Leia na íntegra a tradução da matéria feita com o Manson para a V Magazine!
 
Texto: Elliott David.
Fotos: Hedi Slimane.
Créditos pelo scan: Unkillable Monster 
 
 
      
 
O Anticristo Superstar, que libertou um exército de suburbanos com sua introdução da expressão gótica ao mainstream, volta com o Born Villain.
 
Deus. Onde começar? Que tal uns dois minutos atrás, quando eu apertei o play no meu gravador de áudio da minha noite com o Marilyn Manson e ouvi nada além do silêncio, meio que como se tivesse tentando ver um vampiro em um espelho. Ou podemos começar em 1995, quando fiz um buraco na porta do meu quarto enquanto escutava o Smells Like Children, o EP que veio depois do seu álbum de estreia em 1994, Portrait of an American Family, e seguido pelo Antichrist Svperstar; todos os três que foram produzidos pelo já estabelecido Trent Reznor. O Antichrist ajudou a trazer o punk e a música industrial em um novo domínio demoníaco de surrealismo pop, uma pílula mais fácil de ser engolida pelas massas Americanas. Ou podemos começar com o fato de que o novo disco do Manson, Born Villain, vai sair em Fevereiro pela Cooking Vinyl Records e o selo do Manson, Hell, Etc. Villain é o primeiro disco do Manson em três anos e é o seu oitavo de estúdio, e seu primeiro sem a gravadora de longa data, Interscope. Ou talvez devemos começar onde começamos: Deus, pelo que o Marilyn Manson, basicamente, é considerado; não meramente por sua legião de devotos, mas incontáveis jovens dos anos 1990.
 
Marilyn Manson vive em cima de uma loja de bebidas em Hollywood. Já pertenceu ao Billy Zane, e Manson visitou pela primeira vez sua futura casa quando ele acabara de chegar em Los Angeles, e estava tentando a vida como músico. Agora é a sua toca perfeita: Um estúdio de gravação, um quarto com uma "sala de garotas más" (era algum tipo de chuveiro ou sauna que agora é um recinto de vidro fechável à prova de som) e um espaço enorme e preto que serve como uma sala de cinema, bar, estúdio de arte, e um antro para congregação. Esse é o lugar onde o Manson me leva quando ele abre a porta de metal denso (possivelmente à prova de balas) para sua casa. "O que você bebe?" ele pergunta. Digo a ele que qualquer coisa que ele tiver e começo o meu primeiro de vários copos de absinto. O que acontece em seguida é um pouco embaçado, mas é lindo. Manson está no topo da lista de pessoas que quero conhecer e nos demos bem assim que eu rezei para os cachorros pretos do inferno. O que significa muita bebida. E após uma falha tecnológica do meu gravador digital e o backup do gravador analógico com a então desconhecida aptidão para gravar a voz profunda do Manson e todo o disco que escutamos juntos - vou jogar esse na conta. Então vamos ter que partir da minha memória nada confiável da noite.
 
As primeiras frases que o Manson fala pra mim são sussurradas. Ele ajoelha ao meu lado enquanto eu estou afundado em uma cadeira grande e preta. Alguns músicos e amigos sentados no monstruoso sofá preto encarando a grande parede branca que serve como uma tela de cinema, que estava embriagada com o rosto de Jeremy Prusso chorando histericamente. Eles estão assistindo um antigo screener do filme I Melt With You, uma cena em que (alerta de spoiler) um cara barbudo tira sua barba e então se mata. Lembro de observar que Wes Anderson monopoliza o mercado de tirar-a-barba-e-então-se-matar, mas então Manson diz que existe um tipo de conexão entre a remoção de pelo e uma urgência intensificada da morte. Vamos voltar a isso.
 
No canto da sala estão incontáveis quadros gigantes. Incontáveis porque são vários, talvez trinta, mas também porque eles estão espalhados e quase empilhados um em cima do outro. Marilyn Manson é um artista fenomenal, cujo os retratos incríveis são versões demoníacas de amigos, aberrações, bastardos e seus amados: Eles são estudos do obscuro e sombras danificadas da beleza de tirar o fôlego.
 
Sentamos em seu estúdio de gravação e escutamos o disco por horas. Brinco com a guitarra que ele escreveu o Antichrist. Brinco com uma arma. Ele me mostra o filme que o Shia LaBeouf dirigiu para a faixa-título do Born Villain. Manson esteve fora de cena por um tempo, aparecendo em alguns eventos aqui e ali, mas geralmente reclusivo, então eu pensei que ele fosse me manter a uma certa distância, se fechando em sua mente. Mas, na verdade, ele é um cara maravilhoso. Talvez seja porque somos almas parentes. Ou talvez ele seja, na verdade, o gênio gentil que ele sempre foi descrito durante seus piores escândalos. Lembro que não queria ir embora. Lembro de sua gata branca, a Lily. Lembro de várias comidas do IHOP. Manson me mostrou um livro que Hunter S. Thompson dedicou a ele, um presente antes do escritor tirar sua própria vida. "Vê aquela boneca? Pegue." É uma boneca tipo manequim no chão, usando uma peruca loira, com vários machucados e é pesada pra caralho. "É pesada pra caralho", eu disse provavelmente. "Estou alugando-a a 150 dólares por dia," eu definitvamente lembro dele dizendo isso porque é uma extravagância única. Mas honestamente, eu lembro de várias citações incríveis, mas, naturalmente, as que eu lembro são as que eu não posso (não vou) repetir.
 
O principal, eu lembro que o disco é incrível. É feito para dançar e para foder, hino bestial, perfeito para aquelas horas turbulentas e insurrecionais. A música do Manson sempre foi feita para os enfurecidos e suprimidos, perfeita para a chave da angústia geracional, mas há maturidade aqui. E definitivamente mais depravação, indicativo do sexo visto em prime-time e coberturas de guerra via Internet, i.e transparência em todos os lugares errados (como atos horrendos da humanidade) e nenhum lugar certo.
 
Manson me diz que recentemente ele tem pintado com tinta de tatuagem. Pergunto se ele tem uma máquina de tatuagem e ele aponta. "Vamos usá-la." eu digo. "Vamos começar com a barba," ele diz, se referindo a minha situação grisalha que teve vários momentos constrangedores e de paciência. Lembro da correlação entre preparação e morte. Ele tira uma navalha. E então o meu sonho de ver o Marilyn Manson vindo até mim com uma gilete vira realidade.

O site da rádio Francesa Oüi FM confirmou que o Manson tocará em Paris, no Zénith, no dia 5 de Junho. Os ingressos começam a ser vendidos amanhã, 13 de Janeiro.

Segundo o site da marca de baquetas Regal Tip, o baterista Jason Sutter (Chris Cornell, New York Dolls) será o substituto do Ginger na turnê do novo disco, Born Villain. A informação ainda não é confirmada por ninguém, mas assim que sair alguma nota oficial, divulgaremos aqui.

 

 

 

 

 

 

 
 

A revista Americana V traz na próxima edição uma entrevista com o Manson falando sobre o novo disco, Born Villain. Amanhã (12) já estará disponível nas bancas e assim que tiverem scans, postaremos aqui!

O site da revista Americana Revolver está com uma enquete para saber qual o disco mais aguardado deste ano. Para votar no Manson, basta clicar aqui. Ele está concorrendo com Cannibal Corpse, Black Sabbath, Hellyeah, entre outros.

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10.01 @ Van Buren
12.01 @ House of Blues
13.01 @ House of Blues
16.01 @ Fox Theatre
19.01 @ The Complex
20.01 @ Fillmore
23.01 @ Aztec Theatre
24.01 @ House of Blues
26.01 @ Shrine Mosque
27.01 @ Brady Theatre
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KILL4MESAY10We Know Where You Fucking LiveMarilyn Manson - Prêmio de Ícone pela Alternative Press (2016) Third Day of a Seven Day BingeThe Mephistopheles of Los Angeles


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