Manson está relacionado entre as 25 melhores capas de todos os tempos da revista Americana SPIN.

Fevereiro de 1998

Manson tirou onda dessa capa mais tarde no mesmo ano no videoclipe da The Dope Show. Nele, seu rosto aparece na capa da revista SPUN.

Confira as demais capas aqui.

Acabamos de adicionar uma entrevista feita em 1999 pela revista Metal Edge. Leia abaixo:

Revelações de um Alien Messias

Por Paul Gargano

 

Os cosmos, obviamente, estavam esperando lançar algum acordo quando o homem de aparência inofensiva que eu pedi por direções apontou para mim, sussurrando, “Deus abençoe, qualquer que seja sua intenção,” enquanto entrei no carro alugado indo em direção ao restaurante onde eu estava indo encontrar o Marilyn Manson. Segundos depois, eu estava mais uma vez abrigado no congestionamento que eles chamam de tráfego de Los Angeles, envolto na grandiosa Terra do Nunca de inspiração Hollywoodiana, que é a última obra do Manson, o Mechanical Animals, um mundo onde um balanço Zen é rompido pela anarquia induzida no final de uma corda retorcida. Eu tive que rir da ironia gotejante enquanto Rock is Dead explodia nos alto-falantes, o trecho “God is in the TV” falado sem pensar enquanto o Anticristo mais publicado da América estava no banco do passageiro. Acima da rua na minha frente, uma placa avisando as virtudes de “Must-See TV.”

As coisas sempre parecem funcionar dessa maneira quando o Manson está por perto. As histórias se escrevem por elas mesmas, introduzido personagens para cor, os menosprezando por drama, e eclipsando a face padrão pela indústria musical de hoje, com uma odisseia viva que coloca a música de volta ao espetáculo que já foi aproveitado. Caso em ponto, sua recente turnê com o Hole, um pacote que depositou duas das maiores estrelas em uma batalha rock n´ roll de egos. “Ela ainda tem potencial, que é o único motivo pelo qual eu a chamei para fazer a turnê,” Manson - cuidando da ressaca em um restaurante vazio em Hollywood – disse sobre a Courtney Love, poucas semanas antes de começar a pequena turnê. “Não sei se ela ainda quer arrasar, mas acho que ela quer. Qualquer coisa eu posso ajudá-la a voltar onde ele começou com a turnê.” Talvez. Ou talvez a coisa toda estava destinada a implodir no primeiro dia, acabando duas semanas depois em frente a um público nativo para duas bandas. Disse Manson após o incidente: “Nosso show está maior e melhor que nunca e o Hole deixando a turnê não alterará em nada nossos planos.”

O encontro aconteceu como agendado, com Marilyn Manson e Monster Magnet – a maioria concordaria que o par nunca precisou do apoio de Love parar começar – assediando a América do Norte em uma turnê que ainda está deixando o fogo e enxofre na vigília. Como Manson detalhou naquela tarde, ele nunca o teria de outra forma...


Essa atual turnê baseia-se no espetáculo da sua última turnê Americana...

Está maior e melhor. [Na última turnê] nós meio que limitamos o que poderíamos fazer. Tentamos tocar muito material para dar às pessoas o valor do dinheiro delas. Esse show vai estar mais focado no que eu quero fazer originalmente. Três partes diferentes, que são bem separadas, se encontram e fazem um grande show.

É feita no conceito do Mechanical Animals?

É muito mais focada. O show começa em torno da minha ideia no Mechanical Animals, então me sinto como um Alien Messias tentando juntar todas as outras pessoas que se sentem da mesma maneira. E então vira uma coisa glam rock exagerada, e acaba com o perigo do poder, que vira o Antichrist Svperstar.

Observando seu sucesso, você virou o modelo para legiões de fãs. Muitas pessoas acham que você “traiu seus seguidores”. Você ainda acha que está sendo o que todos esperam que você seja?

É uma situação difícil porque, para mim, minha natureza sempre tem sido tentar e ser algo diferente do que está ao meu redor. E se o que eu estava fazendo virou um tipo de moda, então não tinha razão para mim em fazer porque era uma autoderrota. Não é que eu decidi não usar mais maquiagem, colocar um par de jeans e começar a cantar músicas folks. Acho que o que eu fiz apenas evoluiu e tornou-se um pouco mais sofisticado. Percebi que desde o Antichrist Svperstar significou tanto na minha transformação pessoal, que os fãs provavelmente, do seu próprio jeito, cresceram daquilo também. Tenho certeza que ninguém quer ficar preso em uma ideia. Acho que as pessoas vão a um show e elas querem se sentir libertadas. Elas querem a música para ser um escape. Emular suas bandas favoritas não é cultuá-las. Acho que é o jeito deles de dizer, “hey, acredito na mesma coisa que você,” e é melhor que acreditar no resto do mundo, que não tem fé em nós. Se alguém se sente traído, acho que eles estão olhando para isso de um ponto de vista banal, porque eu me senti assim fazendo o álbum, eu me relacionei aos meus fãs mais do que nunca porque ser empurrado a uma posição de fama e morar em lugar como Hollywood, me fez sentir super alienado. É quase do mesmo jeito que você se sente no colegial, onde se você é popular, todos te odeiam, e se você não é popular, não pode sair com quem é. É como uma grande versão estranha do colegial. Senti que eu tinha mais em comum com meus fãs do que nunca.

Você é um dos populares agora.

Bem, eu fiquei preso sendo um dos populares, mas ainda sou um nerd.

É quase engraçado o quão mainstream você se tornou.

Tem sido sempre importante, pra mim, tentar alcançar muitas pessoas e, eu acho, intencionalmente ou não, que o Mechanical Animals teve muito – o assunto e musicalmente – do que as pessoas poderiam se relacionar, porque era mais sobre ser humano. Não foi uma questão de tentar ser mais comercial, não acho que tenha conseguido qualquer sucesso comercial maior, como ser tocado no rádio. Ainda estou sendo tratado da mesma forma. Acho que é uma coisa irônica e legal para mim, fazer uma música pop, mas com a letra contendo o tipo de coisa que digo. Que, para mim, é mais legal que fazer uma música que uma pequena quantidade de pessoas irão escutar. Eu prefiro que várias pessoas escutem.

Não há nada como escutar I Don´t Like the Drugs no rádio!

Acho que nunca ouvi a palavra “drogas” ser mencionada tantas vezes em uma música e tê-la tocando no rádio!

Explique a música Rock is Dead e o trecho “Rock is deader than dead”.

A declaração está em alguns níveis diferentes. Primeiro de tudo, era pra ser sarcástico, porque essa música é bem rock. Musicalmente ela faz homenagem à School´s Out do Alice Cooper, Jean Genie do [David] Bowie e The Passenger do Iggy Pop. Eu referenciei deliberadamente todas essas ótimas músicas glam para dizer “O rock não está morto”. Em outro nível, eu estava dizendo que tantas pessoas tentaram suprimir não só a mim, mas a música em geral – tanto faz se é a direita Cristã ou o hip-hop tentando desalojar ou tomar o controle. Também, fizemos tudo que podemos no rock. É difícil criar algo novo, que é legítimo. Você pode fazer coisas que são barulhentas, você pode fazer coisas sem harmonia, mas toda a ideia do rock já foi feita, então você apenas pode reanimar algo que já está morto. A música é tipo um zumbi agora, de qualquer forma. A música apenas teve vários níveis diferentes e era só pra ser uma música que mostra o quão fácil é o rock.

As vendas Americanas ainda não chegaram a ser platinum. Com toda a atenção que você conseguiu, você está decepcionado?

O que é engraçado, é que é muito porque a tecnologia está sendo colocada nas mãos de pessoas erradas, a mídia está empregando mal o Soundscan e coisas assim. É estúpido que meu álbum tenha estreado em primeiro lugar e que em quatro meses eu vendi tantas cópias quanto o Antichrist Svperstar em dois anos. Tudo está indo bem, e então alguém diz, “Bem, é decepcionante”. É decepcionante ter vendido só 175,000 cópias na primeira semana? Acho que é só esse mau uso que vai até a mente dos jovens e eles pensam, “Nossa, talvez essa coisa do rock tenha acabado. Vamos escutar isso aqui, então.” Acho que é uma coisa negativa que as pessoas fazem o mau uso dela.

Com toda a exposição dada aos “super astros,” você acha que as expectativas elevadas do público são saudáveis?

Depende de quem você é. Para mim, e até para a Courtney, porque a mídia nos fez como celebridades heróicas, porque somos tão famosos quanto Garth Brooks, Michael Jackson, Cher ou Madonna, as pessoas meio que esperam o mesmo da gente. Mas tenho orgulho do que faço; é tão mais controverso e muito mais provocante do que qualquer outro artista pop hoje em dia... Apenas por ser um artista pop em qualquer nível e fazer o que eu faço, é uma conquista pra mim. Me sinto bem sabendo que estou passando uma mensagem que a maioria das pessoas nunca escutariam, e estando apto a fazer vídeos que a MTV passa direto e não são típicos.

Você gosta da mídia, ou você ressente o fato de que eles te transformaram em um tipo de ícone?

É mais que um desafio. A mídia virou outro elemento do que eu faço. Dar entrevistas é tão importante quanto escrever uma música. Muitas pessoas não levam tão a sério quanto eu, mas no final tem que ser. Estou dando muito mais entrevistas agora, mas depois de ter escrito um livro eu fiquei realmente cansado de dar entrevista porque me canso de responder as mesmas perguntas. Espero que não seja porque fiquei mais velho, mas eu tenho uma atitude melhor diante de tudo. Acho que ainda estou muito negativo e muito decepcionado. É o meu alimento. Gosto muito da onde eu estou, e não vou aceitar só isso. Gosto do fato da banda ter tantos fãs que as pessoas se importam o suficiente em escutar que porra temos a dizer.

Então você não ressente toda a atenção?

Às vezes, depende do meu humor. O que eu não gosto é quando estou no aeroporto, por exemplo, e alguém que eu tenho certeza que não é um fã vem até mim e pede um autógrafo ou algo assim. Normalmente eu apenas diria, “Não”, mas agora eu tenho um teste – Eu digo, “Pode dizer o nome de três músicas do meu CD novo?” Se eles não disserem, eu digo, “Quer saber? Desculpa. Compre o CD e escute…” Porque essas são as mesmas que assim que você virar as costas, vão dizer “Esse cara é um cuzão do caralho”. Mas mesmo assim eles querem um pedaço seu.
Isso eu não gosto. E as pessoas ficam putas também. Muitas vezes pessoas virão até mim e vão dizer, “Hey, posso tirar uma foto?” E eu vou dizer “Sabe, não quero agora.” “Mas eu sou um grande fã” “Bem, quer saber? Espero que você entenda; eu só não quero” E então eles dizem “Vai se foder, você é um otário, não queria sua foto mesmo”. Bem, você sabe, eles não são fãs porque eles não agiriam assim. Eu tento pensar em quando eu era mais jovem e se visse alguém que eu admirasse – Eu ficaria com muito medo de até me aproximar deles e começar a gritar.

Da última vez que nos falamos, você disse que esperava divulgar esse álbum de uma maneira um pouco diferente que na prática tradicional. Isso ainda está de pé?

Acho que nos concentramos em fazer desse um sucesso mundial. Várias bandas – White Zombie, KoRn – não se importaram em fazer turnê pela Europa. Eles não acharam que seria vantajoso, mas para mim valeu muito a pena porque há fãs lá, não significa que eles não se importam comigo. Acho que nos concentramos nisso tudo. Fizemos um pouco na América, agora faremos muito mais na América.

Essa turnê está indo até o final de Abril. Haverá uma turnê de verão?

É uma possibilidade. Há conversas sobre o Woodstock. Há conversas sobre várias coisas. Provavelmente faremos mais alguns shows após finalizarmos porque tem algumas cidades que não fomos.

Você vai voltar as atenções para seu filme?

Vou focar no filme, mas acho que a parte boa é que filme gira muito em torno do álbum, particularmente algumas das partes integrais como Coma White e Great Big White World, e a história que inspira tudo isso. Não tenho muita certeza de quando as coisas vão acontecer. Sei que eu quero começar a trabalhar nisso no verão, e, esperançosamente, acertá-lo pelo fim do ano, ou bem no começo do próximo se eu conseguir fazer rapidamente.

No que é baseado?

Bem, a história foi algo que tive na minha mente e é da onde as músicas vieram. Já que as músicas aconteceram, a história meio que cresceu também. É tudo uma metáfora para minha própria vida, mas a história, sem ir muito longe, é feita em uma distopia alternada de Hollywood, onde tudo é levado ao extremo. É um tipo de pior pesadelo do Andy Warhol, combinado com cientologia e comunismo. Você imaginou que tudo foi tão longe quanto alguém poderia ir, com o jeito que as estrelas são tratadas. Há muitas referências à maneira que vejo John F. Kennedy como um Cristo dos dias modernos e como a religião brota disso. É uma história bem estranha, mas no final é uma parábola sobre fama e amor e o que importa mais para você. Estranhamente tem um coração, mas não sei dizer se tem um final feliz. O vídeo da Coma White é adaptado do meu script, então será como um teaser, uma dica do que as pessoas podem esperar... Embora eu tenha certeza que elas não vão entender ou deixar um pouco mais claro.

Como você vê Kennedy como uma figura de Cristo?


Primeiro de tudo, a teoria que eu venho pensando desde que tive muita interação com o Cristianismo após fazer o Antichrist Svperstar, é que Cristo foi a cópia heliográfica para a celebridade. Ele foi a primeira celebridade, ou rockstar se você quiser olhar dessa maneira, e ele virou essa imagem de sexualidade e sofrimento. Ele literalmente comercializou – um crucifixo não é diferente de uma camiseta de show às vezes. Acho que para a América, na minha vida inteira, John F. Kennedy meio que tomou esse lugar de alguma maneira. Ele foi colocado como esse ícone e essa figura de Cristo. Eu comecei, na minha versão estranha e drogada de Hollywood, a sonhar com um mundo onde as estrelas mortas são realmente santas. Jackie O[nassis] é um tipo de Maria Imaculada. Isso é o que eu estava pensando quando estava escrevendo o álbum, e eu indiquei isso em várias músicas, como Posthuman.

Há referências no Mechanical que parecem que o álbum poderia ser autobiográfico – continuando o que deixou para trás no Antichrist – e então parece ficar progressivamente mais vago.

Bem, especificamente, sete músicas são mais da perspectiva do Marilyn Manson, e as outras sete músicas são performadas por essa banda fictícia, Os Animais Mecânicos, e são intencionalmente vazios. Elas são como esses hinos para o fim do mundo, vazios, espertos, mas ainda assim um tipo de lixo, de uma maneira. Esse é o motivo pelo qual elas são intencionalmente pops, com referências intencionais ao glam-rock, e muitas pessoas as entendem mal como “Essa é a voz do Manson agora”, mas elas são para serem vistas da perspectiva de uma personagem que é o exagero dos paparazzis, a pessoa que ama tudo. A parte que está por baixo é o que acontece quando a máscara cai. Então, de várias maneiras, quanto mais tempo eu tive para olhar para o álbum, mais vejo que ele realmente me descreve melhor que qualquer coisa que eu tenha feito, porque mostra a Marilyn e mostra o Manson.

Ainda assim é comercial. Na parte de fora, ainda é algo que o rádio domina. Ainda é algo que pode te levar a um público mainstream. Isso estava no fundo da sua mente, ou na frente da sua mente?

Eu também quis isso do Antichrist Svperstar. Eu nunca tentei me manter em um nível que seria underground. Eu queria a beleza do que o underground é, e a beleza de ter ideias subversivas e músicas controversas, e tentar colocar isso em um lugar onde seria útil. Eu não preciso pregar ao convertido. Acho que o que aconteceu foi trabalhar com o Trent [Reznor] no Antichrist Svperstar; sua natureza é de mudar o que, tipicamente, é o rock n´ roll. Ele quer quebrar uma nova barreira e isso é ótimo. Eu aprendi muito com ele. Eu sempre estive mais para o rock n´ roll e heavy metal, e eu quis fazer algo mais controverso com esse álbum. Eu escuto o disco e não acho que seja diferente. Eu quis mostrar o que a banda pode fazer de uma forma um pouco mais amarga.

Não é tão obscuro...

Às vezes é bem obscuro, só não é tão óbvio.

As letras tendem a ser mais obscuras, como oposto à música, então é muito mais sutil. Isso é indicativo da onde você estava musicalmente?

A música que estivemos escrevendo agora é, provavelmente... É dura, muitas pessoas dizem que um álbum representa tudo que você é, porque várias bandas tem um som identificável. Mas, para mim, na época, o Antichrist Svperstar representou o que eu era e ainda representa. Por isso que ainda faz parte do nosso show ao vivo. O mesmo com o Mechanical Animals, mas estamos nisso agora, e acho que é por causa do estado da música, o estado da minha atitude. Eu me foquei muito mais na raiva e decepção, muito como eu fiz escrevendo o Antichrist Svperstar. Acho que o Mechanical Animals foi um álbum mais depressivo. A nova música é super dura e agressiva. Acho que está um pouco mais sofisticada. E, estranhamente, inspirado principalmente no antigo Aerosmith e Guns n´ Roses, como o Appetite for Detruction, esse confunde com o Stooges, que é um tipo de rock cru.

Você sempre foi um fã de Monster Magnet. Alguma relação com eles?

Talvez algo mais audível que o Monster Magnet. Eles são mais desorientados, esse é mais violento. Espero o próximo álbum como sendo extremamente violento.

Mais que tudo que você tenha feito?

Provavelmente. Mas agora, levando em consideração que eu estou aprendendo dinâmicas mais emocionais e musicais, acho que poderia ser um álbum mais balanceado. Se você junta o Antichrist Svperstar e o Mechanical Animals, eles formam um ótimo álbum... Gosto de pegar esses dois álbuns e misturá-los; e isso vira um álbum duplo muito interessante, tipo o White Album [dos Beatles]. Acho que isso é, provavelmente, o que eu esperaria – algo que tem esses altos e baixos extremos. Mas eu não espero que o próximo álbum seja extremamente sarcástico, ou tendo tanto humor quanto nesse último álbum.

O quanto desse álbum foi algo que você previu acontecer? Você sabia que o Mechanical Animals viria logo após o Antichrist Svperstar?

De alguma maneira, partes dele foram coisas que eu quis no Antichrist Svperstar e eu meio que argumentei isso com o Trent. Uma música como Mister Superstar, por exemplo, musicalmente poderia estar no Mechanical Animals, e quando foi escrita – se eu tocasse a demo pra você – soa um pouco mais como o Mechanical Animals. Mas seu estilo de produção muda muito, então... Várias músicas foram um pouco mais estilizadas a partir do que fizemos.

Você teve mais controle? O que você teria feito de diferente do Trent?

Não foi uma questão de controle. Acho que o álbum teria sido feito muito mais rápido e sido muito mais focado. Foi uma época de grande confusão porque ele, provavelmente, estava pensando sobre seu álbum, e muitas coisas que ele queria fazer, e acho que talvez ele tenha projetado algumas dessas coisas na gente, o que eu não me arrependo porque eu amo o álbum e não mudaria nada nele. Foi uma época realmente feia. As profundezas que todos nós nos afundamos nas nossas vidas pessoais foram... Foi uma surpresa que o álbum tenha sido feito. Acho que se fôssemos trabalhar com outra pessoa, provavelmente teria sido bem diferente. Talvez não seria tão grande. Então eu não tento e não penso duas vezes sobre nada.

Você viu a mudança de imagem chegando?

Acho que um empresário provavelmente não poderia ir trabalhar com uma camiseta e ainda operar da mesma maneira, então quando eu estava escrevendo as músicas, comecei a me sentir diferente. Pela imagem ser tão importante, eu comecei a mudar minha aparência, e quando eu cortei o cabelo, me senti uma pessoa diferente. Meio que me senti livre de várias coisas. Não quis continuar vivendo o passado. De uma maneira estranha, é como Sansão e Dalila. Eu não queria me tornar uma pessoa diferente, só quis ir além das coisas.

É mais fácil ser o Marilyn Manson glam do que ser o Marilyn Manson Antichrist Svperstar?

Não, acho que eles são diferentes. É e não é, é diferente. Acho que é uma coisa que nem eu consigo explicar. É apenas para a interpretação da mídia e dos fãs que estou diferente, porque não me sinto assim; veio muito naturalmente. Não foi tipo eu sentar em um escritório com a gravadora e eles disseram “Olha, queremos vender sua imagem de forma diferente ou bla bla bla.” Apenas aconteceu. Não consigo explicar. Você só consegue levar cada coisa além, e eu levo tudo a um extremo.

Você está decepcionado que sua percepção tornou-se algo menos perigoso do que era?

Há muitos problemas nessa turnê, o que eu aceito. Acho que a energia que essas pessoas [negativas] trazem é muito importante, porque faz todo mundo perceber que o que estamos fazendo é importante para a sociedade – e não apenas shows de rock. É isso, mas pode ser muito mais. Eu ainda me sinto tão perigoso quanto antes, e acho que a turnê que fizemos até agora... Particularmente na Austrália... No meio do show, quando virou o Omega e os Animais Mecânicos, começamos a receber respostas bem homofóbicas desses Australianos. Fui machucado no rim com uma garrafa de Uísque que quebrou em mim e então fui acertado na perna com outra. O Pogo teve uma concussão. Eu parei o show e fiquei tipo, “se vocês querem brigar, por que não sobem aqui e fazem isso?” E tinha um cara, que, obviamente foi o cara que jogou as coisas, e ele “Eu quero ir.” Ele foi, ele estava na grade e eu pulei ali com meu pedestal e comecei a bater nele. Os seguranças tiveram que apartar. Não houve escassez de perigo ao longo dos nossos shows. Eu tive que fugir da polícia em Las Vegas na véspera do Ano Novo porque eu queimei uma bandeira Americana ao final do show, eu tive que me esconder no meu quarto de hotel. Foi o meu protesto contra o tratamento dado pelo Bill Cliton, então eu tive que queimar a bandeira pelas pessoas que receberam boquetes. Ainda acho que ele deveria ter citado meu livro em sua defesa.

Há muitas conversas sobre você estrelar um remake do filme House on Haunted Hill. Tem alguma chance disso acontecer?

Não. Eles estavam me enchendo o saco para fazer, e eles me ofereceram muito dinheiro, mas senti que não tinha nada ali que eu gostasse. O dinheiro era tentador, mas é uma coisa extremamente clichê para eu fazer e eu estou bem focado em fazer o meu filme. Vou fazer uma pequena aparição no filme Mulholland Drive do David Lynch, e talvez eu trabalhe com o Clive Barker nesse filme que ele está fazendo – e não é um filme de terror. Esse filme surreal é, estranhamente, sobre arrancadas e velocidade – ambos os tipos de velocidade.*

*Ele fez um trocadilho com a anfetamina, que também é chamada de ‘speed’ (velocidade).

Você se assistiu no South Park?

Eu fiquei me perguntando quando eu estaria lá!  Malditos sejam aqueles caras! Eles são engraçados. Eu os conheci e o jeito que eles se apresentaram foi: “Oi, somos o Trey Parker e Matt Stone. Fazemos o South Park.” Eu estava com a Rose e ela disse, “Oi, sou a Rose McGowan. Faço o Marilyn Manson.”

Parece que ela tem um ótimo senso de humor sobre tudo. Ela até pensou em roubar a cena no MTV Awards...

Absolutamente... Ela tem potencial. Ela é uma pessoa brilhante. Algumas pessoas podem dizer que ela é louca. Eu a acho brilhante. Na verdade, tive uma pequena aparição no filme que ela fez, o Jawbreaker, e a cena é tão metal quanto poderia ser - Tenho um bigode, estou fazendo sexo no estilo cachorrinho e a música que está tocando é Rock You Like a Hurricane do Scorpions. Você não consegue superar. Isso é muito metal!

A entrevista também está na seção Entrevistas, que inclusive terá mais entrevistas em breve, fiquem ligados!

O Twitter do jogo Rock Band anunciou que Manson fará parte do próximo jogo da série com a música The Beautiful People. Artistas como Jane's Addiction, White Stripes, Queen e The Cure também estão na lista que pode ser vista aqui.

O lançamento do jogo será entre os dias 26 e 29 de Outubro de 2010.

Manson adicionou três novos quadros no álbum My Projects do MySpace e também alterou o status de uma forma animadora. Confira:

   

Marilyn Manson: A contagem regressiva para desencadear novas criações começou.
Humor: Com tesão horny

No Facebook oficial da banda, Manson atualizou a lista de membros. Acrescentou Fred (Sablan), que é companheiro de banda do Twiggy em seu projeto paralelo, Goon Moon.

Ainda não se sabe se ele vai assumir o baixo ou a guitarra ao vivo. Na mesma atualização, na parte da gravadora, foi colocado: Informações em breve.

Podemos esperar surpresas boas vindo por aí!

 

A biografia em breve será acrescentada na seção Membros, mas enquanto isso, você pode conferir abaixo:

Fred é um músico de San Francisco, Califórnia. No final dos anos 1990, tocou com a banda punk chamada Crack. Os fãs o conhecem mais por ele tocar baixo e guitarra no projeto paralelo do Twiggy (que ele conheceu através do ex-guitarrista do Nine Inch Nails, Aaron North), o Goon Moon. Antes disso, ele também já tocou baixo na banda Butcher Holler, e participou do álbum "I Heart Rock", que Fred descreve como "Black Sabbath misturado com Roxy Music."

Primeiramente ele foi guitarrista, mas vem focando-se mais no baixo agora. Entre suas influências musicais, estão bandas como Primal Scream, UNKLE, Iggy Pop, Sonic Youth, Silver Apples, entre outras. Fred também tem um projeto chamado Birthday Twin.

Ele foi confirmado como membro da banda no dia 24 de Julho de 2010, em uma atualização do Facebook.

 

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10.01 @ Van Buren
12.01 @ House of Blues
13.01 @ House of Blues
16.01 @ Fox Theatre
19.01 @ The Complex
20.01 @ Fillmore
23.01 @ Aztec Theatre
24.01 @ House of Blues
26.01 @ Shrine Mosque
27.01 @ Brady Theatre
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KILL4MESAY10We Know Where You Fucking LiveMarilyn Manson - Prêmio de Ícone pela Alternative Press (2016) Third Day of a Seven Day BingeThe Mephistopheles of Los Angeles


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