O Steve adicionou mais dois vídeos da banda e um deles é pro-shot! Infelizmente não estão completos, mas mesmo assim vale a pena.

Rock is Dead

The Beautiful People

Voltando com as votações, agora o Manson está na lista de "Melhor vocalista internacional" no Terra. Na MTV o Manson não está de fato concorrendo, uma vez que qualquer banda pode ser votada, mas é o seguinte: O programa TOP 10, que é transmitido de Terça a Sexta-Feira às 11:00 e aos Sábados ao meio dia, vai passar os 10 clipes mais votados, então escolha o Manson!

Para votar nele como melhor vocalista, clique aqui. O processo é o mesmo da votação para melhor banda internacional.

Para escolher um clipe da banda no TOP 10, clique aqui. Digite o nome dele e depois escolha um clipe da lista. Pode votar quantas vezes quiser.

 

Obrigado ao Anderson pelo link do TOP 10.

O site Terra está com uma votação: Qual a melhor banda internacional? Várias bandas estão na lista e, entre elas, claro, está o Manson. Atualmente ele ocupa a 22ª posição com pouco mais de 2.000 votos, portanto, vote!

Basta clicar aqui e descer a página até onde está a foto da banda e clicar nas 5 estrelinhas.

 

Obrigado ao - Syn. pela notícia.

Vocês lembram bem que o Steve colocou vários vídeos da banda no Youtube, certo? Agora ele postou mais um; um pequeno trecho da Little Horn, mas infelizmente não sabemos de qual show é.

Chris Vrenna foi entrevistado por Rafi Shlosman no site VampireFreaks.com e falou sobre seu passado, presente e futuro musical, incluindo os planos para o CD novo! Confira a entrevista completa abaixo.

 

Se você está se perguntando o que Chris Vrenna tem feito além do Manson, tudo que você precisa fazer é ler os créditos da maioria dos CDs que você tem comprado nos últimos 20 anos. Ele tem estado no mix de algumas músicas dos artistas mais importantes, undergrounds ou não, esse cara trabalhou com eles. Ele pode tocar as baterias, programações, arranjos, mixagens, trilhas sonoras, vídeo games etc. Ele era um dos membros originais do Nine Inch Nails, formou sua próxima banda, a brilhante Tweaker, e chamou a atenção de muitos; de 16Volt, U2, Metallica e muitos outros. O fato é que Chris Vrenna  não é diferente do Rei Midas, onde tudo que ele toca, vira ouro.

Mesmo apesar de seu passado; uma lista longa de créditos e um Grammy, ele ainda é uma das pessoas mais humildes que você poderia esperar conhecer. Eu encontrei com o Sr. Vrenna enquanto ele retornava de um ano em turnê com o Marilyn Manson para falar tudo sobre o seu passado, presente e futuro. Então sente-se e se prepare para ser verdadeiramente levado em uma jornada de inspiração, trabalho duro e momentos memoráveis. É com grande honra que introduzo a você Chris Vrenna:

 

Sei que você se mudou para Chicago nos anos 1980, entretanto, não tem muita coisa sobre antes disso. Qual foi sua formação e o que acendeu suas primeiras educações na música? E o que te trouxe a Chicago?

Eu tive uma grande base musical. Comecei a ter aula de bateria quando tinha seis anos. Meu pai costumava me levar às paradas toda hora e notei que eu marcharia no tempo com todos e quando estávamos em casa e a TV estava liga, eu faria barulhos junto com qualquer música que eu escutasse. Meu pai me levou para conhecer um baterista de jazz; no começo eu hesitei por causa da minha idade, mas decidi me dar uma oportunidade. Tive lições com ele durante 10/12 anos. Durante essa época eu também fiz orquestra jovem e várias aulas de música. Havia um grupo de teatro local que fazia produções tipo o “Grease” e “Pippim” e eu toquei bateria para eles por duas temporadas. Também toquei em marchas. Tudo que você disser eu tentei me envolver. Eu nunca tive algo onde eu penssasse que essa música é “legal” e essa música “não é legal,” para mim música era somente música.

 

Bem, é sempre importante manter uma mente aberta e não se focar em um gênero. Então o que te levou a deixar Chicago?

Bem, depois que eu me formei no colegial, eu fui para Kent State em Ohio. Eu estava crescendo em Eerie e Trent (Reznor) estava em uma cidade chamada Mercer (bem no meio entre Eerie e Pittsburg). Eu estava tocando em uma banda que meu tecladista conhecia o Trent – que na época estava em outra banda. Mais tarde Trent mudou-se para Cleveland e começou a banda Exotic Birds, que enquanto eu estava em Kent State, eu queria ir até lá e dar uma olhada neles. Depois de sair algumas vezes com o Trent, nos tornamos grandes amigos e eu acabei me tornando um membro do Nine Inch Nails.

Então eu me mudei para Chicago entre 1990 e 1993, logo depois do “Pretty Hate Machine” e Trent acabou indo para New Orleans pela primeira vez. Eu adorava toda a cena “Wax Trax” e era maravilhoso sair ali. Eu acabei conhecendo uma banda chamada Die Warzau e me tornei um amigo da banda, ajudei eles em um álbum e toquei na turnê. Eu também toquei bateria no KMFDM naquela época – na turnê “Money.” Na banda Die Warzau eu conheci um cara chamado Christopher Hall e nos tornamos ótimos amigos. Trabalhei em algumas faixas com ele que acabaram tornando-se parte do primeiro álbum do Stabbing Westward. Eu adorava Chicago na época, e a cena era muito comunicável. Era tipo Nova York, mas com uma mentalidade bem do meio-oeste.

Acabei deixando lá e mudando para Los Angeles, onde encontrei o Trent e o ajudei a gravar o “Broken.”
 

Falando do Wax Trax e a turnê com o KMFDM, como foi trabalhar com alguém como Kaptin K?


Foi bem legal. Era o Sascha, En Esch, Gunter Schulz e o Mark Durante na época. Foi um ótimo lugar para estar. Todo mundo conhecia todo mundo e todos se respeitavam, não importava o quão grande as bandas eram. Parecia que todo mundo estava trabalhando junto para vir com material e muita coisa boa vinha dali. Parece que isso está faltando na música atual. Eu costumava comprar qualquer álbum que fosse Wax Trax, só porque eu adorava o estilo da música que eles faziam e eu sabia que ia gostar.

 

Eu lembro dos antigos LPs do Wax Trax que tinham todos os álbuns que a gravadora estava lançando bem ali na manga.

Verdade, você está certo, tinha esquecido disso. Era quase como uma lista “já tenho, já tenho, preciso, já tenho...” [os dois rindo]

 

Logo depois que você se tornou um membro do Nine Inch Nails, como foi estar na banda durante a época que eu consideraria a melhor? O que você sente que o Trent te ensinou e vice-versa?

Nossa, isso é difícil e tem muita coisa para falar. Quando começamos em um estúdio em Cleveland, havia muitos experimentos. Nos especificamos muito em arranjos naquela época. Isso foi muito antes dos Pro-Tools, então tínhamos que usar muitas fitas para pegar tudo gravado. Eu ficava muito tempo tentando e pegando tudo para sincronizar. Quando o Trent estava trabalhando em programação no computador, eu estaria trabalhando no console, e quando ele estivesse trabalhando nos vocais, eu estaria fazendo os arranjos. Tivemos um grande relacionamento e então trabalhamos bem. Com uso de ambos os nossos conhecimentos, tudo estava bem coberto no estúdio.

 

Em algum lugar daquela época, você começou seu próprio projeto chamado Tweaker (que eu assisti abrindo para o Skinny Puppy). O que te levou a começar esse projeto e o quê você estava procurando para realizá-lo?

É, eu comecei o projeto logo após deixar o Nine Inch Nails (1997/1998). Engraçado você mencionar aquela turnê; foi a única que o Tweaker fez. Foi uma grande turnê, você sabe que é engraçado que eu devo ao Skinny Puppy toda a minha carreira, duas vez agora. Antes do NIN ter assinado com a TVT, ele estava falando com a Nettwerk Records sobre assinar com eles. O Skinny Puppy, que estava na gravadora, estava na turnê VIVIsectVI na época (1988). O Skinny Puppy estava indo para Cleveland e eles tinham por volta de oito datas para o fim da turnê. A gravadora percebeu que estávamos indo para a mesma gravadora (o que não deu certo no final) e poderíamos nos juntar a eles no resto da turnê. Claro que dissemos “que foda!” porque era nossa banda favorita. Então tínhamos 4 dias antes de eles virem para a cidade e não tínhamos ideia de como tocar esse material ou o que tocar ao vivo. Ficamos por volta de quatro dias tentando vir com um set de 30 minutos de músicas do “Pretty Hate Machine.” Nós não tínhamos um tecladista, então eu toquei. Tínhamos um grande amigo que tocou bateria e Trent tocou guitarra e cantou. Tínhamos um gravador enorme que ficou no meio do palco. A coisa sobre esses gravadores é que você só poderia colocar duas músicas em um dos lados, então eu tive que mudar a fita durante o set. Enquanto eu mudava as fitas, o Trent ou falaria com o público ou tocaríamos sons de um emulador. Tínhamos também uma bolsa cheia de fitas que acabaríamos cobrindo todo o palco; e quando eu digo isso, é o palco todo, mesmo: a bateria, o chão, ao redor do gravador etc. [os dois rindo]

Agora vamos para 2004 e o Tweaker estava lançando o segundo álbum. O Skinny Puppy estava procurando por uma banda de abertura para a turnê e eles acabaram escolhendo o Tweaker. Então, novamente, estou aqui prestes a abrir os shows do Skinny Puppy e não sabia o que tocar. O jeito que o Tweaker fez – com cantores colaborando com o vocal e apenas o jeito que eu e o Clint (Walsh) fazíamos as coisas, nos perguntamos como faríamos ao vivo. Eu queria ficar longe de gravadores ou qualquer coisa do tipo, então eu usei muitos loops através do set de bateria e tudo foi feito usando gatilhos. Eu estava conversando com cEvin (Key) e disse que “Agora é a segunda vez que estou abrindo o show de vocês (minha banda favorita) e foram dois momentos embaraçosos. Segunda vez agora e eu não tenho ideia do que fazer, de como fazer um show. Então obrigado por fazer minha carreira por duas vezes.” Ele sabia que estávamos tentando e ele estava bem interessado. O Skinny Puppy tem os caras mais fodas, gosto demais deles.

 

E eles ainda fazem turnê por um ano.

Sim. Já os assisti ao vivo muitas vezes. Eu os vejo desde a turnê Mind: The Perpetual Intercourse (1986) e desde então eu não perdi nenhuma turnê. Eles são os melhores.

 

Um dos pontos altos do Tweaker é a colaboração vocal do lendário Robert Smith do The Cure. Como ele veio a emprestar os vocais e como é trabalhar com ele?

Honestamente, ele apenas fez os vocais porque eu realmente o queria para fazer isso, e eu perguntei para ele, simples assim. Meu empresário na época me perguntou quais pessoas eu queria trabalhar, então fiz uma lista de artistas. Robert sabia sobre o primeiro álbum do Tweaker então quando seu empresário o contatou, ele se interessou. Foi ótimo embora todas as diferentes colaborações que fizemos para a banda; todos que eu perguntei, disseram sim. Embora Geddy Lee (Rush), um dos meus favoritos, tenha desistido. E eu quero dizer, fala sério, Rush é uma das maiores bandas que existem.

 

Bem como um baterista que você não pode esquecer: Neil Peart.

Ah, sem dúvida, ele é um dos melhores. Se você não gosta do Neil, então você tem que jogar suas baquetas fora. Assisti a vários shows do Rush.

Enfim, ele estava querendo muito fazer a colaboração. Tudo estava indo bem até chegar a hora de assinar o contrato e ele ter que desistir, infelizmente, devido ao aniversário de 25 anos da banda com o álbum “Cover to Cover.”

Mas para o Robert foi uma época perfeita. O The Cure estava dando um tempo das composições e shows, então ele passou o ano trabalhando com outros artistas. Felizmente o Tweaker foi uma das bandas que ele escolheu. Clint e eu escrevemos uma porção de material então mandamos oito deles pro Robert escolher em qual ele queria trabalhar. Ele acabou escolhendo uma eletrônica, o que foi ótimo, uma vez que não esperávamos que ele escolhesse. Dali apenas trabalhamos mandando sessões de Pro-Tools um ao outro pelo correio. Mais tarde teve um festival de uma rádio e o The Cure estava lá. Encontrei e saí com ele. Ele é bem legal.

 

Tenho que perguntar. Houve rumores de um novo álbum do Tweaker saindo em 2008 – que não aconteceu. O que houve e ainda há planos para novo material no futuro?

Chegamos ao ponto onde metade da música para o álbum estava pronta, mas o que houve foi Marilyn Manson. A turnê do Tweaker foi o que me levou ao Manson. Antes da turnê eu não tinha estado na estrada desde o Nine Inch Nails em 1995, junto com o David Bowie. Eu estive em estúdio por oito anos fazendo música para vídeo games, remixando e produzindo, então eu realmente quis voltar para a estrada. Eu estava conversando com o empresário do Manson e dizendo o quão eu senti falta disso e por volta de dois meses, por pura coincidência o Ginger caiu do palco na Alemanha. Ele se machucou seriamente; teve várias contusões e ossos quebrados. Recebi uma ligação do Tony (empresário) de que eles realmente me queriam para preencher a vaga do Ginger para o resto da turnê do Lest We Forget, eu disse “claro, quando são os ensaios?” Ele me disse onde era e o horário e eu deveria ir logo. Pensamos que fôssemos ficar em turnê por seis semanas e as coisas realmente ferveram; então acabamos ficando na estrada por um ano.

Agora acabamos a turnê e estou indo para minha nova casa. Clint e eu saímos para jantar recentemente e falamos sobre como deveríamos nos juntar e gravar um novo album esse ano. Então talvez haja um esse ano.
 

Ok, voltando um pouco. Quando você estava no NIN, você colaborou com o Al Jourgensen em estúdio. Como foi trabalhar com o Al e quantos momentos quimicamente induzidos houveram?

É, definitivamente houve vários momentos desse tipo, eu estava bem drogado na época. O Al estava muito por dentro de Quaaludes. Eu o pedi para tentar e ele continou dizendo “não, cara, não sei...” e eu responderia “sério, vai se foder, cara.” O Al me apelidou de “Pod Boy.” Quando eu finalmente voltei algumas horas depois, eu vi Al jogando a última parte do creme de barbear e todos no quarto estavam rindo histericamente. Eles rasparam minha cabeça enquanto eu estava chapado. Eles continuaram rindo e disseram “sim, cara, eles te foderam, aqui está uma faixa de coca para te acordar.”

Foi ótimo trabalhar com o Al; novamente aquela era Wax Trax era maravilhosa e muita música boa vinha dali.

 

Sei que muitas pessoas queimaram suas cópias do “In Case You Did´nt Feel Like Showing Up”

Aquela turnê foi provavelmente a melhor já feita. Com Mart Atkins e Bill Rieflin tocando bateria juntos. Aquilo foi insano.

 

Falando no trabalho de produção, você tem uma lista sem fim de bandas que você ajudou a produzir/remixar/fazer arranjos (todo mundo, de Metallica até 16Volt)

Bem, eu sabia que você não falaria sobre o U2! [os dois rindo]. É, várias pessoas vêm até mim e dizem que aquele álbum do 16Volt (“SuperCoolNothing”) – que eu trabalhei – é um dos favoritos. Eric é uma grande pessoa e uma das mais talentosas que eu já trabalhei. Ele vem com materiais maravilhosos e ainda faz isso, o que é sensacional.

 

Quais artistas que você trabalhou mais mudaram e influenciaram você?

Há tantas pessoas que eu trabalhei e em campos tão diferentes que certamente me fez uma pessoa mais arredondada. Às vezes fazendo remixes e às vezes tocando bateria nos álbuns. Com alguns eu fui e ajudei com o trabalho de programação. Com o Metallica eu fui levado como um cara dos Pro-Tools. Na época o Pro-Tools era muito novo e eu era um de provavelmente dez que sabia como mexer. Foi em um dos shows do Nine Inch Nails e eles me perguntaram o que eu iria fazer depois da turnê. Eu disse a eles que passei o Natal e eles perguntaram se eu queria morar com eles durante um tempo. Eles precisavam de outro cara de Pro-Tools e, uma vez que eu era baterista, trabalhei com o Lars.

Eu tive sorte de trabalhar com vários ótimos produtores e arranjadores. Sempre fui um fã de perguntar coisas. Nunca tive aquilo de “não sabemos o que dizer porque isso é um segredo.” As pessoas sempre foram bem abertas e dispostas a ensinar. Foi maravilhoso ver alguém como o Flood trabalhar, ver como ele criou todos os sons para bandas como Depeche Mode, PJ Harvey e Pop Will Eat Itself.

Uma das melhores experiências para mim foi quando eu fiz o remix para o U2. Nosso remix foi para a música “Elevation”; o remix acabou ficando na trilha sonora do Tomb Rider e realmente explodiu. Enfim, quando eles estavam olhando os remixes, a Interscope me ligou e disse que o U2 tinha chutado o remix. Eu fiquei chocado e perguntei por que. Eles disseram que o U2 gostou tanto do remix que eles quiseram regravar. Então, pelo pouco que eu sei, o remix que eu estava fazendo foi uma demo bem cara. [os dois rindo] Então agendamos um quarto por alguns dias e fomos ao estúdio para ver uma parede inteira de equipamento e o Edge usando sons diferentes. Ele diria coisas como “Não sei, cara, acho seu som tem muito mais pegada para isso do que o meu. Acho o seu melhor.”

Tudo que eu poderia pensar era “cara, você é o Edge e você está me perguntando?” Mas isso é apenas porque eles são legais, eles estão sempre abertos ao que os outros pensam. Eles são uma das bandas mais densas na indústria e são algumas das pessoas mais legais e respeitosas que você irá conhecer. Então muitas pessoas pensam que porque eles são grandes, suas ideias são melhores e o jeito deles é o melhor. Mas esses caras apenas são diretos.

Depois que a banda me deixou, Paul Leary (Butthole Surfers), que me ajudou muito com meu remix, ficou bêbado e completamente martelado. [os dois rindo]. Estávamos muito drenados emocionalmente.

 

Sei que você trabalhou um pouco com o Axl Rose no Guns n´ Roses, mas então declinou a ser parte da banda. O que aconteceu ali?

Bem, aquilo foi logo depois que eu deixei o NIN e o Robin Finck estava na banda, também depois de deixar o NIN e o Cirque Du Soleil. O Axl Rose tem um pensamento muito mais a frente do que as pessoas dão crédito; muito inteligente. Ele realmente adorava o NIN, em alguns de seus videos ele até estava usando a velha camiseta da “Sin.” Eu fiquei na banda por alguns meses e o Moby ia produzir o album na época. Foi uma época brutal de trabalho; cinco noites por semana, das 10am até 6pm. O Axl aparecia lá algumas vezes. Apenas não era o que eu estava procurando na época, eu sabia que esse processo ia durar alguns anos e eu tinha acabado de deixar o Nine Inch Nails, então estava muito ansioso para voltar e trabalhar com outras pessoas. Mas foi bem legal ter saído com todos eles. Acabamos tocando todo o “Appetite for Destruction,” do começo ao fim, o que realmente me deixou feliz em ter a oportunidade.

 

Outro ponto alto da sua carreira é seu trabalho nos vídeo games (American McGee´s Alice, Doom 3, Quake 4 etc). Como você se viu entrando nesse mundo e o quão diferente isso é de trabalhar em uma banda ou produção?

Eu acabei entrando nisso porque o Nine Inch Nails estava no primeiro jogo do Quake. Foi também uma das últimas coisas que eu fiz com a banda antes de sair, então depois que deixei a banda, recebei uma ligação de American Mcgee que fazia parte do Quake original e lembrava de mim. Isso abriu várias portas para eu fazer a música de outros vídeo games, às vezes isso é tudo que pega. É bem diferente compôr músicas para jogos do que filmes e CDs, algumas pessoas às vezes levam dez minutos para passar uma fase e outras levam trinta. Então você tem que fazer com que a música seja memorável, mas não tão invasiva a ponto da pessoa querer desligar depois da 50ª vez. [os dois rindo]

 

Um detalhe estranho que eu percebi sobre seus créditos em produção, é que você esteve envolvido de alguma maneira em quase todos os álbuns do Marilyn Manson, desde o “Portrait of an American Family.” Isso parece como se tudo estivesse levando você a se tornar um membro fixo da banda?

Sim, eu trabalhei no “Portrait of an American Family,” o EP “Smells Like Children” e no “Antichrist Svperstar,” que foi o maior. Entretanto, quando se fala no próximo album (“Mechanical Animals”), o time meio que se separou. Logo depois do Antichrist, foi quando eu e o Trent seguimos nossos caminhos e eu não trabalhei em nada até o “Lest We Forget.” O “Eat Me, Drink Me” foi todo feito pelo Tim Skold. Mas sim, tenho estado por perto desde o começo.

 

Você acha que de alguma maneira foi levado à esse ponto, onde você é um membro fixo da banda?

Acho que sim. Honestamente, nunca pensei sobre isso. O ano que Manson não estava em turnê para gravar o “Eat Me, Drink Me” eu saí e entrei em turnê com o Gnarls Barkley, que foi um projeto que me envolvi que todos ficaram chocados depois de ter estado em turnê com alguém como o Marilyn Manson. Você acha que eu não tenho uma alma? Porque eu sou branco, você acha que eu não posso ter “groove”? O que você está tentando dizer, filho da puta? [os dois rindo]. Aquela banda e os shows foram fantásticos. Adorei trabalhar com eles.

 

Parece que o Manson está dando um grande salto de suas músicas para suas letras. O que você pode nos dizer do que aconteceu? Que papel você está fazendo e o que você vê sobre o que o futuro está guardando para a banda?

Sei que algumas pessoas estão tendo alguns problemas com as mudanças que a banda/Manson tem feito e tudo que eu posso dizer é “vai tomar no cu!” Eu pessoalmente amo o CD e acho que é um dos mais corajosos que ele fez. É, não tem mais as batidas pesadas e ele não está mais usando meia calça. Recentemente foi o aniversário dele e ele fez 41 anos e eu tenho 43, você não pode ficar com 21 anos para sempre. Você fica parecendo um idiota, você tem que amadurecer como artista e refletir sobre outras coisas na sua vida e no mundo. Não aguento pessoas que conseguem ser tão mente fechada sobre a coisa toda. “Isso não soa como a Irresponsible…” Bem, então vá escutar a Irresponsible! [os dois rindo] Isso tem sido uma coisa contínua, alias, se você pensar; todos os álbuns do Manson tem sido diferentes. Depois do “Antichrist,” quando o “Mechanical Animals” saiu, várias pessoas odiaram porque eles não eram os mesmos. Os artistas deveriam escrever o que eles sentem no momento, então é óbvio que o Manson estivesse sentindo mais os aspectos emocionais da sua vida ao invés de política e religião. Quem sabe o que ele vai sentir dessa vez?

 

Vocês já começaram a falar sobre o novo álbum?

Agora estamos apenas falando sobre e vindo com conceitos. Acabamos de voltar da turnê e foi bem longa e brutal dessa vez. Normalmente ficamos durante cinco semanas e paramos uma, mas dessa vez realmente não tivemos tempo.

 

Percebi que você está para fazer uma turnê como DJ solo. O que fez você decidir isso e o que podemos esperar de seus sets?

Bem, ainda estamos falando sobre isso. Tenho feito algumas outras festas e foi bem legal, então você talvez me veja por aí fazendo isso. Estou bem aberto à ideia toda. É uma tomada bem criativa e um bom jeito de se divertir.

 

Estou pessoalmente impressionado com o quão você se dedica. Há algo que você faça para separar todo o trabalho na indústria da música?

Na verdade, não [os dois rindo]. Realmente preciso trabalhar nisso, minha vida toda tem sido um tipo de agitação em um nível pessoal, então eu definitivamente preciso sair lá fora e fixar. Nem sofá eu tenho ainda [os dois rindo].

 

Percebi que você é um fã do Miami Dolphins?!

Ah sim, eu tenho sido um grande fã do Miami Dolphins desde os cinco anos. Eles ainda são o time que eu torço, mesmo que tenham me deixado um pouco para baixo no passado.

 

Talvez pareça clichê perguntar isso, mas com suas contribuições e história maravilhosa, quando estiver tudo dito e feito, como você gostaria de ser lembrado nas páginas da história da música?

Nossa, agora vamos com as perguntas profundas [os dois rindo]. Frequentemente penso nisso quando sento e tomo alguns martinis [os dois rindo]. Primeiro e mais importante, eu gostaria de ser lembrado como um cara legal. O que posso dizer é que minha mãe me educou bem e isso é muito importante para mim. Além disso, gostaria de ser lembrado por algumas contribuições que fiz a todos os aspectos técnicos da indústria; com o jeito que usei e com o que tinha. Isso de alguma forma ajudou a música a evoluir. Depois disso é tudo dinheiro [os dois rindo].

página: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 | 31 | 32 | 33 | 34 | 35 | 36 | 37 | 38 | 39 | 40 | 41 | 42 | 43 | 44 | 45 | 46 | 47 | 48 | 49 | 50 | 51 | 52 | 53 | 54 | 55 | 56 | 57 | 58 | 59 | 60 | 61 | 62 | 63 | 64 | 65 | 66 | 67 | 68 | 69 | 70 | 71 | 72 | 73 | 74 | 75 | 76 | 77 | 78 | 79 | 80 | 81 | 82 | 83 | 84 | 85 | 86 | 87 | 88 | 89 | 90 | 91 | 92 | 93 | 94 | 95 | 96 | 97 | 98 | 99 | 100 | 101 | 102 | 103 | 104 | 105 | 106 | 107 | 108 | 109 | 110 | 111 | 112 | 113 | 114 | 115 | 116 | 117 | 118 | 119 | 120 | 121 | 122 | 123 | 124 | 125 | 126 | 127 | 128 | 129 | 130 | 131 | 132 | 133 | 134 | 135 | 136 | 137 | 138 | 139 | 140 | 141 | 142 | 143 | 144 | 145 | 146 | 147 | 148 | 149 | 150 | 151 | 152 | 153 | 154 | 155 | 156 | 157 | 158 | 159 | 160 | 161 | 162 | 163 | 164 | 165 | 166 | 167 | 168 | 169 | 170 | 171 | 172 | 173 | 174 | 175 | 176 | 177 | 178 | 179 | 180 | 181 | 182 | 183 | 184 | 185 | 186 | 187 | 188 | 189 | 190 | 191 | 192 | 193 | 194 | 195 | 196 | 197 | 198 | 199 | 200 | 201 | 202 | 203 | 204 | 205 | 206 | 207 | 208 | 209 | 210 | 211 | 212 | 213 | 214 | 215 | 216 | 217 | 218 | 219 | 220 | 221 | 222 | 223 | 224 | 225 | 226 | 227 | 228 | 229 | 230 | 231 | 232 | 233 | 234 | 235 | 236 | 237 | 238 | 239 | 240 | 241 | 242 | 243 | 244 | 245 | 246 | 247 | 248 | 249 | 250 | 251 | 252 | 253 | 254 | 255 | 256 | 257 | 258 | 259 | 260 | 261 | 262 | 263 | 264 | 265 | 266 | 267 | 268 | 269 | 270 | 271 | 272 | 273 | 274 | 275 | 276 |









10.01 @ Van Buren
12.01 @ House of Blues
13.01 @ House of Blues
16.01 @ Fox Theatre
19.01 @ The Complex
20.01 @ Fillmore
23.01 @ Aztec Theatre
24.01 @ House of Blues
26.01 @ Shrine Mosque
27.01 @ Brady Theatre
[ ver mais ]

KILL4MESAY10We Know Where You Fucking LiveMarilyn Manson - Prêmio de Ícone pela Alternative Press (2016) Third Day of a Seven Day BingeThe Mephistopheles of Los Angeles


ver +

facebook.com/marilynmanson
marilynmanson.com
twitter.com/marilynmanson


2008 - 2017 ® Marilyn Manson Brasil | Todos os Direitos Reservados