Manson participou do curta metragem Wrong Cops, com o diretor Quentin Dupieux, que dirigiu o filme Rubber. Sobre seu papel no curta, Manson disse: "Faço um prostituto que usa aparelhos nos dentes, o que foi uma experiência interessante e divertida".

 
O filme estreia no Festival de Cannes, na França, no próximo mês.
 
Fonte: Blabbermouth

Manson foi entrevistado pelo site da revista Vanity Fair. Ele fala um pouco sobre o Born Villain e a cover de You're So Vain, que teve a parceria do Johnny Depp.

Uma vez, em uma época mais inocente, antes do 11 de Setembro, Manson era considerado por alguns a genuína ameaça para a nossa juventude e estilo de vida. Ele ainda é grande agora, aos 43 anos, mas é que nossos outros bichos papões ficaram maiores. Na década após o The Golden Age of Grotesque, que ficou no topo das paradas, as vendas do Manson despencaram. Críticos começaram a diminuí-lo e ele começou a ficar mais famoso por causa das atrizes com quem namorou (Rose McGowan e Evan Rachel Wood são ex-noivas) do que pelos singles e vídeos perturbadores. O novo Born Villain (com lançamento para 1 de Maio pela Cooking Vinyl) encontra o Manson e o colaborador de longa data Twiggy Ramirez recarregados e determinados. Os vídeos são dignos de pesadelos novamente e o cover do clássico de 1972, You're So Vain (com o Johnny Depp) já nos pegou discutindo sua música novamente. Aqui, Manson revela como ele evitou o abismo da reality-TV e voltou com o seu groove.

Você se encontra refletindo o passado nesse estágio de sua vida? Parece o tempo de começar, biologicamente.
 
Tenho pensado sobre a transição que tive que passar para começar a fazer música (antes de começar a banda). Fui até o Kinko's com um desenho que fiz. Tirei cópias e coloquei os flyers nos carros. Não tinha nem música feita. Mas a confiança, ou arrogância, me levou a fazer música. Percebi que as pessoas que estavam indo ver o show - eu criei algum tipo de animação. Meu pai, por ser um vendedor, me ensinou que você pode vender qualquer pessoa ou qualquer coisa se você tem a habilidade de acreditar.
 
Mas acho que depois que fiz o The Golden Age of Grotesque e depois de lidar com Columbine - onde eu fui culpado por algo que eu não fiz - eu tive que lidar com [o começo de] toda uma nova era que provavelmente fez os [críticos] como vocês insatisfeitos.
 
Um tipo de período de deserto criativo?
 
A era da celebridade. Eu cresci acostumado a virar um rockstar, lidar com isso e aproveitar. Odiando às vezes. Mas então, 'celebridade' veio junto. Agora há pessoas que só são famosas por estarem na TV, e essa mudança no mundo é difícil de enteder para pessoas que não cresceram na mesma época que nós.
 
Certo. Eu imagino que ter que compartilhar o palco público com pessoas que são famosas por motivos que parecem muito mais fáceis deve ser complicado. E estranhamente solitário. Estou pensando no item da Page Six no último inverno, onde você literalmente teve que colocar seu comportamento rockstar em um contexto para as pessoas.
 
Tudo isso foi verdade.
 
Tenho certeza. E quando eu li, pensei, "Bem, é o sapo e o escorpião." Tipo, "Eu te disse que eu era um escorpião. É isso que um escorpião faz." É isso que um rockstar faz, mas o respeito por isso parece estar sumindo. O rockstar virou uma vítima da cultura da celebridade de certa forma.
 
Você não é uma vítima se você é o que é. Quando você disse, "O sapo e o escorpião" - agora eu vou chupar seu pau com a boca de alguém porque essa foi uma boa citação. É exatamente o que eu estava falando. E aliás, novamente, aquela história de Las Vegas, tudo foi verdade.
 
Você parece que pensou bastante desde a última vez que falamos com você, e a música nova é benefício disso.
 
É bem simples. Olhei para trás e tive que admitir a mim mesmo e ver que ninguém quer dizer que está tendo uma volta. É o clichê "Não chame isso de uma volta." Mas eu percebi antes de fazer esse disco que eu não gostava de quem eu era. Todos sabem quem eu sou por qualquer motivo e isso é um fato que eu tenho que lidar. Por morar em Hollywood, você pode ir a um bar e você é famoso e alguém chupa o seu pau no banheiro. Isso não é um desafio para mim.
 
Tive que provar para as pessoas que eu tenho o que elas querem de mim. Eu queria mostrar a elas a redenção. Por isso eu gosto dos programas Californication e Eastbound & Down. Você um personagem que é todo fodido, mas você quer acreditar que ele vai dar a volta por cima. Comecei a me sentir mal entendido na minha vida pessoal que eu comecei a sentir que tinha que ser entendido na minha arte. Nos dois últimos discos que eu fiz (Eat Me, Drink Me de 2007 e The High End of Low de 2009), eu estava tentando fazer as pessoas sentirem o que eu sinto - o que não foi uma boa ideia, especialmente porque eu estava me sentindo um merda. Primeira nota: Não faça isso. Não faça discos que façam com que as pessoas sintam-se mal.
 
Você poderia fazer, de qualquer forma, porque é assim que você se expressa, mas por prazer, você gosta de provocar as pessoas.
 
Bem, eu gosto agora. Esse é o problema. Eu tinha esquecido de como eu gostava de fazer isso. [Quando eu estava fazendo o disco] eu morei sozinho - além dos meus gatos. Guardei tudo que tinha, menos os filmes. Deixei meu inconsciente e subconsciente fazer o show e eu sabia que queria virar algo. Tive que colocar limitações em mim mesmo. Se você me der um pedaço de papel, você tem várias opções: Você pode apunhalar alguém com isso. Você pode escrever uma carta de amor. Você pode fazer um desenho. Você pode limpar sua bunda com isso. Você pode fazer recortes. Há muitas opções, mas essas limitações realmente criam uma força e é dela que vem a criatividade - que é o que eu tinha no começo. Nada na minha frente, sem dinheiro. Eu tinha uma caneta e um papel, tipo quando eu tive que trapacear o cara no Kinko's para imprimir os flyers de graça.
 
Como você decidiu gravar um cover de You're So Vain com o Johnny Depp?
 
Pelo que está passando em sua vida. O disco não é sobre ninguém. Os anteriores talvez podem ser percebidos como sendo sobre essa ou aquela garota - e isso é o que a arte nunca poderia ser. Quando eu escuto as minhas músicas favoritas, Bowie e os Beatles, eu não penso em com quem eles estavam quando escreveram as músicas. Só penso em como elas me fazem sentir. E nós [Johnny e eu] pensamos que seria hilário fazer essa música, que seria apenas nós olhando um para o outro. Essa é a nossa relação, engraçada.
 
É melodicamente igual à versão original, da Carly Simon. Ela ouviu?
 
Sim. E ela gostou.

O site Polonês Merlin Muzyka liberou 30 segundos de todas as faixas do Born Villain. Para escutar, basta clicar aqui para ir até o site, descer a página e clicar nos players vermelhos ao lado das músicas.

AmpRockTv apresenta 'The Words': Marilyn Manson - Overneath the Path of Misery

Manson foi confirmado como o headliner do festival IQ Music, que acontece em Belgrado, Sérvia, no dia 9 de Junho. O festival reúne artistas com expressões artísticas únicas e tem o slogan "Use sua cabeça". Outras bandas confirmadas são Laibach, Block Out e Dirty Vegas Sound System.

Fonte: Tanjug.rs

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