O show do dia 16 de Dezembro aconteceu também em Ecaterimburgo, na Rússia. O setlist permanece o mesmo.

1. Hey, Cruel World...
2. Disposable Teens
3. The Love Song
4. No Reflection
5. mOBSCENE
6. The Dope Show
7. Slo-Mo-Tion
8. Rock is Dead
9. Personal Jesus
10. Sweet Dreams (Are Made of This)
11. Coma White
12. King Kill 33°
13. Antichrist Superstar
14. The Beautiful People

O show de ontem aconteceu em Ecaterimburgo, Rússia. Esse show já não faz mais parte da turnê Twins of Evil, que teve seu último show no dia 12, na Itália. O setlist, no entanto, permanece o mesmo.

1. Hey, Cruel World...
2. Disposable Teens
3. The Love Song
4. No Reflection
5. mOBSCENE
6. The Dope Show
7. Slo-Mo-Tion
8. Rock is Dead
9. Personal Jesus
10. Sweet Dreams (Are Made of This)
11. Coma White
12. King Kill 33°
13. Antichrist Superstar
14. The Beautiful People

Hey, Cruel World...

The Love Song

Antichrist Superstar

The Beautiful People

O show de ontem foi em Bologna, na Itália. Setlist não mudou.

1. Hey, Cruel World...
2. Disposable Teens
3. The Love Song
4. No Reflection
5. mOBSCENE
6. The Dope Show
7. Slo-Mo-Tion
8. Rock is Dead
9. Personal Jesus
10. Sweet Dreams (Are Made of This)
11. Coma White
12. King Kill 33°
13. Antichrist Superstar
14. The Beautiful People

The Love Song

Rock is Dead

O show do dia 11 de Dezembro aconteceu em Basel, na Suíça. O setlist foi o mesmo.

1. Hey, Cruel World...
2. Disposable Teens
3. The Love Song
4. No Reflection
5. mOBSCENE
6. The Dope Show
7. Slo-Mo-Tion
8. Rock is Dead
9. Personal Jesus
10. Sweet Dreams (Are Made of This)
11. Coma White
12. King Kill 33°
13. Antichrist Superstar
14. The Beautiful People

   

   

No Reflection

Personal Jesus

Sweet Dreams (Are Made of This)

Ainda sobre esse show: Manson postou no Facebook uma imagem com sua orelha apresentando alguns pontos e também uma mensagem sobre isso.

Fui acertado por uma mesa de vidro em uma briga bem perigosa. No entanto, saí vitorioso. Mas tive que receber 24 pontos pra não deixar minha orelha ficar igual a do Van Gogh.

Demorou, mas conseguimos os scans da última edição da revista Metal Hammer, que conta com o Manson e o Rob Zombie na capa, onde eles falam, entre outras coisas, sobre uma possível rixa entre os dois na turnê Twins of Evil. Confira os scans e a tradução abaixo!

      

      

The Devils Ride Out

A turnê Twins of Evil promete ser um dos melhores shows do ano. Mas após a tensão ficar alta tão cedo nos EUA, temos que perguntar: Eles levarão isso longe?

Bem vindo ao Planeta Motherfucker. Segure-se nos assentos e aproveite a viagem.

 No papel é o sonho molhado shock n' roll Kiss/Alice Cooper de todo jovem, os dois beberrões do rock polêmico dos anos 1990 juntam-se em uma turnê gore. De um lado, vestido de forma decadente e não-elegante, Marilyn Manson, oferecendo crianças mortas, subversão, sacrilégico e neo-fascismo de brincadeira, servido em um ruído de death rock-industrial com uma pitada de drama Axl. Do outro lado, Rob Zombie, o Rei do Halloween, trazendo robôs gigantes, esqueletos gigantes e disco-metal Satânico. Ambos têm, relativamente, altas estacas no sucesso dessa turnê: Manson está com um, contencioso, disco de 'volta', e Zombie está para lançar o filme Lord of Salem. Metade da banda do Zombie - o guitarrista John 5 e o baterista Ginger Fish - já tocaram com o Manson. Eles podem ter sido responsáveis pelos hinos adolescentes dos anos 1990, mas o ano agora é 2012 e ambos tiveram que introduzir-se a uma nova geração de fãs. Se o rock n' roll cria seu próprio inferno, essa turnê talvez seja isso. A Metal Hammer falou com a dupla em Chicago na noite onde as emendas da aliança começaram a se soltar. Manson está atrasado, e a única maneira de ele tocar seu encore é se ele e o Zombie pagarem uma taxa de 10 mil dólares. Manson, dramaticamente, tem o dinheiro em um envelope. Zombie, não surpreendentemente, zomba a situação. E, assim, a rixa começa. Não é uma surpresa que esses dois titãs do terror estão batalhando; eles não poderiam ser mais diferentes. Quando encontramos o Zombie, ele é profissional, na hora e no assunto. Manson, por outro lado, chega seis horas atrasado para sua entrevista, estufa o peito insistindo que só irá falar conosco em uma total escuridão. Uma coisa é óbvia: Quando essa turnê pasar pelo Reino Unido, será sanguinária. Nossa sugestão é que você vá à esse circo enquanto pode, porque você talvez nunca veja esses super vilões juntos novamente, especialmente se considerarmos as rixas no palco que foram a proporções épicas na noite após essa entrevista. Bem vindo ao show das drogas. Sem dúvida.

Então, de quem foi essa ideia?

Rob Zombie: A turnê foi uma daquelas coisas lógicas. O empresário do Manson e o meu são amigos... Eles estão sempre falando sobre isso. Tenho certeza que eles falaram sobre isso durante anos. Era o óbvio a ser feito. Discutimos por muito tempo, mas as agendas nunca bateram. Finalmente elas bateram, e fizemos.

Marilyn Manson: É uma boa combinação porque é o que muitas pessoas cresceram ouvindo. Nós também surgimos quase na mesma época, e cobrimos dois fins diferentes do espectro. Meu show é mais religioso e político. Se você for compará-lo a um filme de terror, o Rob é um cara mais Halloween. Tipo outra noite, que ele disse, "Você não veio ver rockstars, você veio ver um show de Halloween." Isso não é o que eu diria. Acho que as pessoas vieram pra ver um rockstar, e é o que eu faço. É uma boa dupla de filmes de terror; é tipo ver Halloween e O Bebê de Rosemary ao mesmo tempo. Você tem o terror psicológico, onde você anda dizendo, "Eu acabei de ver isso? O que isso significa?" versus, "Nossa, isso é deslumbrante, cheio de fogo e gore!" Não é um insulto para nenhum de nós dizer isso.

Vocês são amigos? Vocês já saíram juntos?

Rob Zombie: Se as pessoas estão por perto, conversamos um pouco. Mas basicamente nossa banda sai com a nossa banda e a banda dele sai com a banda dele.

A turnê está indo bem até agora? Todos estão se dando bem?

Marilyn Manson: Uma coisa que eu fiquei triste por hoje é que eu tenho isso (envelope cheio com 10 mil dólares). Tenho que ter uma conversa séria com o Rob depois. Tive que encurtar meu show, e eu não pude tocar minha última música. Pensei que por ser um acordo 50/50, ele compartilharia de 10 mil dólares, então eu poderia tocar The Beautiful People. Levaria três minutos. Então, após essa entrevista, poderia ser como o filme A Fistful of Dollars, do Clint Eastwood ou... Não sei como vai ser. Há uma pequena batalha no momento contra, exatamente, o gêmeo mais bonito.

Então vocês não são exatamente amigos?

Marilyn Manson: Não conheço o Rob. Cresci adorando o White Zombie. Não tenho nada contra ele, só não gosto dos meus fãs sendo traídos por algo que eles vieram ver, especialmente quando isso é pra ser uma relação 50/50. Hoje eu entrei atrasado, mas eu paguei 10 mil dólares, e se ele tivesse pago também, meus fãs poderiam ter ouvido The Beautiful People.

O quê? O que é isso dos 10 mil dólares?

Marilyn Manson: Alguma besteira de união. Ouça, eu não quero que isso pareça algum tipo de rixa. Eu gosto do Rob; ele veio à minha festa de aniversário.

Mas rixas são legais

Marilyn Manson: Sim, mas eu não discutiria por causa disso. Eu discutiria sobre ele ter dois ex-membros da minha banda. O negócio é, eu ainda me dou bem com esses caras. Eu demiti o John 5 porque ele é legal e porque ele toca guitarra muito bem. Duas coisas que não quero na minha banda. E o Ginger (Fish). Na verdade eu perguntei pra ele se ele poderia tocar bateria nessa turnê. Mas por ele estar comprometido com o Rob, ele não pode fazer. E o Ginger uma vez me ligou no meio da noite, anos atrás, me perguntando se ele poderia pegar a cortina do meu box. Aquilo me assusta e eu gosto disso nele. Sei com certeza que ele é perigoso. Sinto falta dessa pessoa na minha banda pelo motivo de que se eu precisasse enterrar um corpo, eu diria, "Hey, Ginger..." então todos os motivos que as pessoas esperariam de uma rixa, realmente não há.

Rob, é difícil encontrar pessoas que querem tocar sob o nome de alguém, como vocês dois fazem?

Rob Zombie: É bem difícil de encontrar pessoas porque eu preciso de várias coisas. Quer dizer, primeiro de tudo preciso de ótimos músicos. Às vezes as pessoas irão assistir ao show e ficar distraídas com a pirotecnia e eles nem escutam o que está acontecendo, mas se eles prestarem atenção, eles dirão, "Porra, esse cara é bom." Digo, John 5, não consigo pensar em um guitarrista melhor que ele. Ele é tão bom quanto qualquer outro. Mas então você tem que encontrar os caras que entendem o que você está tentando fazer. Então você tem que encontrar pessoas que você quer conviver dia após dia. E vira uma lista bem curta.

Isso explica por que dois dos caras já estiveram na banda do Manson. Agora eles estão na sua banda. Os egos têm que estar em cheque pra fazer funcionar.

Rob Zombie: Agora tudo está perfeito. Digo, qualquer coisa pode mudar, qualquer um pode ficar estranho, qualquer coisa pode desmoronar. Mas tenho caras que tem estado por perto, eles entendem. Por isso não preciso de membros novos. As pessoas perguntam, "Por que você não pega caras que você nunca ouviu falar antes?" Bem, porque esse é o cara que vai ser um puta pé no saco após uma semana de turnê. Porque ele está muito verde pra entender. Ele tem que ir lá fora e fazer suas obrigações.

Que tipo de visual nos espera nessa turnê?

Rob Zombie: Pegamos tudo que era possível. É mais de tudo. Mais pirotecnia, mais vídeo, mais máquinas gigantes que se movem. É material que eu nem sei como descrever. Até a equipe pergunta, "Como vamos chamar essa coisa... essa máquina gigante que você leva pro palco?"

Marilyn Manson: Nosso show é bem cult, bem Jim Jones, bem político. O show começa com Columbine, a colina de crianças mortas, que eu fui culpado, como a cortina de fundo. Então muda pra parte glam rock com drogas, e então muda pra parte do fascismo. Imita a minha carreira. Eu comecei como um encrenqueiro, eu estava fazendo algo com que as pessoas podiam se identificar, então eu fui culpado por fazer exatamente o que eu estava dizendo para não fazer. Acho que todas as pessoas que estavam escutando a música, entenderam e as pessoas que estavam apenas fingindo e sendo políticas estavam me usando, simplesmente, como um bode expiatório. Ótimo, isso é o que eu também faço, porque metade disso é medo e ódio e metade disso é amor e dedicação, e você não pode ser uma porra de um rockstar se você não tem as duas coisas. Então esse show mostra minha carreira, basicamente. Confusão, glam rock, drogas, fascismo, raiva, ódio, repete."

O aspecto fascista poderia dar problemas, não?

Marilyn Manson: As pessoas dizem, "Você é nazista?" Fala sério, eu uso batom. O negócio é, as suásticas são legais. Não o que elas simbolizam, mas o vermelho, preto e branco. O mesmo que Walt Disney. As mesmas cores. São as cores primárias da alquimia, sempre funciona. Cabelo preto, rosto branco, batom vermelho, é por isso que perseguimos garotas como a Bettie Page nossa vida toda. É o que a mente está condiciona. Você ouve as notas altas em um filme de terror e você fica assustado. E quando você vê certas coisas no palco ou ouve um certo som, faz as pessoas pensarem de uma certa forma. É Pavloviano.

O tamanho dos shows diminuíram desde os anos 1990? Ou eles ficaram progressivamente maiores?

Rob Zombie: Maiores. Engraçado, as limitações são o próprio palco. Hoje, algumas de nossas coisas ainda estão no caminhão, porque o tamanho da arena não é grande o suficiente. A maioria das arenas são do tamanho de uma arena de hockey, que agora parece confinado. Esse é o problema. Não conseguimos caber no palco. Nunca pensei que um palco de arena ficaria pequeno demais para caber tudo.

Embora esse seja um show conjunto, você ainda sente que há competição? Vocês tentam ser um melhor que o outro?

Rob Zombie: Me sinto em competição com todos, o tempo todo.

Ainda?

Rob Zombie: Claro. Você tem que estar. Vi acontecer antes, às vezes as bandas começam a decair porque elas ficam satisfeitas com o que fizeram. Por isso elas acabam. Somos bem paranóicos com tudo, o tempo todo. Não é uma competição ruim entre o Manson e nós, tem sido assim com todos, com o Alice Cooper, Slayer, quem quer que esteja em turnê conosco. É coisa natural a ser feita. Qualquer um que esteja nos negócios após todo esse tempo, ainda se sente assim.

Marilyn Manson: Agora sinto que estou trabalhando na minha volta. O Born Villain é o meu disco de volta. Houve épocas no passado onde eu me perdi com toda essa informação na minha cabeça. Me senti frustrado e não queria trabalhar na música porque eu faria coisas e as transformaria em proveito, a gravadora, Interscope ou quem quer que seja, e eles fariam algo com isso que não é só tão inteligente quanto eu faria, eles diluíam. E eu pensei, 'Por que você gostaria de comprar um facão e então colocar fita isolante nela para furar as pessoas?'

Hmm...

Marilyn Manson: Desculpe, é uma analogia estranha. Eles tentaram deixar sem graça, basicamente. Eu nem entendia por que eles me quiseram, pra começar. Não tenho raiva, só estou dizendo que eles eram vendedores incompetentes. Então eu dei o meu melhor pra sair da gravadora. Foi como começar de novo. Digo, não era como se eu estivesse implorando por outra gravadora, as pessoas estavam jogando bastante dinheiro, mas o que é o dinheiro? É só algo que te autoriza a continuar fazendo o que você gosta. Não me importo com dinheiro, me importo em fazer o que é divertido. Quando começa a ficar melancólico, não há motivo pra continuar. Tive um período antes de fazer esse disco onde eu não gostava do que eu era. E eu tive que admitir a mim mesmo que eu tinha que fazer uma 'volta'. E isso é difícil pra cacete. Dizer que você não era tão bom quanto anos. E eu não era. Então eu consertei.

Marilyn Manson ousaria ficar ruim? E se você passasse por uma fase Fleetwood Mac, você continuaria fazendo hinos de ódio adolescente para os jovens?

Marilyn Manson: Eu definitivamente quero tentar coisas diferentes musicalmente. Comecei a fumar maconha. É uma droga retrógrada para mim. Realmente abre minha mente para a música. Escuto música quando estou chapado e é tipo, "Isso é tão foda". Tenha certeza de que irá escrever isso em letras grandes no artigo. Mas para mudar toda a minha abordagem, como ser Brian Warner ao invés de Marilyn Manson, não é tão simples assim. Essa sala (preta com um espelho funhouse) é tipo a minha casa. É isso o que eu sou e o que eu tenho feito por 15 anos. Estou condicionado a isso. Seria um choque pra mim mudar meu estilo de vida.  É uma aventura para mim andar em uma loja com um dólar na mão e comprar um sanduíche ou algo assim. Não é porque eu sou uma primeira dama, é que eu não conheço esse estilo de vida. Passei os últimos 15 anos fazendo shows à noite. Vou dormir um pouco antes do sol nascer, estilo Drácula. Não quer dizer que eu seja decadente ou ou anormal, é só o que eu estou acostumado a fazer.

Você se preocupa em envelhecer bem? Você consegue ainda levar os jovens à rebelião aos 45 anos?

Marilyn Manson: Ainda não tenho 45 anos.

Não, mas você terá.

Marilyn Manson: Verdade. Você já assistiu ao filme Wild in the Streets? Max Frost é um rockstar que leva jovens à rebelião, mas então ele fica muito velho. É nisso que eu baseio essa turnê. Há muitos níveis. Canto Personal Jesus olhando para esse espelho. Acho que é algo assim. Há muitos níveis. Há muitas cordas. Calma, qual era a pergunta?

As pessoas não tem medo de caras aos 40 anos.

Marilyn Manson: Mentira. Hitler, Bush, Saddam Hussein...

Ok, claro, pessoas em posição de poder. Estamos falando de rockstars subversivos.

Marilyn Manson: As pessoas têm uma ideia errada dos mais velhos; as pessoas esquecem que eles inventaram as drogas, o sexo anal. Os mais velhos faziam as merdas que a gente faz agora bem antes. Eles não são conservadores, eles apenas fingem ser. Fingiremos não sermos nós algum dia também. Eu tentarei não fazer isso. Eu vou fingir que não estou fingindo fingir. Tente entender. Perdi a linha de raciocínio por causa da maconha.

Rob Zombie: Sempre senti que o que eu estava fazendo funcionava melhor quando você fica mais velho. Sempre me senti mal por pessoas que querem permanecer jovens e fofas, porque isso acaba rápido e você vira o Davy Jones. Pra mim, algumas pessoas ficam mais legais quando mais velhas. Nunca fui obcecado com isso de ser jovem. Ainda assim, você tem que tomar cuidado. Já tive essa discussão antes, e acho que foi com o Alice Cooper. Sabe, 'chocar' é legal, mas um dia isso acaba e ficam só as músicas. Porque, sério, se as pessoas estavam vindo apenas pelo show doido e o choque, eles não voltariam 20 anos depois. Para mim, estar ciente do que você está fazendo é uma coisa do dia a dia, você não pode não prestar atenção por alguns anos e achar que está tudo bom. Há um ponto onde, se você não estiver sempre focado, você pode virar o cara que você costumava olhar e pensar que era um idiota. Você tem que ter consciência disso, porque acontece com as pessoas.

Você e o Manson conseguiram misturar o terror com o hard rock de forma suave. O que faz isso funcionar tão bem?

Rob Zombie: Não sei. Nunca pensei sobre isso dessa maneira, porque, de verdade, a banda sempre refletiu o que eu estava ligado na época. Às vezes era terror, às vezes não era. É tipo o Misfits. Eles não escreviam sempre sobre terror. A banda foi nomeada após um filme da Marilyn Monroe. Mas a sensibilidade sempre foi estranha, então funcionava. Vejo algumas bandas e eles estão tentando ser bandas de 'horror rock' e parecem muito artificiais, como se fosse uma atuação. Isso tudo era o meu ponto de vista, então pra mim funcionou.

Você lembra do primeiro filme de terror que realmente te assustou?

Rob Zombie: O Mágico de Oz! Os macacos voadores me assustaram. Isso foi quando eu era bem jovem, antes da pré-escola. A Fantástica Fábrica de Chocolates foi o primeiro filme que vi no cinema. A parte do túnel, aquilo era bem aterrorizante.

Marilyn Manson: Eles nunca fizeram uma versão cinematográfica realmente boa da Bíblia, mas é da onde todos os filmes de terror vieram. Você tem o Apocalipse, o demônio, zumbis com Jesus vindo dos mortos, vampiros com o beber sangue, crucificação, cultos, boom, tudo está no livro. O maior exemplar de merchandise já feio. O crucifixo. Também, as igrejas são as construções mais assustadoras no mundo. Elas são casas mal assombradas. Então, para crédito do Cristianismo, eles nos assustaram pra caralho na juventude.

Uma máteria recente disse que um entre três adultos na América não tem afiliação religiosa. Você quer ter algum crédito por isso?

Marilyn Manson: Se você quiser me dar algum crédito por isso, high five. Mas eu não desacredito em espiritualidade. Acredito na necessidade de algo que você possa colocar seu coração e sua alma. Não sou um niilista. Acredito na arte. Não acho que eu possa acreditar em um deus. Ainda estou procurando uma resposta, mas a religião parece muito limitada e óbvia. As pessoas começam a ver que existem mais coisas terríveis para sentir medo.

Tipo o quê?

Marilyn Manson: Pessoas. Meu pai esteve no Vietnã. Ele trouxe uma arma, mas eu não sabia da história por trás dela até 15 anos atrás. Tinha marca de dentes nela e era o mesmo modelo que o Oswald usou para mater Kennedy. Ele me ensinou a atirar quando eu tinha seis anos. Perguntei como ele conseguiu-a e ele disse que estava espalhando Agent Orange. Ele era um piloto de helicóptero e as ordens eram de que se o helicóptero caísse, eles teriam que matar o tradutor. Assim que ele pegou a arma. Ele me treinou muito bem. Tenho uma ótima mira - poderia ser um sniper.

Uma possível segunda escolha de carreira?

Marilyn Manson: Gostaria de ter ido pro exército, então eu poderia ter passe livre para atirar nas pessoas para aliviar a tensão. O único motivo pelo que eu não fui era porque não queria cortar meu cabelo. Motivo bem bobo. Mas no final, eu não quero ter aquele peso nos meus ombros. Não quero matar estranhos. Se eu matasse alguém, seria na paixão. Há um senso de assassinato e arte sendo tão próximos, porque há paixão nisso. Se você é um psicopata, ou um serial killer, ou um assassino em massa, pelo menos você tem paixão.

Houve algum período na sua carreira onde você sentiu que estava indo apenas pelos movimentos?

Rob Zombie: Não, porque eu sempre parei. Tipo quando o White Zombie estava miserável, quando estávamos no topo da nossa fama, os shows eram grandes, era uma grande turnê e eu estava tipo, "Chega. Não consigo mais ir pro palco e fingir que isso é foda. Se eu estiver me divertindo, vou me dedicar muito. Mas quando não estou, estou fora. As pessoas acham que você está fazendo as coisas pelo dinheiro, mas o dinheiro virou algo irrelevante faz tempo. Talvez seja o motivo de muitas pessoas fazerem, mas não é o motivo de eu fazer qualquer coisa. Você pode dizer quando você está assistindo uma banda se eles deveriam estar ali ou não, se eles se odeiam ou se é uma turnê caça-níquel.

Tenho certeza que você presenciou isso.

Rob Zombie: Claro, esse ano. Não vou dizer quem, mas os membros da banda apareceram no nosso camarim. Todos nós nos conhecemos, somos amigos, e os outros caras vinham até nós e diziam, "Porra cara, odeio estar na minha banda, é chato, ninguém conversa. Vocês sempre parecem estar se divertindo no palco." E todos eles acabariam no nosso camarim reclamando disso. Anos atrás eu tive uma revelação: São as bandas mais novas que reclamam de tudo porque eles não tem perspectiva, mas quando você fica mais velho, você percebe que esse é o melhor trabalho no mundo.

Vocês estão ansiosos pela turnê no Reino Unido e Europa?

Rob Zombie: Não tenho feito turnê no resto do mundo há um bom tempo, porque fazer filmes realmente começou a ter um impacto na minha turnê, mas a Inglaterra e Europa sempre foram ótimas.

Marilyn Manson: Eles me adoram lá. A Inglaterra e Europa gostam de mim tanto ou até mais que a América porque eu cansei de tocar lá e porque eles olham para a América como eu, de fora. Eles me entendem. Eles não entendem muita coisa, eu aprendi. Eles nunca entenderam o Kiss. E eles não viram o Rob Zombie o suficiente para entender o que ele está fazendo.

Então espere, você é o Kiss da Europa?

Marilyn Manson: Não, o Rob Zombie é. Não estou colocando-o para baixo, só estou dizendo que eles não o conhecem como me conhecem, porque eu sei que os EUA não é o mundo todo, é só um lugarzinho pequeno e que o mundo está cheio de gente que quer escutar e entender algo melhor na vida, música ou arte. Nunca senti que havia uma necessidade de dizer, 'facilite meu alvo' em Ohio ou Texas. Então, Metal Hammer, Reino Unido, sim, estou chegando e estou trazendo o calor. Tome cuidado.

Sabemos que você faz uma after-party agora. Os ingressos para te conhecerem custam 150 dólares! Isso é burguesia.

Marilyn Manson: Eu sei.

Você tem que fazer algo pelas crianças pobres...

Marilyn Manson: Eu faço. Eu as deixo baterem punheta pra mim.

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05.11 @ Ozzfest Meets Knotfest
12.11 @ Ice Hall
14.11 @ Annexet
15.11 @ Hal 14
16.11 @ Sporthalle
18.11 @ Zenith
19.11 @ Tip Sport Arena
20.11 @ Gasometer
22.11 @ Pala Alpitour
23.11 @ Samsung Hall
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SAY10We Know Where You Fucking LiveMarilyn Manson - Prêmio de Ícone pela Alternative Press (2016) Third Day of a Seven Day BingeThe Mephistopheles of Los AngelesManson fala sobre o ”The Pale Emperor” (2015)


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