conversa abaixo:

 

Marilyn Manson conosco no programa. Muito feliz de tê-lo aqui.

Jackie, não tenho falado com você desde o tapete preto. Estava um pouco confuso porque estava caótico. Acho que aquela garotinha do The Walking Dead tentou me comer.

As coisas ficam doidas naquele tapete.

Acho que trocadilhos realmente dobraram-se e ficaram mais engraçados por não serem engraçados. Tipo ser o Dr. Double Entendre. Sempre que trabalhei em um set de filmagens, e certamente em Californication, na maioria das vezes eu diria aos diretores, "Você me quer de jaqueta ou sem ela? Com jaqueta ou sem jaqueta?" (NT: "jacket off" pode ser um trocadilho com "jerk off" que significa "ejacular" em Inglês) Então você precisa dizer isso alguma vez como o Full Metal Jackie - com jaqueta ou sem jaqueta? Deixaria todo mundo pensando porque é muito estúpido. E então eles respondiam, "Não, Manson, sem jaqueta". E eu tipo, "Sério? Você não me pagou por isso - pela parte sexual."

Posso pegar isso emprestado?

Você pode ter isso. Dei uma lavada rápida para você.

(Risos). Ao longo de sua carreira, houve muita controvérsia, obviamente. Recentemente, um vídeo explícito com Eli Roth e Lana Del Rey. Intuitivamente, o que te diz se é para abraçar ou não uma situação controversa ou refutá-la?

Eu apenas diria "sem comentários" sobre isso. Tem o que o meu publicitário disse e tem o que eu disse, no qual não quero receber mais e-mails raivosos de ninguém. Na maioria das vezes eu diria que não - é exatamente o que eu disse. Eu apenas deixaria nisso. Sei que soa bem maricas para mim. É muito simples, eu disse o que tive que dizer e não acho que há muito mais a ser dito sobre isso. Não quero começar uma conversa, infelizmente, ejaculando.

Que satisfação criativa você consegue da televisão e filmes e como isso se completa para te inspirar musicalmente?

Eu passo a maior parte do meu tempo, quando não estou fazendo música, pintando ou sei lá, assistindo a filmes. Acho que a maioria das pessoas que me conhecem que são cineastas ou atores ficam surpresos com a quantidade de filmes que eu assisto e eu simplesmente tenho um projetor em uma parede branca. E muitas pessoas gostam de vir até minha casa e assistir coisas e ficam maravilhadas. Pessoas que são atores muito mais prestigiados ou mais ricos ou qualquer coisa do tipo.

Meus amigos que eu tendo a associar somente a isso - pessoas que são consideradas grandes atores ou artistas ou diretores ou o que quer que seja apenas sob o escopo de pessoas que eu acho que têm integridade - que me defenderia em uma briga de facas, aquelas são as pessoas que eu saio. E eu carrego um estilete de ouro. Você quer ouvir?

Sim!

Bati no telefone. Na verdade é chamado de polegar dourado na Amazon.com. Você pode comprá-lo agora.

O detector de metais pega isso?

Sim, mas eu geralmente não carrego um estilete no aeroporto. É o que eu chamaria de estúpido. Mas eu tenho um cartão de crédito de platina, não é o meu black card, mas também é uma arma. Mas isso vem da minha experiência com o Sons of Anarchy. Foi onde eu aprendi a misturar ou contrabandear coisas nas partes baixas do meu assistente - suas entranhas, no qual eu diria, "Você poderia apenas colocar o estilete dentro de você?" Ele está me olhando nos olhos neste momento.

O quanto de você mesmo você teve de introduzir no personagem Ron Tully emSons of Anarchy?

Bem, é difícil dizer. É difícil para mim vê-lo de forma objetiva pois se tornou um papel muito maior do que deveria ser. Inicialmente, começou com Kurt Sutter querendo usar uma de minhas músicas, Warship My Wreck, uma música do meu álbum que ele acabou não usando. Eu acho que toda a reunião fo feita através do Shooter Jennings. Tínhamos feito uma música juntos para o seriado, e o Kurt tinha escrito a letra dessa música e eu estava muito interessado em fazer parte do seriado porque meu pai amava tanto quanto eu. E minha mãe tinha acabado de morrer. E o seriado é muito sobre a relação entre pai e filho.

Eu queria trazer meu pai para Los Angeles para animá-lo. E acabou que isso me ajudou a conseguir que ele viesse, porém eu não esperava ser um ator, isso foi mais um sonho se tornando realidade. Eu nem sabia que isso era uma opção quando eles inicialmente me disseram que era. Eu recebi o telefonema do pessoal do Kurt Sutter quando eu estava em Ohio no funeral da minha mãe e disse “Pai, eu vou estar no seriado" e ele disse “Que ótimo!”. Eu disse “Pai, eu vou ser o líder da nação ariana.” Ele disse “Ok.” Eu disse “Pai, eu vou ser pago, eu vou estar lá com o Jax, com o Charlie Hunnam.” E isso fez meu pai sorrir, o melhor disso tudo pra mim foi deixar meu pai feliz com isso. Eu nunca tive ninguém pra me defender, e Charlie e Boom e Deo e Tommy Flanagan, eles me ajudaram em situações em que, como agora, o fato de que estou acordado antes de meio dia, não é algo normal pra mim, mas eu posso adaptar.

As pessoas tem muitas hipóteses sobre minha grande capacidade de me adaptar a diferentes horários. É muito simples. Eu tenho que dormir de sete a oito horas pra fazer essa voz mágica ser grave como ela é. No entanto, isso pode acontecer em qualquer horário. Eu costumava  pensar que três da manhã era quando meu cérebro disparava uma carga a mais, então eu pensei que era meu horário mais criativo. Mas, o que eu percebi foi que nesse horário é quando meu cérebro tem que parar [canta música de circo] e ser um circo. Mas o que aconteceu foi que fiz a maior parte desse álbum com Tayler Bates. Eu sei que eu estou me afastando muito das suas perguntas e apenas monologando, mas a maior parte desse álbum desse feito durante o dia. Eu não tinha esse circo de três da manhá na minha cabeça porque eu estava no horário de Sons of Anarchy, então eu tive uma abordagem diferente quando eu percebi que se eu terminasse tudo o que eu queria durante o dia, eu não tinha aquele circo. Eu costumava a pensar que o circo na minha cabeça era quando eu deveria funcionar. Mas as últimas três, quatro músicas que eu pensei que eu deveria gravar, eu estava errado. Não estou dizendo que não gostei dessas músicas. Só estou dizendo que eu estava errado sobre isso.

Qual foi sua inspiração por trás do seu novo álbum The Pale Emperor?

Bem, o The Pale Emperor veio de um livro que me foi dado em 2000 pelo [Johnny] Depp. Nós cuidamos um do outro assim como temos a mesma tatuagem nas costas. Era sobre Heliogábalo, que pode ser um pouco esotérico para nossos ouvintes. Ele foi o imperador de Roma antes de Calígula e foi o primeiro a negar Deus, o que já é um grande negócio. Por alguma razão, tive de abrir todas as minhas caixas velhas. Eu me mudei de casa enquanto estava fazendo esse álbum. Geralmente, eu intitulo o álbum antes de fazê-lo, mas, dessa vez, intitulei ele depois de pronto. Eu desenterrei todos esses livros e achei esse livro que Johnny me deu em Y2K, quando eu fui ficar com ele no Sul da França pois achávamos que o mundo estava chegando a um fim. Estouramos bombinhas e compramos o absinto de vários países diferentes. Li o livro e ele estava se referindo a esse imperador, que se referiam como ‘imperador pálido’ e me identifiquei na hora.

Implicando que foi o primeiro livro que me foi dado por um amigo e que às vezes eu não percebo o quão intuitivos meus melhores amigos podem ser. Eles não dizem coisas. Eles não dizem : “Aqui está o porquê de eu estar lhe dando isso.” Eles apenas me dão. Ele é a principal pessoa que me dá coisas sem eu saber por quê, no momento, mas depois acabo descobrindo. Por isso que nós temos esse estranho, completo lapso de falta de tempo e realidade. Eu conheci ele quando eu era um figurante em 21 Jump Street e tinha 19 anos. Assim que eu fiz minha primeira entrevista com Katey Sagal para uma matéria de capa onde eu dava a ela a razão de estar em Sons of Anarchy. É tudo um estranho círculo que mostra que tudo acontece pelo que... Por isso minha próxima tatuagem será ‘Fated Faithful Fatal’, de The Mephistopheles of Los Angeles.

Inicialmente, o que dá o tom para a direção musical de um álbum, especificamente deste novo?

Eu dou [crédito ao produtor] Tyler Bates. Eu conheci o Tyler em Californication. Tentamos trabalhar juntos uma vez. Era um quarto pequeno, acabou não dando certo. Foi com o Dave [Lombardo], ex-baterista do Slayer. Eu parei ele, O quarto era pequeno, e quando digo pequeno, quero dizer que era menor que o quarto onde eu estou. Menor do que a sala onde você está. Do espaço de um... Bem, um espaço de ensaio, mas estava cheio de coisas, e uma garota gritando, e eu não consigo me adaptar a ideia de bloqueio. Que se aplica a capacidade de improvisar com outros artistas sem medo, agora é mais confortável pra mim. Eu estou acostumado a me sentar em uma cabine vocal sozinha e isolada, o que não parece muito certo. Gravações devem ser feitas em uma sala com uma pessoa. Assim, depois me juntei de novo ao Tyler e a primeira música que fizemos foi Birds of Hell Awaiting e ela realmente deu um tom ao álbum. A segunda música que fizemos foi Third Day of a Seven Day Binge, que surgiu como apenas um ritmo, a gravação foi feita durante alguns meses pois nossas a gendas estavam lotadas, eu com Sons of Anarchy, ele com Guardians of the Galaxy, que acabou se tornando o maior filme do ano. Isso era o que me deixava animado para levantar e ir para o trabalho. Eu não tinha que ser arrastado ate o estúdio às três da manhã. Eu queria ir ao estúdio às cinco da tarde ou qualquer outro caso, continuava a ser durante o dia, o que era estranho para mim. Isso prova que não sou um vampiro, ou um lobisomem. Não sei sobre a parte do lobisomem.

Shooter Jennings provavelmente não é o primeiro nome que as pessoas colocariam em uma lista para colaborar com o Marilyn Manson. Em quais pontos vocês são parecidos, musicalmente ou em outras partes?

Ele é adorável, eu digo que ele é um Muppet. Nós fizemos uma música juntos e tentamos usá-la em Sons of Anarchy. Eu ainda tenho o gravador dele em casa e não tenho certeza se é a guitarra dele ou do pai dele, Waylon Jennings, que está na minha casa... Mas nós nos encontramos fielmente e eu acho que isso aconteceu por uma razão nesse ponto. Acho que tudo está acontecendo pelas razões corretas agora para mim.  Eu tenho andando ouvindo ele na minha playlist. Antes de entrar no palco, um segredo, eu passo umas três horas antes de subir no palco ouvindo música, tocando violão, sentado em meu camarim. Levo de cinco a dez minutos para passar a maquiagem e me vestir. Mas eu gosto de passar essas três horas fugindo do mundo, e eu tinha duas músicas do Shooter Jennings na minha playlist. Um era All of This Could Have Been Yours e F–k You, I’m Famous. Um de Californication e outro deSons of Anarchy. A ironia de ter sido esses dois seriados é algo que não se pode ignorar que foi algo não menos que fiel. Então quando eu e ele nos encontramos e nos tornamos amigos, rapidamente viramos melhores amigos. Ele era mais um irmão que eu nunca tive e são muitas pessoas que eu considero dessa forma. Eu nunca tive irmãos então é difícil para eu fazer essa associação, mas qualquer pessoa que está disposta a jogar fora sua jaqueta de couro ou socar alguém por você – se necessário. Não como em uma briga de bêbados em um bar mas alguém para defender sua honra e defendê-lo como um irmão. Isso significa muito para mim e eu encontrei isso com o Shooter. 

Então isso se torna algo com todas as pessoas que conheço e se torna, para mim, uma regra ou código moral que eu sempre tive. Se você ama alguma coisa, você tem de defendê-la. Não importa se você acredita em Deus ou não. Se você tem moral, as pessoas me consideram amoral ou imoral, mas eu acredito que se você se importa com alguma coisa, você vai defendê-la de todas as maneiras possíveis. Talvez isso me torne um verdadeiro vilão. Em toda história o herói é completamente uma linha reta, ele só faz aquilo que o mandam. O vilão é sempre o catalizador, a Parte III. O Ato III, é onde eles trazem o catalizador para mudá-lo. A pessoa que vai dobrar as regras, que vai quebrar as regras por paixão. Por amor. Essa é a forma que mais me vejo como pessoa.

É uma honra falar com você. Se eu puder ser tiete por um segundo: Quando eu tinha 15 ou 16 anos, menti para os meus pais sobre onde estava indo quando morava em Nova Jersey. Fui para Manhattan e assisti a um show seu naquela turnê com o Nine Inch Nails e o grupo Fem2Fem.

Meu deus, aquela foi uma época incomum. Na verdade era a Fergie [na banda Fem2Fem].

Não, não era!

Sim, era!

Não, você está de brincadeira?

Era a Fergie!

Nossa, ela era safada!

Mas você já tirou a jaqueta ou ejaculou?

(Risos) Enfim, foram épocas ótimas.

Gosto de ser o porto das fugas adolescentes.

 

[Nota do Editor: Procuramos na Wikipedia e no resto da Internet, e não há nenhum registro da Fergie ter feito parte do grupo Fem2Fem. Ela estava no Wild Orchid no começo dos anos 90. Talvez seja quem o Marilyn Manson esteja pensando. Quem sabe?]

Fonte: Loudwire

A NME publicou mais um vídeo com o Manson. Desta vez, ele diz o que pensa sobre o Natal. Assista, com legendas em Português, abaixo!

Manson lançou hoje o videoclipe para o primeiro single do álbum The Pale Emperor, a música Deep Six. Assista! 

Manson liberou no início desta madrugada a versão de estúdio da música Deep Six, que estará presente no The Pale Emperor. A música já havia sido tocada ao vivo durante os três shows que a banda fez na Califórnia, entre Outubro e Novembro deste ano.

A letra pode ser lida aqui! Publicaremos a tradução em breve.

Confira a entrevista original, feita pelo site The Fader, aqui.

 Em 2014, os jovens artistas perseguem a fama viral, não o superestrelato glamuroso. Sem dúvida Marilyn Manson tem a tristeza.

Lembra quando o Marilyn Manson removeu suas costelas para poder chupar seu próprio pau? Ou quando ele mordeu e arrancou a cabeça de uma galinha durante um show? Isso é o que meus amigos diziam uns aos outros em 1996, quando tínhamos nove anos e o vídeo tenebroso de The Beautiful People estava competindo comMacarena e Alanis Morissette na televisão.
 
"Se você se portar como um rockstar, você será tratado como um," Manson escreveu em sua autobiografia, The Long Hard Road Out of Hell, lançada em 1998, explicando como ele foi pago em 500 dólares por seu primeiro show. Ele vem cumprindo essa filosofia desde então, e por esse motivo, a lenda em seu personagem frequentemente eclipsava os fatos de sua vida. Esses rumores de escola que soltei sobre ele não eram verdadeiros. Manson nunca removeu suas costelas, ele admite em sua biografia, no entanto, que fez uma cirurgia plástica em seus "enormes lóbulos da orelha". Havia uma galinha no palco em Dallas em 1995 - foi jogada ao público, mas não morreu. Entretanto, isso não foi nada se comparado a quando Manson foi amplamente e erroneamente culpado pelo massacre de Columbine em 1999. Olhando para trás, o mito de que ele foi o responsável foi um percursor vívido para o modo como as pessoas agora ficam famosas na internet, com ou sem suas participações.
 
Aos 45 anos, Manson é um exibicionista introvertido. Ele me liga de um lounge de um aeroporto em Los Angeles, a caminho da Europa para promover seu nono álbum. Ele tem muitos "monólogos interiores", como ele mesmo diz, e pula de um ao outro sem parar ao longo da conversa que durou uma hora. Ele me conta que mantém sua casa a 12ºC e que ele deve dormir pelo menos sete horas por noite para ter certeza que suas cordas vocais irão produzir "cinco notas diferentes ao mesmo tempo." Ele é convencido e sensitivo, intimando que está carregando um "canivete de ouro" em seu casaco, e então me deixa saber o quão agradecido ele ficou pelo Die Antwoord defendê-lo recentemente, quando alguém o acusou de estar bêbado pela manhã. "Eu não estava bêbado," Manson diz. "E fiquei chateado com isso. E esses caras me defenderam."
 
Quando ele tosse, parece, como ele diz, "que tenho vodka presa na minha garganta." Mas não tenho certeza - estamos ambos usando celular e o sinal está ruim, e a voz grossa do Manson o deixa especialmente difícil de entender. Talvez realmente tenha cinco tons.
 
 
The Pale Emperor, que será lançado em Janeiro pelo selo Hell, etc. (com ajuda de distribuição pela Loma Vista), é o primeiro disco do Manson em três anos, um período onde ele pareceu mais interessado em filme e televisão que música. "Quando você disse que já foram três anos, tive que checar o calendário na minha cabeça por um segundo," Manson diz. "Porque eu não uso relógio e tenho um assistente que me diz o que fazer todos os dias."
 
O último disco do Manson, Born Villain, foi o primeiro que ele lançou após deixar a Interscope, e foi auto produzido e cheio de tangentes, sobre Shakespeare e Grécia Antiga. Para o Pale Emperor, Manson encontrou um editor em Tyler Bates, um produtor que trabalhou predominantemente em trilhas sonoras para filmes e vídeo games. "Eu não sei se a CIA hackeou meu cérebro ou se era para ser assim, mas Tyler e eu estávamos estranhamente na mesma página, sem nos conhecermos muito bem," Manson diz. "Eu nunca tive isso antes em uma amizade. Eu finalmente sinto que tenho um time ao meu redor. Não gosto mais de ser um guerreiro. Acho que eu precisava parar e aceitar responsabilidades, e que eu precisava ser o líder. Esse disco vem com essa confiança. Não acho que seja o definitivo, mas acho que é um novo capítulo."
 
Em um episódio recente do podcast de Bret Easton Ellis, Manson disse que deixar álbuns serem aprovados pela gravadora poderia ser "destruidor de almas" e ele me diz que durante os últimos anos, tem sido "muito difícil" de vê-lo no estúdio. Desta vez, ele diz, foi um alívio gravar "sem a pressão". Manson é notoriamente vampírico, dormindo durante o dia e comendo ostras no Chateau Marmont durante a noite, mas ele diz que ele e Bates gravaram a maioria do Pale Emperor durante o dia. "Sou uma pessoa mudada," ele explica. "Isso não significa que mudei para um lobisomen, é só uma abordagem emocional diferente." Ele tinha que estar de pé às 7am, de qualquer forma, ele diz, para gravar o Sons of Anarchy, o famoso seriado em que ele tem um papel recorrente como um supremacista branco.
 
"Sou muito responsável no fato de que gosto de se pontual," ele diz. "Gosto de mostrar às pessoas que suas preconcepções sobre mim podem ser desafiadas pela confusão. Sou educado. Quando conheço alguém, aperto sua mão." O jeito tradicional do Manson talvez seja um tipo de cobertura de segurança. "Desde a primeira vez que olho alguém nos olhos, sei se vou gostar ou não dessa pessoa," ele diz. "Eu lembro de cada detalhe de tudo. E às vezes isso é terrível. Há muitas coisas que você não quer lembrar. Agora, há 25 conversas diferentes rondando minha cabeça. Às vezes meu cérebro vai em tangentes."
 
Ouvindo ao Pale Emperor, as músicas me lembram o Interpol e ao bar rock retrô de motoqueiros de Sons of Anarchy. Manson me diz que ele e Bates foram inspirados inicialmente por uma cena do filme Twin Peaks: Fire Walk With Me. Especialmente: "A vibe geral da cena, quando eles estão no Quarto Rosa e Laura Palmer e sua amiga estão recebendo sexo oral de alguém e há uma banda tocando ao fundo, algo como o The Cramps." Manson é um letrista confesso, que já vestiu seus sentimentos em personagens e metáforas extensas. Nesse álbum, ele deixa a melodia liderar. "Sou um homem de poucas palavras no disco," ele diz. "O que eu não tinha encontrado, até agora, é o blues. O blues mudou o modo como cantei. E a música tem uma melodia e uma linguagem própria."
 
Ele me fala sobre algo chamado ideasthesia, que é "quando você tem uma situação onde todos os cinco sentidos estão acontecendo ao mesmo tempo." Então, tipo, você está provando cheiros e ouvindo cores. Ele diz que isso acontece com ele, o que o deixa bom em fazer arte, mas também "bastante vulnerável à pessoas ou estranhos." Se isso significa uma agonia para um entertainer, ele diz que é mais fácil para ele conviver com seu cérebro quando ele está tocando para milhares de pessoas do que quando "sento em uma sala com pessoas que acabei de conhecer."
 
Embora a reputação do Manson seja de uma pessoa que choca, seu jeito também sempre teve um ar docemente nostálgico. A maquiagem branca, botas brilhosas e peitos falsos ressoam ao Bowie, Kiss e até P.T. Barnum, o fundador de circo cujo Manson cita como um herói. Em 2014, suas antigas aspirações de ter uma fama do tamanho de um estádio e arrebentar o mundo com caos parecem quase saudáveis, e certamente antigas. Nos dias de hoje, a fama vem e vai mais rápido. Jovens artistas devem competir com hits virais e agradar de forma rápida (sem mencionar o desespero por atenção), então uma vida como um rockstar do tamanho do Kiss parece além do alcance de qualquer um. Ser acessível e imperfeito é muito mais legal, nos dias de hoje, do que virar um ídolo.
 
Manson parece saber disso. "Eu apareci no acometimento da internet," ele diz. "A tecnologia meio que me assustou - pensei que era muito matemática. Percebi que a tecnologia pode ser um pincel se você quiser usá-la desta forma." A internet também virou a maneira principal para vários artistas manterem uma base de fãs, e para um cara que costumava ser conhecido por dizer qualquer coisa, Manson tem um Twitter bem domado. "Acho que as pessoas estão tão preocupadas em estar nas notícias e serem relevantes que eles esvaziam o balde de mistério," ele diz. "Eu falo coisas quando as falo porque quero que as pessoas escutem."
 
Ele percebe que estar confortável com o palco, mas relutante em twittar significa que a próxima geração de fãs de música estarão menos familiarizadas com ele. "Não sou o tipo de idiota que pensa que todos sabem o que estou fazendo o tempo todo. Eles não sabem. Conheço pessoas e eles nem sabem que eu pinto, ou que lancei uma música," ele diz. "Não espero que as pessoas lembrem o que fiz ontem, muito menos há 10 anos."
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KILL4MESAY10We Know Where You Fucking LiveMarilyn Manson - Prêmio de Ícone pela Alternative Press (2016) Third Day of a Seven Day BingeThe Mephistopheles of Los Angeles


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